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Desconhecido
Mantras e som podem mudar as suas emoções. Podem mexer na sua saúde. Tem um jeito certo. Por exemplo, de fazer mantras, ainda mais o que é mantra na De repente você nunca ouviu falar nesse negócio, mas acho que quase todo mundo já ouviu falar em mantra. Hoje a gente vai fazer uma live inteira só falando sobre mantras e eu tenho um convidado super especial que tem tipo doutorado em mantras, Então ter essa conversa hoje, agora.
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Desconhecido
Salve, salve família, Vida, vida. Projeto 800 no ar Nosso projeto 800 956 aqui e vamos começar sobre mantras, sobre som, sobre o poder, inclusive curativo e potencial dos sons e dos mantras para sua saúde. Então eu vou fazer isso sozinho? Não, eu vou fazer isso com o grupo emanando a Vem, Gustavo. Seja muito bem vindo ao Projeto 800 e cara, Se você puder, já começa contando para as pessoas algo Primeiro que teu nome é super esquisito, o seu falando essas pessoas que têm nomes estranhos no meio.
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Desconhecido
Hare Krishna conta um pouco da sua trajetória. Como é que você chegou nesse mundo védico, mantras e essas coisas todas para o pessoal já ficar na mesma página que você. Obrigado pelo convite, Matheus. Uma alegria estar aqui com você e com cada pessoa que está nos acompanhando aqui em várias partes do Brasil e do mundo. Bom, eu estou aqui na Índia falando com vocês.
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Desconhecido
A tecnologia hoje nos permite estarmos juntos aqui, apesar da distância. Então, eu acabei de chegar, eu estava no Brasil ai por mais de um mês e voltamos ontem. Então eu moro aqui já há muito tempo, então eu vim em 1997, a primeira vez e boa. Eu tive várias fases, passei 12 anos primeiro como sadhu, morando aqui na Índia, andando, perambulando, peregrinando pela Índia, estudando.
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Desconhecido
E depois desse momento eu casei esposa e daqui a indiana e depois de casar. Aí eu tive que pensar em também ter uma profissão, ter uma carreira. Foi aí que entrou o estudo acadêmico. Eu fui para. Fui fazer bacharelado e mestrado e doutorado, doutorado acabou. Ano passado eu fui lá no Canadá e foi muito interessante poder trabalhar esse tema dos mantras, porque é algo que ninguém tinha feito no estudo de como que aqui os mantras são adotados e adaptados no ocidente com pessoas ocidentais sem aquele background védico e sem saber sânscrito.
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Desconhecido
De repente começou a adotar a prática de mantras de kirtana e isso vem junto com todo um pacote que vem da Índia. Eu costumo chamar de tecnologias do eu. Então a gente tem uma dúvida que é uma delas. A gente tem os mantras, a gente tem a meditação, várias formas de meditação, temos muitas e muitas práticas que são na verdade aplicação de um conhecimento muito elaborado, muito refinado, que a gente encontra nessa literatura da Índia.
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Desconhecido
Então, a jornada é basicamente essa, de maneira bem resumida. Primeiro é essa fase mais de sado na Índia, só estudando e peregrinando. E depois o estudo acadêmico que complementou Eu acho que fez a Ponte entre esse conhecimento tradicional, o modelo tradicional e também a maneira ocidental de estudar e de analisar toda essa informação. O cara não basicamente tinha essa tradição, a trajetória.
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Desconhecido
Você falou que você era assado na Índia, explica pras pessoas o que significa isso. Tipo essa palavra assado. Não é todo mundo que conhece com quantos anos você decidiu ir para a Índia percorrer esse caminho? E porque, pelo visto, flutuar um jovem meio esquisito em. Bom, eu. Eu estava no caminho normal. Eu me formei oficial do exército quando eu tinha 22 anos.
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Desconhecido
Eu era tenente do exército. Tomei Agulhas Negras na AMAN e então estava servindo no sul do Brasil. É uma experiência muito interessante. Eu era alpinista também. Eu fui escalar o Aconcágua, entre Argentina e o Chile, ali na fronteira, que é a maior montanha das Américas. Foi uma temporada difícil, A gente passou mais de um mês ali tentando escalar com muita tempestade, com avalanches, muito frio.
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Desconhecido
E quando finalmente eu consegui chegar no topo, que foi um desgaste enorme, eu tive essa experiência que foi mística, foi incrível de claramente ouvir uma voz me dizendo O que você está buscando, não é? Aqui vai pra Índia assim com todas as letras, sem nenhuma. Foi muito claro. Eu estava escalando comigo mesmo. Ele me viu meio que paralisado assim.
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Desconhecido
Naquele momento ele falou tudo bem da chacoalhada e eu falei Puxa, acabei de ter aqui uma mensagem do além, uma mensagem que veio com tanta clareza quanto eu estou falando pra vocês agora de que vá para Índia que você está buscando. Você vai encontrar na Índia. E eu falei pro meu amigo Não me chame pra ficar lá no ano que vem.
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Desconhecido
Não sei o que eu vou fazer lá, mas eu estou indo pra Índia, vou me programar para isso. E fui pra Índia em 97 e passei um mês nessa primeira viagem. Foi uma série de sincronicidades, de encontros, viu muita coisa interessante que dá um livro, 01h00 tem que sentar para fazer isso. Servidor Cheguei, cheguei, voltei pro Brasil, voltei para o meu trabalho, pra minha vida normal.
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Desconhecido
Mas eu saí da Índia, a Índia não saiu de mim. Aquela história de que eu fiquei com aquela impressão muito forte, desejo de mergulhar mais a fundo, de estudar. E aí eu tinha uma bagagem franciscana. Meu avô era franciscano, eu era. Eu era muito praticante, muito buscando assim, muita assim o propósito. E nesse momento eu resolvi fazer como São Francisco de Assis.
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Desconhecido
Mas eu fiz assim, eu senti que meu ímpeto foi sair para morar no mosteiro e ser um franciscano. Esse foi o que eu pensei em fazer. Cheguei a passar temporadas e retiros em mosteiros na região onde eu morava, no sul do Brasil. Depois disso, eu vi que não era bem o que eu estava imaginando e resolvi fazer o mesmo na Índia.
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Desconhecido
Então larguei tudo, fui pra Índia e nesse nesse modelo nem romântico de São Francisco, então eu doei tudo que eu tinha. Foi uma coisa bonita. No dia que eu fui receber a demissão do exército, eu chamei os soldados que que tinham de família mais simples, mais humilde e o pessoal vai lá em casa, vou distribui tudo que eu tenho.
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Desconhecido
Então levei meia hora para me desfazer de tudo aparelho de som, cozinha, tudo, todos os móveis. E aí eu tinha só um carro que meu pai tinha me dado de formatura. Eu falei isso aqui, não vou distribuir, vou devolver. Dirigi até a casa de meus pais em São José dos Campos. Entreguei a chave do carro, quase matei meu pai e minha mãe do coração.
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Desconhecido
Falei que estava morrendo. Tudo e virando monge, indo pra Índia. E aí fui para Índia sem nada. Não quis ter nenhuma fonte de dinheiro, tinha fechado a conta no banco, distribuí o dinheiro. Eu queria realmente ter a experiência de depender completamente do que a do Supremo. Essa foi minha meta, meu ímpeto na época. Agora eu vejo bem mais.
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Desconhecido
Podia ter feito a coisa mais planejada, o negócio mais. Mas na bondade. Mas eu fui assim, nessa emoção e e foi o que eu precisava. Então eu passei esses 12 anos como um saldo. Quer dizer, eu não tinha, não tinha um tostão, não tinha dinheiro, não tinha uma fonte de renda, não tinha nenhum ponto de apoio a não ser aquilo que me era dado a cada dia.
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Desconhecido
Então dormia debaixo de árvore, dormia no quintal, dormia onde eu aparecia, viajava pela Índia. E a Índia tem essa cultura espiritual que é muito forte, não tanto nas cidades grandes, mas em locais pequenos. Você vai para lugares de peregrinação, as pessoas que recebem. Nunca tive que pedir alimento, por exemplo, chegada numa vila, as pessoas me ofereciam um lugar para me encostar, me oferecia uma refeição.
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Desconhecido
Então isso foram 12 anos, não foi Duas semanas, não foram 12 anos em que eu vivi realmente ao Deus dará com Pessoa. Falei no Brasil e não foi só peregrinando, mas eu também tive a oportunidade de parar, estudar. Não tinha dinheiro, Mas eu lembro que quando eu cheguei para um professor de sânscrito, que era muito bom, todo mundo falava é um ótimo professor.
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Desconhecido
Eu cheguei pra ele e falei puxa, eu queria muito aprender sânscrito, mas eu não tenho dinheiro. Ele falou assim Mas quem está falando de dinheiro? O meu Dharma é ensinar. Se você foi um bom aluno, eu te ensino e aí isso aqui também não era. Não era de graça, não era pago com dinheiro, mas era pago com suor.
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Desconhecido
Porque ele falou assim. A primeira lição volta semana que vem aqui, dominando o alfabeto devanagari e a pronúncia. E aí me deu uma dica senta lá com o dono de uma lojinha que quase não tinha freguês. Ele passou o dia inteiro sentado ali e falou Ele é bom de pronúncia, ele sabe escrever. Eu sentei a semana inteira com ele escrevendo e pronunciando, e voltei para a aula porque o professor falou olha, não vou te cobrar nada, mas se você chegar aqui e não tiver feito a lição e não saber o que eu te ensinei, aí eu paro de ensinar.
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Desconhecido
Só que quero. Aluno Sério, Era então assim, muito interessante também. Outra coisa interessante que conecta com o ponto aqui do mantra do som é que eu perguntei mas qual o livro que eu vou usar que eu tenho que trazer um caderno, caneta? E falou Para que você quer caderno? Não para, tá? Anotou o quê? Mas e o livro Não Para Que livro?
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Desconhecido
Ele era o professor? O livro estava internalizado. Sabia de cor a gramática do sânscrito e a expectativa dele é que ele e ele recitava um sutra gramatical. E eu ouvia algumas vezes, repetia até memorizar e aí depois eu ia aplicar aquilo durante a semana e aplicar os sutras que eu tinha aprendido naquela aula. Então era uma aula por semana, tudo oral, tudo ouvindo, memorizando, aplicando.
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Desconhecido
É muito interessante. Mesma coisa com Estudando Vedanta, estudando outros textos que os professores falavam. Você tem que saber de cor o que quer dizer no coração e que internalizar não é pegar o livro e ler. Você tem que saber explicar, tem que saber da onde que vem. Você tem que ter isso dentro de você. Isso foi uma lição que ficou muito marcante para mim a vida toda.
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Desconhecido
Desde então. E os mantras, todos esses textos que a gente encontra nos Vedas, nos Puranas, na literatura védica, eles são mantras e os mantras tem uma característica que não é apenas a informação que vale, é a vibração sonora, que em si mesma ela é transformadora. Isso aí é o mantra e é o que me chamou mais atenção. É o que vem conduzindo a minha vida desde então.
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Desconhecido
Cara, eu acho que você acabou fazendo uma ponte perfeita para para a minha próxima pergunta que é o que que é mantra? Eu acho que você já meio que pincelou agora, mas para uma pessoa que é totalmente leiga, nunca ouviu falar disso na vida, mantra tem a ver com o som. Aí você acabou de falar, né? Ele carrega a informação mais a própria maneira como o som está estruturada ela já é impactante de alguma forma para a pessoa, então explica se um pouquinho melhor, principalmente para as pessoas que não fazem ideia do que a gente está falando.
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Desconhecido
E, sei lá, parece um papo meio de maluco. A gente que vem da mentalidade mais ocidental, cartesiana, né? O que a gente transfere com palavras é o conteúdo das informações que estão ali dentro. Então, se eu falar mais agudo, ou mais grave, ou mais rápido, ou mais lento, o que importa é o conteúdo e não a forma, digamos assim.
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Desconhecido
O que você está sugerindo é que esse conjunto forma conteúdo. Ele é impactante, ele é importante. Então, eu queria que você falasse um pouquinho mais sobre mantra e queria que você falasse um pouquinho melhor sobre. Você falou Ah, eu fui falar, eu fui estudar e fui para o Canadá. Quer dizer, você passou meio batido disso, explica um pouquinho melhor o que foi esse projeto de mestrado, O que te levou a fazer um doutorado que tem a ver mantra com doutorado assim, pra galera ter uma ideia também?
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Desconhecido
Sim, legal. Então que é mantra a palavra mantra? Ela já vem da raiz man, que tem a ver com pensar, com pensamento, com a mente. Então daí vem palavras como manas, manas em sânscrito. Seria esse a mente? É, mas mano é uma raiz. O sânscrito é uma linguagem que como o nome diz, ele é muito bem composto, muito bem formado.
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Desconhecido
Então Man é uma raiz. Como existem 1200 raízes no sânscrito chamado datos, e cada uma delas tem uma uma energia própria e tem um significado primário. Então man, tem a ver com pensamento e é um sufixo que traz a ideia de instrumentalidade e também de proteção. Então, Ou seja, o mantra é um instrumento para direcionar o nosso pensamento e nos proteger de emoções negativas, pensamentos negativos.
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Desconhecido
Então você, de uma maneira bem simples, a gente pode entender o mantra assim Ah, esse instrumento! Por isso que eu falei de tecnologia, o mantra como tecnologia. Porque você tem uma ciência muito refinada sobre o som. O efeito que são, tem o que o som é e como que a gente vai aplicar isso. Então a tecnologia do mantra.
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Desconhecido
Bom, então o mantra não é qualquer coisa, não é apenas uma ideia, uma informação, mas justamente como o Matheus colocou aqui a forma e o conteúdo eles se encontram, ou seja, o significado e o significante. Eles se integram. E então, quando você tem uma palavra em sânscrito, ela vem de uma raiz. Essa raiz em si já tem essa energia do que você quer dizer.
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Desconhecido
Por exemplo, todo mundo está acostumado. Quem pratica yoga Ayurveda com a palavra shanti murchando, shanti, shanti. Então nós temos esse som que também não é aleatório. A gente sabe que Shanti quer dizer paz, só que som de chão é uma raiz sânscrita, que essa raiz tem essa energia de tranquilidade. Então, em termos de guna de qualidade, ela é tamas.
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Desconhecido
Ela aquieta. Em termos de energia, ela vai trazer esse silêncio. Então, quando a gente faz Shanti, a gente repete esse som. A gente está pelo próprio e pela própria vibração sonora, trazendo essa energia de paz, de tranquilidade, de silêncio. Então, isso é só um exemplo, Mas qualquer som, qualquer sílaba vai ter sua energia. A sílaba MA é quase que universalmente usada para se dirigir.
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Desconhecido
A mãe em tantos idiomas. Então a gente pode ver que, mesmo intuitivamente, nós temos isso nas diversas línguas do mundo. Então, em português a gente tensões, como a gente fala de chiado de uma chuva, então o chiado da chuva, esse som de ele aquieta e ele vai ter vai ser usado em várias palavras no português que tem relação com esse silenciamento, com essa quietude.
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Desconhecido
Então isso é o que o sânscrito entendeu há muito tempo a ideia de que a energia de cada som ela influencia a nossa consciência, influencia só a consciência. Na verdade, todo nosso ser, nossa a nossa existência psicofísica. Então nós temos uma influência no corpo, temos a influência nas emoções, temos a influencia na consciência propriamente dita. Isso tudo faz parte dessa dessa ciência, dos mantras.
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Desconhecido
É algo bem complexo. Eu acabei de terminar, está saindo esse mês meu primeiro livro sobre esse tema, que é baseado no doutorado e vai ser em inglês, mas quem quiser em português tem materiais também que a gente pode falar depois. Legal, Mas assim, a ideia aqui é que esse conhecimento ele não era muito levado a sério, porque os estudiosos ocidentais ele já vem para a Índia para estudar as tradições da Índia, com uma aquela bagagem ocidental que é muito mais focada no que você vê, no que você lê num texto.
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Desconhecido
E as tradições da Índia não são assim. Você tentar entender uma tradição da Índia, seja qualquer uma delas Ayurveda, yoga, Vedanta, o que for e sem prestar atenção à dimensão sonora. É que nem você querer assistir uma ópera com tampão nos ouvidos que você só está vendo ali uma coisa que não faz muito sentido se você não está escutando.
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Desconhecido
Então esse foi o meu primeiro argumento e que foi o que convenceu meus orientadores daqui. E não adianta estudar as tradições da Índia só olhando para o texto. Você tem que prestar atenção na dimensão sonora, porque a importância do som é algo extraordinário. Em todas as tradições da Índia. Então, assim eu consegui convencer os meus orientadores de que era importante olhar para a Índia através dessa dimensão sonora.
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Desconhecido
E daí eu fiz a ponte com o Ocidente, mostrando como que essa tecnologia que eu chamo os mantras. Eles chegam no Ocidente e as pessoas se interessam por isso, porque muitas vezes a ciência e a filosofia e a religião no Ocidente elas ficaram muito focadas em conhecimento, em doutrina e pouco na prática. Isso não aconteceu na Índia. Quando você encontra a Sharia na Índia, seja de Ayurveda, seja do que for esse acharya, ele tem esse título porque ele pratica o que ele ensina.
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Desconhecido
Então é essa conexão, essa integração entre conhecimento e prática é muito importante. E eu consegui então mostrar que estudar as tradições da Índia envolve uma atenção especial a essa dimensão sonora. E a tua ideia de fazer mestrado e doutorado foi porque era porque você é meio nerd e você quer, tipo, se aprofundar na na academia. Você queria dar aula em faculdade, do tipo que é meio inusitado.
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Desconhecido
Nessa parada de você ter ficado 12 anos na Índia, na rua, tipo dormindo embaixo de árvore e aí tu vai para o Canadá todo tipo é meio. É bem diferente em termos de sociedade, de estrutura e organizacional. E tudo por que tu chegou? Porque você vai para o Canadá para fazer essa parada. Não foi uma coisa planejada nem premeditada.
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Desconhecido
Eu não tinha intenção de sair da Índia. Quando eu casei. Eu prometi para a família da minha esposa que eu nunca ia tirar ela da Índia e pelo menos não por minha própria vontade. Então é interessante porque eu aqui eu dava aula num grupo, numa escola tradicional, inclusive eu casei porque a família da minha esposa. Eles ficaram muito impressionados de ver um ocidental, um brasileiro que estava ensinando sânscrito e mantras e shastra numa escola deles aqui.
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Desconhecido
Então, minha esposa é irmã mais velha desse aluno meu que ele. Assim, ele era muito inteligente. Esse menino com uns seis anos de idade. Ele memorizou uma seleção que eu fiz de 108 versos da Bhagavad Gita e ele memorizou e recitava que nem um raio, sem titubear. Então a família ficou muito feliz com isso e fez os arranjos pra gente casar.
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Desconhecido
A gente casou num modelo bem tradicional, sem nunca ter se visto nem saber quem era o outro. A gente se encontrou por meia hora só para dizer sim ou não e casar. Então, bem inusitado. Não tinha intenção de sair da Índia, mas começou a pegar a parte financeira porque não tinha uma profissão, não tinha um trabalho formal na Índia e, tal como como monge, como sadhu era tranquilo.
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Desconhecido
Eu vivia do que do que viesse. Mas é casado, começou a ter essa questão e aí o diretor da escola que eu ensinava me apresentou para um.
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Desconhecido
Acadêmico ocidental que estava visitando na Bélgica. Toda uma história longa que eu vou resumir dizendo o seguinte os arranjos da Providência. Aí eu fui. Eu ganhei uma bolsa para estudar na Bélgica, eu fiz o bacharelado. Aí eu visitando o Brasil, um amigo meu me convidou para uma palestra na universidade e eu ia dar 15 minutos de palestra. O orador seguinte, depois de mim, faltou então ele falar Olha, improvisa aí, você tem meia hora.
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Desconhecido
Eu falei E uma professora gostou da que eu falei sobre sobre Upanishads e tal e falou Olha, você não quer fazer um mestrado aqui? A gente oferece uma bolsa. Eu fiz o mestrado em João Pessoa na Paraíba. Foi muito legal. Eu já estava pensando em continuar o doutorado por lá mesmo porque tinha muita afinidade com a professora, que era praticante de yoga.
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Desconhecido
Tinha visitado a Índia e só que não rolou nenhuma bolsa. Eles cortaram as bolsas de todo o doutorado naquele ano. Eita! E aí eu falei ah, chega de estudo acadêmico, vou fazer alguma coisa por aqui mesmo. Gostei de uma pessoa. Minha esposa, que é indiana, se identificou também com João Pessoa. Parecia muito com a Índia. Muitos aspectos. Mas aí o meu irmão, que morava no Canadá, falou assim Pelo menos tem doutorado aqui, manda aí um application.
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Desconhecido
Aí eu falei Bom, vou fazer uma proposta de estudo. Mandei alguns e-mails de alguns professores que trabalham nessa área e um professor falou Olha, gostei, quero conversar contigo. A gente marcou uma conversa pelos um e falou Vou arrumar uma bolsa para você. E conseguiu a bolsa. Por isso a gente foi para o Canadá, né? Não foi uma coisa assim planejada, mas fluiu.
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Desconhecido
E a questão dos mantras? Eles ficaram muito felizes porque eles disseram Olha, realmente é um tema interessante, que nunca foi estudado dessa maneira. Como que que isso tem um impacto? Está chegando no ocidente cada vez mais, porque chega através do yoga, Chega, não, vida chega e através de várias, vários canais. Na verdade foi isso que eu falei, que não era uma coisa que foi trazida planejadamente, que alguém chegou e falou assim vamos transplantar os mantras para ocidente e que veio por múltiplos canais de transmissão.
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Desconhecido
E hoje em dia se tem aí tantas pessoas praticando mantras e kirtana no ocidente. Legal. E foi e e a família dela te perdoou porque você no final das contas, levou ela embora para o Brasil, levou embora para Canadá? Foi. Foi tudo muito bom. Não era nosso plano, não foi minha escolha, mas a questão que eu não estava.
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Desconhecido
Eu não tinha como me manter na Índia naquela época. Então a gente casou, a gente ganha uma vaquinha de presente de casamento, a gente construiu a nossa casa e a gente tinha na nossa horta. Então a gente tinha uma vida muito simples. Mas quando nasceu nossa filha, que nasceu em casa de parto natural com uma parteira local, aí teve um imprevisto que não nascia por 40 horas de trabalho de parto não nascia.
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Desconhecido
A gente teve que correr pro hospital e aí, quando veio a conta do hospital, não tinha como pagar. E foi aí que caiu a ficha de que poxa, tem que ter alguma coisa agora. Agora não sou mais safado. Agora eu sou chefe de família, tem que cuidar. E aí juntou essa necessidade com a oportunidade de ter sido apresentado por uma pessoa que falou Olha, vem comigo que eu vou te dar uma bolsa lá na Bélgica, depois a bolsa no Brasil, bolsa no Canadá.
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Desconhecido
Então foi tudo muito assim acontecendo de maneira natural e eu segui o fluxo, mas voltei para a Índia. Não me vejo ainda como professor acadêmico numa universidade, porque me sinto mais em casa aqui, por incrível que pareça, sim, não é de sargento do Exército Brasileiro passando por tudo isso que estava narrando. Caraca, é impressionante! E aí, você está lançando esse livro em inglês agora, que tem que ser traduzido para português quanto antes, Mas queria tipo, já que ele não está disponível em português, dá uma palhinha pra gente.
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Desconhecido
Como é que é a estrutura desse livro? O que você explica nele? Porque de repente a gente já consegue meio que fuxicar o seu cérebro e tirar alguns ensinamentos possíveis aqui dentro dessa live, sabe? A gente ainda tem aí uma, uns 20 minutos, meia hora. Eu quero tentar trazer para o nosso público, devido a venda o máximo possível de recomendações, de entendimentos, de primeiros passos.
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Desconhecido
Dar pra galera que nunca ouviu falar disso, mas achou muito interessante ou já estuda yoga, já estuda aí o VEDA e já ouviu falar de mantra? Já se arrisca, canta lá um gayatri, faz um negocinho de manhã, mas não sabia de repente que isso poderia ser um campo de estudo tão dedicado. Fala um pouquinho do livro pra gente.
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Desconhecido
Bom, o livro é uma abordagem acadêmica, a pegada acadêmica e vai analisar em vários aspectos. Mas o primeiro capítulo eu acho que é mais interessante para quem é praticante que vai na filosofia do som entender o que é o som. Então, na Índia o som tem um peso muito grande, tem uma importância muito grande em qualquer linhagem que você vai estudar.
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Desconhecido
Para começar, a literatura védica não foi escrita no primeiro momento. Ela era toda oral, uma transmissão oral e a importância. É engraçado porque a precisão com que eles conseguiram fazer isso através de milênios é impressionante. A gente pensa que quando escreve vai estar mais garantido, que vai transmitir corretamente. Mas não. A gente vê que no Ocidente muitos textos foram corrompidos ao longo da história.
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Desconhecido
Na Índia não. Porque como é que você vai fazer se não consegue tacar fogo na biblioteca e acabar com o Bhagavad gita porque tem uma população de milhões e milhões, milhões de pessoas que sabe lá de cor os sutras e os tratados de Ayurveda. As pessoas sabem de cor, então você não consegue acabar com o conhecimento, não consegue distorcer porque existem.
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Desconhecido
Isso está assim, está na cabeça das pessoas. Então essa questão do primeiro capítulo do meu livro é justamente sobre a importância do som, o que ele é e entender que o som, ele está intimamente ligado a consciência. Então, nos Vedas e VAT, que é a fala, a voz, a linguagem que é personificada em Sarasvati, a deusa da sabedoria, do conhecimento e da música.
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Desconhecido
Então Sarasvati. Não é à toa que ela é a personificação de tudo isso, porque existe uma ligação entre conhecimento e música e som e mantras, porque o som ele, ele traz em si mesmo, independentemente do idioma que a gente está falando, ele traz um significado que faz parte dele, que é inerente a ele. Então, entender isso é muito importante.
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Desconhecido
Um pensador da Índia que rare. Ele fala no tratado dele que não existe separação entre conhecimento e aquilo que a gente pode, os conceitos que a gente pode ter na nossa consciência e o som e a linguagem. Então como é que a gente entende isso? Quando a gente pensa, a gente tem que pensar em alguma língua, ou penso em português, ou eu penso em sânscrito ou inglês, o que for.
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Desconhecido
Mas eu preciso da linguagem para conceptualizar alguma coisa. Aí então existe essa relação muito próxima entre entre vate, o Sarasvati, deusa da sabedoria e conhecimento, a capacidade de ter algum conceito. Então, com isso, o som, ele é entendido como sendo a potência que estrutura toda criação, todo o universo. Tudo que existe é vibração. Tudo que existe é som.
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Desconhecido
E os Vedas nada mais são do que a revelação desse som e que estrutura todo o universo. Então isso tem a ver com o conceito de Rita, que é essa verdade e Satya então. Enfim, não quero entrar muito em uma coisa muito complicada, mas deixa eu só trazer então para a prática para o público brasileiro, o que eu estou pensando é pegar essa ideia da filosofia do som acoplado com a prática dos mantras e aí trazer a pronúncia, trazer a escrita e trazer a métrica.
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Desconhecido
Porque eu acho que com esses três elementos a pessoa pode pegar qualquer texto e qualquer mantra e ela pode ter a confiança de recitar corretamente. A intenção são os pilares se você entende bem a pronúncia, se você consegue ler é porque a coisa de ler o Devanagari é interessante. Eu acho que quando você está estudando, você aprende a escrever e ao mesmo tempo aprende.
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Desconhecido
A pronúncia fica muito clara a pronúncia, porque, por exemplo, a gente tem os três ésses do sânscrito, o s flexo, o s palatal e o s. Aqui o chá de Shiva ao final tem o chá retrô flexo e tem o sa dental. São são três. Só que no site que são três letras. Eu lembro uma vez eu falando com o menino do grupo lá e falei ah, porque esse esse aqui.
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Desconhecido
Ele falou como assim? E se essa criança tem um só, um chá e um chá? Eu falei Puxa, por é, nessas três letras diferente. Quando você aprende a escrever o devanagari, você vê isso claramente. E é isso facilita a pronúncia. Então, o que eu estou planejando, Matheus, É se puder fazer propaganda aqui daqui a duas semanas lançando um curso que é justamente isso, a gente vai aprender a pronúncia do sânscrito, a escrita do sânscrito e a métrica que é o ritmo.
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Desconhecido
O em tudo isso tem e você tem. Tudo isso se soma a energia do mantra. O ritmo tem a sua função, a pronúncia dessa função e até mesmo a melodia. Mas aí entra na questão das vagas. Outro é outro departamento, mas a gente vai lançar esse curso que vai ser para o público brasileiro, em português bem claro e com a prática.
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Desconhecido
Não é visando o acadêmico, é visando o público praticante que quer ser capaz de pegar um mantra e ter a confiança que está recitando com clareza e com a pronúncia correta, com fluência. Ou seja, a pessoa que quer estudar qualquer coisa, seja yoga, Ayurveda, ela tem essa desenvoltura com o sânscrito, então eu acho que é melhor do que o livro nesse sentido.
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Desconhecido
Claro que quem quiser o livro no final desse mês deve estar disponível. Eu posso colocar o link depois vai estar em inglês para ter versão impressa e versão e Kindle também digital e assim tá perguntando tanto no Instagram quanto no YouTube eu vou. Eu botei o link do guru separando aqui embaixo na descrição desse vídeo no YouTube. E aí tem lá o Instagram dele, você pode lá e aqui do lado do nome tá escrito Yoga Call to br e você pode entrar lá e mandar um DM e tem um link na bio, então fiquem a vontade, se desdobrem aí.
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Desconhecido
Eu acho muito lindo essa perspectiva, porque eu compartilho muito dessa visão para mim quando eu estudo Ayurveda, medicina moderna, nutrição. Para mim tudo isso são linguagens e as línguas estrangeiras. Elas obviamente são linguagens, mas eu acho que a maioria das pessoas e não muitas vezes aprecia o quanto a linguagem é determinante para a maneira como você pensa, sente e habita o mundo, a sua realidade.
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Desconhecido
A gente tem essa ilusão de que a realidade objetiva, que todo mundo vê a mesma realidade. Estamos todos aqui. Existe uma verdade e essa verdade é apreciada de maneira equidistante por todas as pessoas. Logo, se eu levantar esse copo, você vai ver um copo, todo mundo vai ver. Um copo tem 300 pessoas na live, vão ver 300 pessoas, vão ver o mesmo copo.
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Desconhecido
E quando você começa a engatinhar dentro do conhecimento védico, você já começa a questionar um pouco a objetividade da realidade, O quanto o copo que eu vejo e o copo que você vê, né? Eles começam com a história lá dos cinco cegos tateando o elefante. Aí eles vão te dizer olha a realidade. Na verdade, ela é mediada pela sua percepção delas.
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Desconhecido
Tem os órgãos dos sentidos. Por exemplo, a gente vê mais ou menos, escuta bem, mal, cheira mais ou meia, também sente quase gosto nenhum. Então a gente é um bicho com um entre os órgãos dos sentidos muito limitados. E como é que a gente pode observar uma realidade limitada, com uma percepção limitada? O infinito Ele acaba sendo finito, zado na sua percepção e você percebe ele de um jeito, porque você percebe pelo seu, não só pela sua experiência de vida como pela sua linguagem.
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Desconhecido
Se você fala Bengali e eu falo Gujarati na mesma Índia, que é considerado um país só, a gente se comunica de maneiras completamente diferentes, porque a pessoa que mora em Bengala ela ela fala, estrutura a frase Oi, tudo bem de uma forma. E o Gujarati, onde eu morava na Índia, por exemplo, estrutura de maneira completamente diferente. Então a gente se comunica diferente e sente a partir dessa comunicação e essa sensação expressa de maneiras específicas e tal.
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Então eu tive a oportunidade de estudar, sei lá, 14 línguas estrangeiras até hoje. E eu acho que por conta disso, por ter morado na China e no Nepal e depois na Índia, em vários países, eu fui conseguindo ver como cara o chinês. Ele se expressa e sente e pensa diferente, porque ele sente, se expressa e pensa em mandarim.
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Não é porque ele é um ser humano diferente essencialmente, mas porque ele tem uma estrutura gramatical diferente. Ele sente o mundo. Eu estou agora na Alemanha e o alemão é das línguas mais precisas que eu conheço. Assim, tem um nível de precisão gramatical que faz com que eles pensem e se comportem de maneira diferente. Então, assim, eu queria é expandir o que você trouxe até agora que me empolga, porque eu sou muito fã dos estudos de linguística e do Sol por Chomsky.
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Para mim é uma referência. Eu aprendo muito com esses linguistas e filósofos da linguagem e eu queria que você falasse um pouquinho sobre como estudar mantras. Tem o potencial de, de repente, mudar a maneira como a pessoa lida com as emoções ou lida com a própria saúde. Se faz alguma diferença, por exemplo, recitar mantras ou cantar essas coisas fora do ponto de vista religioso ou dentro também.
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Se você quiser falar da religiosidade, eu acho que pode ser legal também, mas como o sol, como influência, ele pode mudar a percepção e a vida da pessoa. Faz sentido Quando falamos Eu estou consciente desse efeito. Então você levantou o copo para mostrar que cada pessoa vai ver diferente. Eu lembro de nosso mestre aqui uma vez um discípulo chegou e falou Mestre, eu acho tão lindo o jeito como o senhor segura o copo, é tão elegante.
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Desconhecido
O mestre falou Você está percebendo dessa forma porque você me ama? Uma pessoa invejosa. A pessoa tem inveja de mim. Pude olhar o mesmo gesto e dizer que é jeito estranho de se ver ali, segurar esse copo que não segura direito que nem homem, sei lá, a pessoa podia ter uma visão totalmente diferente do mesmo copo, na mesma mão.
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Desconhecido
Então, como você colocou, a percepção é diferente. Nós temos também os três gunas que influenciam o conhecimento védico e vai ver de tudo. Então você tem ali os três gunas. Então, o que os mantras fazem quando a gente recita um mantra? Esse mantra ele é uma fórmula sonora que foi revelada e que ela traduz na forma sonora um princípio ali da realidade última.
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Desconhecido
Então, quando você recita aquilo por ressonância, o nosso sistema psicofísico, ele vai começar a entrar na mesma sintonia. Então a gente vai removendo um pouco desses filtros que você falou e, por exemplo, a gente tem os três gunas. Poderia ser uma lente azul, uma lente amarela, uma lente vermelha. A pessoa que está com a lente vermelha na frente dela, ela vê tudo vermelho.
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Desconhecido
Então, o que os mantras vão fazendo aqui? Na verdade, eles começam a remover essas essas lentes e a gente começa a ter mais clareza, tem mais sattva E indo além dos três gunas para ter uma percepção mais clara da realidade, esse é o processo dos mantras. E quanto mais a repetição acontece, o processo é repetido. Japa Isso vai fazendo com que o nosso aparelho, o nosso instrumento, que é o nosso corpo, ele vai ficando afinado.
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Como a gente tem que afinar o instrumento musical, a gente vai afinando o nosso aparelho e entrando em sintonia. Então é algo assim muito interessante. Vou tentando colocar de maneira bem simples. Aliás, me vem uma ideia aqui, uma imagem. A gente está falando de Ayurveda. A gente sempre pensa em nutrição como sendo comida que a gente põe na boca, engole, digere.
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Mas a gente pode se nutrir também. O som, então, o som, ele também tem qualidades. Assim como alimento. Nós temos a preocupação, por exemplo, em buscar uma dieta mais cítrica, mais sattva guna, menos grades, menos tamas. Então, da mesma forma que a gente se preocupa com o alimento que a gente vai ingerir, vamos supor que vamos fazer uma meditação daqui a meia hora.
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Desconhecido
Vou fazer uma prática de yoga. Não vou comer uma feijoada e sentar para meditar. Não faz sentido. Da mesma forma, a pessoa não vai ouvir o batidão do funk. Depois senta para meditar. A energia não combina nada contra um tipo de música ou outro. A pessoa pode gostar de funk, pode gostar de forró, pode gostar do que for, mas tem a energia específica que vai ser favorável ou desfavorável, que vai combinar ou deixar de combinar com a atividade.
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Desconhecido
Então isso é uma aplicação bem prática dos mantras e do som, desse entendimento de como que é que cada som, cada ritmo vai ter a sua energia e vai influenciar nosso estado de consciência. E isso é muito incrível. E eu estou pensando no papel da pessoa como um instrumento, mas também na pessoa, como receptor. Eu tenho em meu sadhana, por exemplo, que eu todos os dias eu canto alguns, alguns mantras, eu leio os textos clássicos do Ayurveda.
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Desconhecido
Isso faz parte da minha rotina de estudos e de devoção ao mesmo tempo. Eu já participei de rituais de salão de Guillem, por exemplo. O terapeuta ou alguém bota você lá deitado, por exemplo, no chão, e aí tem uma estátua tibetana com os instrumentos diferentes. O negócio é assim. Eu já passei por experiências muito impressionantes de tensão, de iluminador, da pessoa estar ali tocando aquelas coisas e realmente criar uma jornada para a minha alma.
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Desconhecido
Assim, parece que minha percepção ela foi navegando um universo quando eu voltei, tipo 01h30 depois para continuar vivendo uma epopeia assim, foi muito impressionante. Então eu como quando eu sou o emissor desses sonhos, eu sou afetado por eles também. Mas eu também posso viver essa experiência de maneira passiva, digamos assim. Netbook receptor Eu botar uma música para quem nunca botou, sei lá, Bethânia para tocar e aí está ali, naquele clima, ela afeta realmente suas emoções.
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Desconhecido
Eu lembro de eu voltando para o Brasil depois de um ano morando na China e eu no avião. Eu era tinha 21 anos, era moleque e eu ouvindo o Lulu Santos. Ele falava Eu estou voltando para casa, eu dou a volta. E eu comecei a chorar no avião, Tipo, eu tô voltando para casa. Tipo como a música ela pode te teletransportar e como ela evoca emoções e como ela pode ser uma ferramenta como você falou para você se divertir com os amigos, dançar um funk ou para você contemplar a realidade última ouvindo um mantra ou um canto franciscano, uma coisa assim.
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Desconhecido
Eu queria que você falasse um pouquinho mais sobre essa esses papéis assim, tipo, tem a ver esse negócio, Dá pra gente usar mantra para tratar uma outra pessoa. Existe essa coisa na perspectiva Eva e eu como eu, Matheus como estudante, eu cantar esse jogo. Como é que eu faria isso? Grosso e falando tipo assim como é uma, como é que eu começo dentro dessa parada?
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Desconhecido
Eu não sei nada, mas eu achei muito maneiro tudo que está falando. Eu começo todo dia cantando OM Eu canto, fico cantando Shanti o dia inteiro que eu deveria fazer sim. Então. Só de ouvir a gente já está se purificando e se entrando naquela sintonia, então com certeza ouvir já é algo maravilhoso. É muito simples, você pode entrar no Spotify, vai lá fazer umas propaganda, entrar no Gurus, ser banana no Spotify que tem três CD de mantras gravados lá.
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Desconhecido
O engraçado porque Porque a gente traz nessa bagagem, né? Quando eu cheguei da Índia durante o mestrado aí no Brasil, eu conheci uma pessoa, tinha um estudo de música, falou vamos gravar e tal, Ele tocava, eu falei bom, mas eu nem tenho, mas eu tocar um pouquinho de violão e foi com que eu tinha falecido. Mas não toco violão não, não toco que você sabe, canto que você sabe.
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Desconhecido
Não precisa se preocupar com um detalhe. Não canto mantra. E eu pensei Bom, vou fazer uma coisa super tradicional, super assim de melodias védicas e tal. Aí gravei esse CD. A primeira pessoa que eu ouvi falou assim Puxa, que toque brasileiro! Legal que você colocou nesse CD.
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Desconhecido
Então não tem jeito, a gente traz essa bagagem e não tem nada de errado. Você pode recitar o mantra de muitas maneiras, mas a questão é que sim, a gente pode Só de ouvir os mantras a gente já está se alinhando, entrando naquela sintonia. Isso é muito bom. Claro que quando a gente começar a entoar os mantras, isso é mais poderoso ainda.
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Desconhecido
Primeiro que eu não dependo de nada. Eu posso estar no meio da floresta postando engarrafamento de São Paulo. Eu comecei a cantar o mantra, então nada me impede. É uma tecnologia muito avançada. A gente de tecnologia vai ficando cada vez mais portátil. Não tem nada mais portátil do que o mantra. Em qualquer lugar do mundo você pode se conectar.
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Desconhecido
Não depende de dia de antena, de nada. Isso funciona até off line. Você pode até o que você consegue usar sim, então é melhor se você você pode apenas ouvir é um nível. Você pode também ativamente citar os mantras e tem vários benefícios. Um é que o mantra ele tem. Ali você começa a recitar e aquilo vai te transformando de dentro para fora.
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Desconhecido
Eu não gosto de falar sempre aquela analogia do Michelângelo quando ele esculpiu o Davi que foi super difícil ali, a pedra era difícil, já tinham tentado, era uma coisa assim complicadíssima. E ele fez uma obra de arte que até hoje é considerada assim um marco. E aí chegaram para ele ser o Michelangelo. Como é que foi para esculpir o Davi?
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Desconhecido
Foi muito difícil e falou Não, esculpir não foi difícil. O difícil foi conseguir enxergar o Davi dentro da pedra. Depois que eu enxerguei, foi só tirar aquilo que não era o Davi. Então o mantra faz isso, o mantra. Ele nos ajuda a ter essa clareza. E tirando as lentes e os filtros, a gente vê com clareza. Na hora que a gente viu com clareza aquilo que é essencial, você começa a remover aquilo que não é e não é um processo difícil.
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Desconhecido
Difícil realmente é alcançar a clareza e os mantras são uma ferramenta preciosa para isso. Então, recitando você, você se purifica. Dessa forma e é dito que o mantra vai, vai limpar o espelho da nossa consciência e vai tirando aqui e ali aquelas falsas concepções de quem você é e te mostrando quem é você de verdade, sua verdadeira natureza E a maneira de fazer isso é como tudo na vida.
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Desconhecido
Se você quer aprender a tocar, sei lá, samba, você tem que juntar com a turma que toca samba, vai aprender ali, pandeiro vai aprender. Você tem que se juntar com a turma e fazer junto. Então com o mantra também, você tem que encontrar um grupo de pessoas que praticam, que tem conhecimento, que tem a prática e você se junta a essas pessoas e então é a melhor maneira.
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Desconhecido
E hoje em dia não precisa ser só presencial. Quando eu comecei eu tive que largar tudo para vir para a Índia porque não tinha o que eu queria aprender no Brasil, em Rio Negro, no Paraná, onde eu estava servindo no quartel, não tinha onde aprender. Mas hoje em dia a gente tem e a gente está planejando esse curso.
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Desconhecido
Sou eu e um outro professor amigo meu que também é excelente professor, estudioso de sânscrito e linguista. E a gente vai fazer esses três pilares aí de pronúncia, escrita e métrica. Não é só, não é só a teoria. Na verdade, o curso vai ser de três meses pra gente poder praticar. Vai ser um pouquinho de teoria e muita prática.
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Desconhecido
E depois mais um pouco de teoria e mais prática. E junto com essa teoria a gente vai ter lá os mantras para a pessoa poder ouvir, pra eu poder baixar, pra poder ler, estudar. Então essa ideia porque embora eu tenha feito esse estudo acadêmico, eu realmente acredito que a pessoa precisa colocar em prática o meu, a minha inspiração e realmente e voltar para quem é praticante ou pra quem deseja ser praticante e poder ajudar a pessoa a trilhar o caminho, porque isso transforma não apenas uma informação.
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Desconhecido
Ah, que legal, Entendi. Então você vai realmente ver a sua vida ser transformada como a minha. Foi com certeza como oficial do exército de tenente e eu estou aqui hoje na Índia e mudou completamente o rumo. Eu vejo os mantras como sendo esse fio condutor que foi me levando e descobrindo novos horizontes. E então isso eu nem gosto de contar.
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Desconhecido
Muitas histórias, porque eu gosto de ver as as pessoas descobrindo e tendo suas próprias experiências de transformação, de superação que acontece naturalmente com os mantras. Total. Tem uma pergunta da Vanessa de Paula que eu achei interessante Tem diferença de entoar o mantra ou só ficar pensando nele? É só mentalizar? Tem diferença, Mas tudo é bom que nem você pega um brigadeiro assim ou uma bolinha doce de um lado.
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Desconhecido
Aqui na Índia, porque você morder é doce. Então se você entoar o mantra em voz alta, se você fizer japa e ele sussurrado bem baixinho, ou se você fizer mentalmente, todas as formas são boas e vai trazer benefício, cada uma vai ter a sua aplicação. Então, às vezes, se a mente está mais distraída, é mais fácil cantar em voz alta, Tem um efeito maior ali.
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Desconhecido
E também se eu quero quebrar aquela energia para as pessoas ao meu redor, eu posso cantar em voz alta. Mas se eu estou num lugar que não convém, eu posso também fazer aquilo baixinho. Posso fazer mentalmente. Na verdade, é dito que o som ele tem quatro níveis. Os Vedas falam sobre isso, de atuar em para para imitar um.
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Desconhecido
Existem quatro níveis. O primeiro deles é o Vaccari, que é o som articulado, enunciado que você está ouvindo da minha voz que eu pronuncio aqui e vai bater no seu tímpano. Ai você vai processar esse som e é o nível mais denso do som. Você pode para um nível mais anterior a isso, mais sutil, que é o som na sua mente, dentro da sua mente, antes dele ser enunciado.
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Desconhecido
Aí isso é o mar de lama. O estágio intermediário. E antes desse tem o paciente, que é quando você tem essa integração do significado e significante onde eles se encontram. Quando aquele som do mantra ele está, ele se encontra com o significado dele e além disso, tem a transcendência, tem, tem aquilo que existe além desse mundo que aí você não vai acessar com os sentidos, com o ouvido, nem com a mente material, mas que é a própria consciência divina manifesta naquela forma do som.
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Desconhecido
Então eu teria o quarto estágio, então. Bom, só para mostrar que o som ele tem Aí o que a gente chama de som de maneira ordinária é apenas esse estágio mais denso do som. Quando se fala de VAT, ele tem vários níveis. E não é só a fala humana, só a linguagem humana. Todos os sons, seja de instrumentos musicais, o som dos passarinhos cantando, o som do golfinho, tudo isso está na categoria de VAT.
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Desconhecido
Isso é linguagem. Isso nos permite conceptualizar e transmitir ideias. Sim, eu estava bom. Você estava falando e eu estava aqui indo de Tamara Klink ao Wings. Tem assim, tipo esse pessoal. Eu estava rodou recentemente, vendo várias e vários podcast com a Tamara lá. Passou nove meses em enfermagem no Ártico, uma velejadora super realizada muito jovem, e ela estava falando sobre como, no silêncio da solitude do Ártico, os sons iam orientando ela, tipo o som de um pássaro que passava e ela sabia identificar qual era o pássaro.
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Desconhecido
O som do barco se mexendo e da água batendo contra o casco. E por ela estar sozinha, em silêncio e num lugar absolutamente remoto, o som virava ela, digamos assim. Era uma experiência de comunicação constante. E aí eu estava te ouvindo e minha mente também estava indo para praia. Essa pesquisa da natureza, da matéria. Se antigamente dizia se que você tem dois estados possíveis de manifestação ou troço, ele é matéria ou energia e o som é vibração.
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Desconhecido
São ondas diferente da luz. Daí ninguém sabia muito bem se a luz era matéria ou se era onda. E aí vem o Einstein e propõe essa ideia de que na verdade existe uma conversão entre esses dois e esses dois, esses dois estados da Bíblia, que no início tudo era som do dos textos clássicos védicos, como a caixa, uma labuta e o início de tudo.
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Desconhecido
E no Ayurveda a gente fala que a caixa tem uma relação direta com o com a sonoridade. Então é muito lindo, né? Investigar esse caminho. Eu falo dos quatro pilares da saúde, que são a alimentação, o sono, o movimento e o quarto pilar da saúde. Eu chamei de silêncio e é muito interessante porque são três pilares clássicos da saúde.
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Desconhecido
Na visão do Ayurveda. A gente me o samba e não tem essa coisa de quatro pilares, tradicionalmente Hara nidra e brahmacharya. Eu sempre tive muita dificuldade de explicar brahmacharya para as pessoas que dependem da tradição brahmacharya, celibato, defendendo a tradição, brahmacharya. Outra coisa, as vezes as pessoas falam que é uma teoria que na verdade é a atividade sexual, então era sempre uma confusão.
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Desconhecido
Eu falei ah, vou desdobrar em dois e eu falei cara, o silêncio é um pilar fundamental e muitas vezes as pessoas elas, obviamente, porque o nome é silêncio. Elas acham que silêncio é ficar sem fazer barulho. Então muita gente vem lá comigo e fala assim Ah, Matheus, mas eu já passo o dia inteiro em silêncio. Eu vou em casa sozinho, Eu estou em silêncio.
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Desconhecido
E se você parar para olhar, a pessoa não está nada em silêncio. Porque não é só por que você não está fazendo barulho com a sua boca que você não está impactando o mundo ou de forma sonora, ou a sua mente não está o tempo inteiro produzindo ruídos. Eu lembro quando eu tinha 18 anos, eu fiz o meu primeiro retiro de dez dias em silêncio, um Vipassana, e eu achava, como todo iniciante nessas coisas, tudo, todas as minhas preocupações eram as preocupações erradas.
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Desconhecido
Sabe? Tipo, eu tinha medo, Eu estava preocupado porque eu não ia poder falar. Eu estava preocupado porque a comida era duas vezes ou três vezes por dia. As coisas que quando eu cheguei lá na verdade não fazer nenhuma diferença e eu fui descobrir que o que era difícil mesmo não era nada do que eu me preocupava. E o que eu percebi, por exemplo, eu tinha medo quando eu era jovem, de ficar em silêncio, e foi só eu experimentar um silêncio um pouquinho mais prolongado que eu percebi que eu nunca estou em silêncio.
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Desconhecido
Tipo, a minha mente está o tempo inteiro criando umas histórias e escrevendo o livro Milagrosa no plano do futuro, lembrança do passado. Tudo que está é aí, agora, te ouvindo falar sobre esses níveis e essas ideias todas me vêm na cabeça e se conectam de alguma forma para dizer A gente vive num mundo que é tão ruidoso e muitas vezes a gente está sempre se comunicando uns com os outros que para a maioria das pessoas, talvez seja até difícil de perceber como existe tanto som embaixo dessa camada de fala, digamos assim.
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Desconhecido
E eu acho que foi lindo te ouvir falar sobre essas camadas de manifestação do som e como era antes do sussurro. Ainda tem som e antes ainda tem. E na divindade original já tem essa manifestação ali. Então eu não sei. Se você quiser, a gente podia caminhar para o final. Eu queria te ouvir falar um pouquinho mais sobre isso, sabe?
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Desconhecido
Sobre essa questão, talvez espiritual, mística a respeito do som tipo essa prática dos mantras e essa, essa prática da verbalização. Ela é um aspecto mais o quanto na tua experiência de contemplador, de sado, de mendicante e tal, o silêncio foi importante de alguma forma para sua realização? Sim, e você tocou num ponto. A grande sacada é de que esse silêncio não é apenas fechar a boca ao silêncio, aquietar a mente.
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Desconhecido
Isso é muito importante e às vezes você vai precisar do mantra, o mantra até recitado mais alto. Quando a mente está super barulhenta, você tem aquele ruído mental constante e ensurdecedor ali dentro 24 horas por dia. É o que Patanjali vai chamar de Talia Piti rodopiando dentro da sua mente. Ali. E você precisa pegar o mantra para poder aquietar aquela mente que está gritando ali.
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Desconhecido
E o que ele diz e conecta com a Bhagavad gita? Porque todo o sistema de Patanjali e você conseguir aquietar a mente para poder se conectar. E a Bhagavad gita diz que quando a mente silencia, quando você chega nesse estágio, de tanto manar para senta se a Paramatma. Essa marreta. Quando a pessoa chega nesse estado de tranquilidade em que ela conquistou a sua mente, aí o Paramatma, ou seja, a presença divina no coração, já está ao seu alcance, está ali pertinho.
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Desconhecido
Então, a dificuldade aqui é que a mente, ela fica gritando muito mais alto o tempo todo e a gente não consegue ouvir a voz que vem de dentro. Mas quando a gente aprende a aquietar a mente, silenciar, o que acontece é que a gente começa a ouvir essa voz que vem de dentro. Pode chamar de intuição, pode chamar o que quiser, mas a gente, ela está sempre ali.
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Desconhecido
A gente passa a ter acesso mais facilmente, porque agora a gente tem esse silêncio, nesse espaço entre os pensamentos. E é isso. Então a isso, a gente no estilo de vida que a gente tem, encontrar esses momentos. Por isso eu acho muito importante a pessoa sair. Às vezes faz um retiro, seja de Vipassana, como você falou, é uma vez, uma vez.
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Desconhecido
Eu lembro que mesmo na Índia, a Índia é um lugar muito barulhento. Externamente tinha tanta coisa acontecendo e eu comecei a caminhar. Cheguei lá em Haridwar, no Portal dos Himalaias. Aí que eu passo. Ia falar Vai para Rishikesh, vai subir até a terra. De que espera que eu posso ir? Ah, vai indo. Fui indo de vila em vila, cada noite, dormindo no vilarejo.
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Desconhecido
Cheguei até a ter Ganga, outra que é a nascente do Ganges. Aqui me falaram que não. Na verdade, a nascente agora está lá atrás, a 20 quilômetros para trás. Tem que fazer. Eu cheguei lá na nascente, cansado. Pensei agora acabou, né? Não, não, não. Tem um sábio que mora lá em cima daquela montanha, numa caverna. Aí eu fui para lá e passei.
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Desconhecido
Sei lá, eu perdi a noção do tempo ali porque não tinha relógio, não tinha nada. Era eu na caverna meditando. E realmente ali eu tive essa experiência de ficar muito tempo em silêncio e você descobre muita coisa muito interessante. A experiência e a gente precisa realmente se retirar às vezes para dar esse espaço e poder deixar essa coisa de dentro e se tornar mais proeminente.
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Desconhecido
Mas é isso. Eu acho que tem muita coisa para falar e, mas deve está no final aqui do nosso tempo e eu me coloco à disposição, tipo para elaborar mais algum tema mais específico. De repente ou fazer algum curso que tenha uma conexão aí, porque com esse momento vejo que é tudo muito interligado. Eu não sou especialista em A vida, mas eu sei que os mantras são aplicados dentro como um tipo de tratamento dentro de uma das linhagens Ayurveda, e isso conecta com a astrologia Védica que conecta com o Vedanta.
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Assim, está tudo misturado, porque realmente era, era ciência e a ciência. E quando se trata de ciência, um conhecimento, ele vai enriquecer o outro e vai trazer ali embasamento para o outro. Então eu fico aberto aí para mim é uma alegria compartilhar aí um pouquinho desse conhecimento, dessa experiência maravilhosa. Eu acho que para as pessoas que estão aqui com a gente na Live e na descrição desse vídeo no YouTube, tem o perfil do guru Ananda no Instagram arroba ioga com church br.
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Vocês podem lá mandar DM e tal e tal. Então tem o livro em inglês que você acabou de publicar. Tem esse curso que vai sair daqui mais um pouquinho. Então vocês que estão aqui assistindo, tiverem interesse, vão lá pertubar ele. No Instagram tem um canal do YouTube também, então dá pra galera que está pedindo aqui a um canto um mantra que eu mantenho, um canal no YouTube com um monte de mantra e ele tem uns perfis de Spotify também, tem podcast que também tem mantras lá, Então assim você tem um mundo de possibilidades aí para expandir a partir da sua live.
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Desconhecido
Fiquem a vontade. E é isso. Algum último convite grosso banana que você queira deixar para as pessoas aqui? Eu acho que maravilhoso! Conseguimos dar uma pincelada legal e pra galera que tem interesse em se aprofundar ainda mais, acho que existe um caminho claro pela frente. Sim, é um oceano e a gente quando vai no oceano a gente não vai tentando pegar toda a água do oceano, a gente tenta dar um mergulho, depois dá outro mergulho e em cada mergulho desse a gente procura uma pérola, uma conchinha, uma coisa de valor para trazer os mantras também.
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Desconhecido
Que todo esse conhecimento védico a gente vai buscando pérolas de sabedoria a cada mergulho. Maravilhoso. Muito obrigado Mateus pela oportunidade de estar com você aqui e falando com cada uma dessas pessoas maravilhosas aí pelo Brasil afora e pelo mundo afora. Sem dúvida nenhuma. Obrigado pela presença de vocês. Obrigado pela tua presença também. Esse foi o Projeto Saúde de hoje.
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Desconhecido
Um beijo pra todo mundo ver de novo no sábado. Então da próxima tchau, tchau.
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Desconhecido
O.