Host

Olá, seja muito bem-vindo ao Gregório Rádio dessa semana, dia 10 de novembro.

Host

A gente está ao vivo no YouTube hoje, a partir das 18 horas.

Host

A gente antecipou um pouquinho o nosso horário, assim como semana passada, para receber aqui conosco o Nicolas Sessler e também a Ana Lídia Borba.

Host

Senhoras e senhores, 10 de novembro, dia que se comemora os 29 anos de Lotte Coppec.

Host

Está aniversariando hoje aqui a ciclista campeã mundial, bicampeã mundial, fenômeno da temporada.

Host

Um prazer estar aqui, aplaudindo essa campeã ao lado de vocês dois mais uma vez.

Speaker B

Convidou para a festa, Leandrão?

Host

Opa, você viu ela com traje de gala lá no Prêmio Belga?

Host

Uma elegância gigantesca.

Speaker B

Você vê um ciclista de roupa assim, bem vestido, é até diferente, né?

Speaker B

Parece outra pessoa.

Speaker B

Já perceberam isso?

Speaker C

Não, e assim, uns dá pra reconhecer, mas tem vários que eu passaria super batido, né?

Speaker C

Se não tiver fantasiado, a caráter.

Speaker C

Inclusive gente que a gente conhece na vida real, né?

Speaker C

Que a gente só conhece vestido de ciclista.

Speaker C

Quando tá de civil, a gente já não vê mais, né?

Speaker B

De civil.

Speaker B

E outra coisa, Ana, pelo nome verdadeiro.

Speaker B

Principalmente no grupo de pedal.

Speaker B

Já aconteceu isso com você?

Speaker B

Você fala, não, eu conheço aquele cara pelo apelido lá.

Speaker B

E aí fala, não, é o Juliano.

Speaker B

Quem que é o Juliano?

Speaker B

Quem que é o Juliano?

Host

Isso aconteceu muito comigo, Nicolas.

Host

Que eu pegava o resultado e entrevistava as pessoas e perguntavam, né?

Host

Inclusive, aliás, aproveitando a sua o gancho, né?

Host

Se você falar que o Rafael Braga foi campeão do Grand Tour da 040 desse final de semana, 90% do pelotão não sabe quem é esse ciclista da Circuit de Carmo, que é o Coxinha, né?

Host

O famoso Coxinha.

Host

Que aí sim, as pessoas falam, ah, o Coxinha.

Speaker B

Perfeita ponte, né?

Speaker C

E é assim mesmo.

Speaker C

A gente tem N exemplos aqui no Brasil de gente que a gente conhece muito mais pela alcunha do que de fato pelo nome.

Host

E às vezes nem a gente conhece porque os caras têm sub-apelidos.

Host

Às vezes não rompem tanto a barreira.

Host

Não chega no jornalista, vamos dizer assim.

Host

Então fica ali no folclore.

Host

A própria Demi, por que não chamou.

Speaker C

Ela de Adriana por aí?

Speaker C

Eu acho que muita gente não chama a dona Demi de Adriana.

Host

O Valt é de Valtinho, né?

Host

Tipo, o Valtonato.

Speaker C

Valtinho é um apelido carinhoso no Brasil, né?

Host

Mas enfim, hoje também um dia importante, porque o Cavendish confirmou e reafirmou que se aposentou lá no final do Tour de France desse ano, em julho, quando ele conquistou lá e bateu o recorde do Edmax de 35 vitórias de etapa.

Host

Viveu ali essas últimas semanas, inclusive nesse final de semana em Singapura, Nikos Sessler.

Host

Uma coisa que eu divido com você, meu amigo ouvinte que está acompanhando a gente aqui no podcast e também ao vivo no YouTube, uma coisa que mistura, você não sabe se você tá vendo um seriado no Netflix do Tour de France, ou se você tá vendo o Tour de France fazendo um seriado no Netflix, ou é um ciclismo telecatch, é uma coisa meio soap ópera, né?

Host

Tem enredo, tem storytelling pra esses eventos que a ASO promove no final de ano, tanto em Saitama, quanto esse de Singapura também, parece as Quermesses, né, Nicolas?

Host

Aquela coisa combinadinha.

Speaker B

Rapaz, não confunda, né?

Speaker B

Não, não, é verdade, é verdade.

Speaker B

Podem ser analogias erróneas aí.

Speaker B

Uma quermesse é uma corrida pura e dura de um pau quebra, o bicho pega e o filho chora, mas não vê.

Speaker B

São das corridas mais duras que um ciclista pode correr na vida, tanto feminino como masculino.

Speaker B

E é corrida, as quermesses são a essência e o que deram origem às clássicas.

Speaker B

tá como Rondavan Flanders e entre outras.

Speaker B

Então isso é um erro.

Speaker B

Os critérios postur que são eventos festivos da ASU ou de um organizador qualquer.

Speaker B

Esse sim são um teatro onde antes da largada está combinado o resultado.

Speaker B

A vendita vai ganhar batendo ao Primoz Roglic ou no caso de hoje Cavendish vai ganhar, batendo ao...

Speaker B

foi o Jasper Philipsen.

Speaker B

Jasper Philipsen, né?

Speaker B

No sprint, assim, assim, assim.

Speaker B

Esses, sim, são fantasiados.

Speaker B

Mas as Kermesses, não.

Speaker B

As Kermesses são o mais puro e a melhor decência de uma corrida de bicicleta que você pode ver na vida.

Speaker B

Então, às vezes, a gente mistura, mas não...

Host

Alguns desses critérios tinham um kermess, né?

Host

Mas eu entendi o que você falou, você tem razão.

Host

Eu acho que a minha confusão veio daí.

Speaker B

Mas o fato é que as kermesses, só pra...

Speaker B

A gente tem até um programa sobre Bélgica lá atrás, dos primeiros programas da Gregório, lembra?

Speaker B

As kermesses vêm, sim, sim.

Speaker B

Você perguntou, ah, da kermess da igreja.

Speaker B

vem da kermesse uma festa da igreja nos vilarejos belgas e na época que a igreja daquele vilarejo promovia a festa uma das atrações e festas era a.

Host

Corrida de bicicleta Boa né.

Host

E o Cavendish Showman é um espetáculo que vai fazer falta.

Host

Ele foi um personagem não só um grande campeão mas também uma figuraça.

Host

Você já tem um olhar assim mais melancólico nostálgico sobre o Cavendish ou já está de bom tamanho.

Host

Deixa o cara descansar.

Speaker C

Não, eu tenho uma visão um pouco diferente, assim, claro, é um ícone, marcou muito ali, acho que desde o começo, de quando eu estava assistindo o ciclismo lá atrás, mais de 20 anos atrás, o cara já estava quase ganhando prova, logo na sequência ele começou a ganhar prova.

Speaker C

Então...

Speaker C

Foi muito bom ver.

Speaker C

Foi muito bom ver praticamente a carreira… Praticamente não, a carreira dele toda como profissional.

Speaker C

Porque você vê que não é santo também, né.

Speaker C

E aí, depois veio… Até voltando um pouco no que você tava falando do Tour de France, Netflix, Netflix, Tour de France.

Speaker C

O seriado dele também trouxe mais informações.

Speaker C

Então, tipo, ele teve baixa, ele teve alta, ele teve problema de saúde.

Speaker C

Então, é muito… Eu acho muito interessante que a gente tá chegando num ponto Também conhecido como ficando velho.

Speaker C

E aí a gente pode ver as carreiras inteiras das pessoas.

Speaker C

Então, pra mim, o Cavendish é isso.

Speaker C

É um cara que eu vi, tipo, começo, meio fim da carreira, né?

Speaker C

Eu acho isso muito legal.

Speaker C

Mas, por outro lado, eu também gosto muito da ideia de, tipo, ele ter conquistado esse sonho dele, que era a 35ª vitória do Tour de France, e parar por aí.

Speaker C

Porque eu acho triste quando acontece um cara tipo o Frumi, que não para e não sabe a hora de parar.

Speaker C

E aí você vai vendo aquela decadência ali.

Speaker C

O próprio Cavendish a gente achou em vários momentos da carreira dele que ele estava nesse nível.

Speaker C

E aí o Excelente voltou e virou e conseguiu e fechou com o objetivo e fechou em alta.

Speaker C

Então eu acho muito legal quando a gente consegue ter esse ápice e parar.

Speaker C

E aí ótimo, vai ali ganhar dinheiro, vai aparecer, vai fazer outras coisas, vai fazer evento.

Speaker C

Isso eu acho muito legal e engrandece, ele continua agregando para o ciclismo e vice-versa, e se beneficiando dele quando ele sai na alta.

Speaker C

O cara que sai na baixa tem muito mais dificuldade de conseguir tracionar ali depois da carreira competitiva.

Speaker C

Eu sempre falava quando eu era atleta de verdade também que esporte é a única profissão que depois que você aposenta você tem que começar a trabalhar.

Speaker C

E aí quem aposenta na alta pode arrastar um pouquinho mais as férias aí.

Host

O Cavendish era meio Romário, ele era extremamente marrento.

Host

Ele foi muito mala durante muito tempo, até porque ele era um rockstar.

Host

Ele era um cara que ganhava mais de 20 provas por ano, ganhou o Mundial, ganhou a medalha de ouro Olímpica, ganhou o campeonato mundial de pista, ganhava tudo.

Host

E de certa forma, junto com o Bradley Wiggins e aquela geração toda ali, tanto na pista quanto na estrada, revolucionou o ciclismo no Reino Unido.

Host

Foi um baita do mercado que trouxe muita coisa para o ciclismo, uma euforia muito grande para o ciclismo como um todo.

Host

E ele era o mala do mala daquele momento.

Host

Ali o Bradley Wiggins também era pó, Paulo.

Host

Mas depois, naquele momento da Bahrein, foi um momento que ele ficou muito simpático.

Host

Todo mundo teve um pouco mais de empatia por ele ali.

Host

Aquele choro dele sem saber o que seria do ano que vem, aquilo soou muito sincero, né?

Host

E ele ter tido a chance de renascer na Quickstep primeiro e depois até mesmo esses dois últimos anos na Astana, foram legais.

Host

Acho que ele foi muito mais simpático.

Host

Se eu não me engano, teve um xilique dele saindo do ônibus, que ele deu um sporno mecânico, não sei se você lembra disso, que foi o principal deslize dele nessa retomada.

Host

Mas em geral, foi um cara muito razoável com as coisas.

Host

e que soube curtir, que soube, como você falou, arrematar os momentos dele, a carreira dele.

Host

Lembrando que o ano passado, no giro, anunciou que ia parar.

Host

Ele falou que ia parar no giro.

Host

Aí ele ganhou a última etapa daquele jeito, com o Gueran Thomas ajudando ele a embalar e tudo mais.

Host

E aí ele viu que dava para sonhar, foi para o tour, caiu depois de ter o segundo colocado e ficar tão perto do recorde.

Host

E aí, sim, ele arriscou mais um ano para bater o recorde e bateu.

Host

Está fechando a conta, está fechando a conta com 165 vitórias.

Host

É o cara, dos que a gente viu, o cara que mais ganhou.

Host

Então, assim, a gente está vendo realmente uma parte da história importante que a gente viu começar e que está vendo terminar agora.

Host

Tem a Milan Saint-Rémy, tem o Mundial como repertório, além de 50 e tantas vitórias de grandes voltas.

Host

Mas uma pergunta que está até na capa desse programa, que eu divido primeiro com o Nicolas.

Host

Cavendish para junto, Nicolas, com a era dos velocistas puros?

Host

Acho que acaba junto com ele essa ideia de um velocista que só sabe fazer isso, que não sobe nem meio fio?

Host

Ou a gente ainda tem alguns inativos em atividade, como Caleb Ewing, Fabio Jakobsen e alguns outros aí esperando a previdência?

Speaker B

Cara, olha que curioso o que você acabou de comentar.

Speaker B

Como ver uma corrida de bicicleta na TV é diferente?

Speaker B

É verdade, cara.

Speaker B

Você falou do Caleb Ewan que não sobe.

Speaker B

Você não tem ideia do que esse cara sobe, Leandro.

Speaker B

Ele larga vocês e todo mundo que tiver aí, qualquer cara que anda em São Paulo, Rio, pregado em qualquer subida, cara.

Host

Eu tenho certeza.

Host

Não, tem a história dele no San Remo, pode, né?

Speaker B

É que parece que, né, ver corrida de bicicleta na TV e criticar do sofá é fácil.

Speaker B

Mas olha que curioso quando ele era júnior na Austrália ele era tido como um dos potenciais escaladores do ciclismo australiano.

Speaker B

Depois o tamanho também não faz a transição pelo tamanho porque é baixinho mas você sabe.

Host

Esse exporro eu já contei aqui, eu tomei um exporro do mecânico do quick-step no tour, fui acompanhar as etapas finais do tour até a convite da Specialized na época, e aí eles estavam preparando as bikes para a etapa do seminócio.

Host

E eles estavam mostrando a bike do Chavanel, inclusive o Chavanel que já tem a próxima geração chegando aí na Quickstep Devil, mas o...

Host

E aí mostrando as bikes e tal, aí eu perguntei assim, essa é a bike do Cavendish?

Host

Aí o cara entendeu que eu tava falando da K7 do Cavendish, que era uma K7 23 ou 25 assim, e ele falou assim, É, é com essa que ele sobe, ele é um profissional, ele vai subir com 28, com 30, ele é um profissional, ele sobe muito bem.

Host

E é claro que eu não falei da K7, eu não tinha nem tido esse insight na hora, mas foi ali que eu falei, pô, tem razão, não vamos ficar debochando dos caras, não.

Host

A minha pergunta não tem cordeta, Niccolo Sessler, ela é real.

Speaker B

Eu te entendi, eu só peguei o gás.

Host

Porque é um choque, os velocistas mudaram, a gente não tem, ou melhor, principalmente nos grandes eventos, nas grandes voltas, principalmente, espaço para o cara que vai levar quatro embaladores, que vai trabalhar para ele, que ele só vai participar das etapas de sprint mais puros, isso é cada vez menos real no World Tour.

Speaker B

Sim, é porque o ciclismo como um todo, se a gente vê que as médias de velocidade subiram, obviamente, para um avanço tecnológico, onde as bicicletas são cada vez mais rápidas, cada vez mais aerodinâmicas, mas, no geral, o nível médio do pelotão, com o desenvolvimento da ciência, do treinamento, evoluiu muito.

Speaker B

Talvez a ponta da pirâmide não tenha mudado muito, mas, certamente, a base e a quantidade de gente que vai cada vez mais rápido aumentou muito.

Speaker B

O que acontece?

Speaker B

hoje não tem espaço mais por um ciclista que não é capaz de subir a pelo menos 5, 6, 5, 7 watts por quilo.

Speaker B

Uma subida de 20, 20 e poucos minutos.

Speaker B

E isso antigamente o grupeto andava muito mais devagar e tinha uma difusão e talvez os tempos médios de cortes até permitissem esse tipo de margem, vamos falar.

Speaker B

Quer dizer que você não vai ter um sprinter puro, puro como antigamente.

Speaker B

Tecnicamente, quem quiser me cornetar vai falar, mas um sprinter puro nunca corre na estrada.

Speaker B

Tá bom, porque ele ia estar na pista.

Speaker B

Hoje em dia não corneta pra tudo, né?

Speaker B

Você tem que já, por entre aspas, em tudo.

Host

Mas aí você tem o Jonathan Milan que tá fazendo essa transição pra você, tá?

Speaker B

Exato.

Speaker C

E aí ele corre perseguição na pista.

Speaker C

Não é o cara que corre...

Speaker C

Aí velocidade de pista é uma outra...

Speaker C

Tá bom, tem razão.

Host

Tem razão.

Host

Tem que ser o Larisson, né?

Host

Exato.

Speaker C

Exato.

Speaker B

Mas você tem, né?

Speaker B

Esses sprintistas...

Speaker B

Pô, você pegar um Gaviria, você pegar o próprio Cavendish, você pegar.

Speaker C

Um Viviani...

Speaker C

Whips, o sprint rode feminino, né?

Speaker C

Que aí vai pro scratch, né?

Speaker C

Que é uma velocista pura, entre aspas, no feminino.

Speaker C

Mas eu acho que tem um outro ponto, Niko, além do que você tá falando, assim, ah, não tem espaço pra um cara que não é masculino, que tem menos de 5'6", 5'7", na subida, ou 1.500, se a gente falar de van, né, pra uma subida longa.

Speaker C

Não tem espaço pra menos que isso.

Speaker C

Mas também eu acho que cai um pouco o mito, e aí isso vem muito do que você tá falando de tecnologia e de evolução, mas de evolução de treinamento, que é...

Speaker C

se o cara treinar resistência, ele vai ficar lento, porque tem uma troca de tipo de fibra, exatamente.

Speaker C

Então, tipo assim, acho que em um dado momento da especialização do esporte, entendeu-se que, cara, esse cara só vai treinar potência, explosão e vai sobreviver ao resto ali, por mais que um dia do preciso no pelotão, andando em zona 1, Porque se eu colocar ele para rodar Z2, Z3, que é o que ele vai ter que segurar ali durante essa subida longa, ele vai perder, ele vai trocar fibra do tipo 2 por fibra do tipo 1 e vai ficar mais lento, vai perder esse pico de potência.

Speaker C

E hoje se entende que tem espaço para as duas coisas e não só tem espaço, mas tem necessidade.

Speaker C

Então da mesma forma que o cara que vai subir montanha e vai ter que ficar em Z3, Z4 ali, durante 30, 40 minutos, ele tem que ter o pico de potência lá em cima também.

Speaker C

O cara que tem que ter o sprint também tem que ter uma base aeróbica boa.

Speaker C

Então, eu acho que o ciclismo evoluiu e isso tudo tá fazendo o que você falou, que é a velocidade média do pelotão todo subir, né?

Host

Mas isso tá tornando...

Speaker B

Só até compartilhar uma dúvida.

Speaker B

Confesso que não tenho acesso a esses dados e não saberia dizer.

Speaker B

Mas saber se por exemplo beleza a velocidade média subiu e a vantagem média certamente subiu como a Ana escreveu.

Speaker B

Mas eu tenho curiosidade de saber se os picos de potência de um sprinter que vence uma etapa hoje são equivalentes mais baixos ou mais altos do que vão pensar a 20 anos atrás quando você falava desses sprinters puros.

Speaker C

É, então eu tenho um raciocínio, sinceramente, e até porque varia por épocas, né?

Speaker C

Se a gente pegar um cara tipo Tipolini, o número absoluto dele, o PMAX dele, era uma coisa estratosférica, até porque ele é um cara gigantesco.

Speaker C

Um Greipel, que foi anos depois, também era um cara que tinha números gigantescos.

Speaker C

E aí hoje a gente tá vendo uma leva de sprinters que estão ganhando que são menores.

Speaker C

Então o PMAX talvez não esteja no mesmo nível do que a gente via 20 anos atrás, né?

Host

Essa é uma boa conversa, mas tem.

Speaker C

Mais...

Speaker C

Porém no Nibs com 1600 watts, com menos de 60 quilos.

Speaker C

Aí sim, você está vendo um watts por quilo muito surreal.

Speaker C

Então, eu acho que varia, porque varia estilo, porque varia...

Speaker C

E eu acho que hoje o que tem sido produzido nas grandes vitórias por sprint não é só o Pemex.

Speaker C

É técnica, é tática, é posicionamento e é velocidade.

Speaker C

Tipo, a velocidade final, a velocidade de arrancada tem sido feito muito mais diferença.

Speaker C

A gente não vê mais o cara que, tipo, tem um número muito maior que o outro, sai de lado e não interessa, né, o que tem na frente dele.

Speaker C

É muito mais difícil a gente ver isso hoje, eu acho.

Host

Convidar o pessoal que está acompanhando, a gente está aqui ao vivo para participar dessa conversa, dando opinião também.

Host

Está todo mundo muito quietinho por aqui, por enquanto.

Host

Mas uma coisa que eu imagino, Nicolas, é que com as escaleiras menores, o sprint está um pouco mais longo também.

Host

E aí o pico está realmente um pouco menor.

Host

O Jonathan Miller é um cara que alcança 2.000 watts, que o Graeber passava disso com frequência.

Host

O Jonathan Miller registra isso.

Host

e os outros são pouco menos, mas acho que na casa de 1800, não sei, não é pouco não, mas é um pouco...

Host

E o Arnaud Delis, por exemplo, tem conseguido esprintar na casa de 1700 por mais de 15 segundos, que é uma coisa completamente bizarra, que é uma coisa nova também.

Host

Mas ao mesmo tempo, e é a pauta, o Arnaud Deleuze, o Brian Nygmaier, o próprio Jasper Philipsen, que ganha clássicas, que ganhou o Milão São Remy esse ano, que é o que está ao alcance dos velocistas, mas não foi numa chegada massiva.

Host

Daniel Bruges de Pan, o próprio Tim Berlier, que também tem uma experiência no ciclocrose e tal.

Host

Os caras estão tendo que se virar de uma forma um pouco mais polivalente.

Host

Acho que o melhor exemplo disso é o próprio Kaden Groves, que escolhe as provas de etapa mais duras para poder se beneficiar quando você vai para o sprint, porque é o cara que consegue passar ali.

Host

com os grupos maiores e consegue um bom sprint no final também.

Host

Eu tenho a impressão de que as coisas vão mudar, tem mudado um pouco para os velocistas, aquilo que a gente viu para o Cave, de quatro caras embalando, o próprio Henshall, os caras que trabalhavam com ele há anos, vai ser difícil de ver isso.

Host

A Visma, agora há pouco tempo, estava aí procurando um cara para ajudar a embalar o Olaf Koy, mas era um cara.

Host

Eles queriam trazer o Mike Tennyson de volta, que era para colocar o Olaf Koy nas disputas na chegada.

Host

Então, assim, é uma coisa realmente que, na minha impressão, encerra, um ciclo que se encerra com o Mark Avendish de ter os holocistas completamente ali focados em torno dele, com a equipe em torno dele.

Host

E aí, só para a gente fechar esse assunto, uma última pergunta que eu queria deixar com você, já em clima de final de ano.

Host

Qual o melhor ciclista da atualidade?

Host

Qual é o cara que, hoje, vocês colocariam no time de vocês para disputar o sprint?

Speaker C

Você está tirando o Pogacar da lista?

Speaker C

É tipo assim, tem um que não dá para...

Host

Eu estou falando do velocista.

Host

Não, no sprint?

Speaker C

Ah, Sprinter, não.

Speaker B

Entendi que era ciclista como um todo.

Host

Essa pergunta esse ano não está proibida.

Host

Nenhum velador vai fazer.

Speaker C

É difícil.

Speaker C

Se eu fosse pensar no Sprinter puro, voltando na tua pergunta, o que tem mais cara de Sprinter puro, acho que é o Milan, Phillips perto dele ali.

Speaker C

Agora, se eu fosse escolher um sprinter, eu ia escolher um cara que faz mais de uma coisa, eu ia colocar um Voodoo Monarch no meu time qualquer dia.

Speaker C

É um cara que sprinta bem, um sprint mais técnico, ele se vira super bem.

Speaker C

Se tiver qualquer nívelzinho de subida no final da chegada, é bom pra ele e o cara ainda faz um monte de coisa.

Speaker C

Então, é aquela cartinha que você vai gastar no Fantasy e você gasta bem, sabe?

Speaker B

O Walt é ótimo.

Speaker B

Eu colocaria, sendo mais na linha de Sprinter, mais puro talvez que o Walt, eu colocaria o Arnold Elite.

Host

Vocês estão exemplificando o que eu falei, né?

Host

O Sprinter puro morreu.

Host

Não, mas eu entendo, eu concordo.

Host

E essa pergunta é um pouco capciosa, porque eu acho que o Jasper Philipsen é o cara mais rápido da atualidade.

Host

Mas eu acho que ele não foi o melhor esse ano, até pelo foco nas clássicas.

Host

Milano São Remo e Paris-Roubaix, que a gente fez segundo, não é pouco?

Host

É coisa pra caramba, né?

Host

Dois anos seguidos, segundo em Roubaix.

Host

Eu acho que é uma...

Host

Esse ano a disputa tá muito boa.

Host

Eu também não tenho isso muito claro, não.

Host

Eu queria dividir.

Speaker C

Tem uma conta de comédia de um cara que...

Speaker C

Pior que eu não vou saber o nome, mas aparece sempre pra mim no Instagram.

Speaker C

Um cara que tem um bigodinho loiro, assim, e ele sempre faz como se fossem dois personagens conversando.

Speaker C

E aí tem um dele falando, batendo papo, com o Philipsen.

Speaker C

E aí o Philipsen falando de jogar os caras na barreira, que é um episódio tipo cômico.

Speaker C

Pra quem fala inglês, assim, vale a pena dar uma procurada.

Speaker C

Porque é assim, é muito genial.

Speaker C

Depois eu vou procurar e coloco o link.

Speaker C

para o pessoal ver, mas eu acho que o Willian, coitado, não foi um bom ano para ele porque ele está tendo que reaprender a esprintar, né?

Speaker C

A tática dele usual de jogar o adversário na barreira e ir sozinho foi cortada.

Speaker C

Então agora ele vai ter que aprender a esprintar em linha reta.

Speaker C

Ele fez bem isso.

Speaker C

Depois que ele esprintou em linha reta, ele até ganhou umas etapas, mas acho que o ano dele ficou um pouco conturbado ali entre a opinião pública e a UCI tomando atitude.

Host

O Marcel Kittel, que foi um grande velocista e que eu fiquei assustado porque ele tem 36 anos, ele aposentou em 2019, então quer dizer, um cara que aposentou muito cedo.

Host

com 85 vitórias na carreira, foi um fenômeno, entediou muito rápido, assinou com a catucha, fez escolhas ruins na carreira e largou mão, mas ele falou que os caras aprenderam a correr um pouco com o Phillips e isso atrapalhou muito o posicionamento dele e a forma de correr, o Bini Guimar ele citou que acabou ganhando três etapas no tour e a camisa verde, sabendo, aprendendo a correr contra o Philipsen, a colocar ele em dificuldade de posicionamento no sprint ou prevalecendo sobre ele.

Host

Porque o Bini Girmay é um ótimo velocista, um cara que sempre se posicionou muito mal.

Host

O Milan também tem um pouco disso, é que o Milan tem uma grande equipe com ele, então ele tem cada vez mais corrigido, mas é um cara que sempre se atrapalha, é um cara meio atrapalhado no sprint e feio.

Host

O Kito também falou isso.

Host

O Milan é um cara que se mexe muito, que não tem uma fluidez tão bonita no sprint.

Host

Olha o Diego aqui falando também que aposta no Bini Girmay para 2025.

Host

Mas o Milan e o Bini tem essa evolução ainda para tomar.

Host

Lembrando que a gente tem outros caras aí.

Host

O Olaf Koy também é um cara que é um grande sprinter.

Host

E o Breno aqui citando o Mads Pedersen, que é um cara que com a própria chegada do Milan está se adaptando um pouco, né?

Host

Sendo um pouco mais...

Host

multifacetado, o Mads Pedersen, para não ficar só no sprint puro e duro.

Host

Mas enfim, de qualquer forma...

Speaker C

Ele sobe bem, né?

Host

Sobe bem, faz uma classe...

Host

Dizem que é um cara que gasta muito, assim como a Nodely, né?

Host

É um cara que gasta muita energia ainda...

Host

Onde não precisa.

Host

É, ele esbanja e depois falta.

Host

A gente vai lembrar aqui do GP Quebec que o Ano Deli marcou o Pogacar.

Host

Ele foi na roda do Pogacar, um dos poucos vacilos do Pogacar nesse ano.

Host

Depois ele faltou para ele no sprint, mas ele estava lá.

Host

Isso é um ponto importante, mas que o Marco Abendiche aproveite esse momento aí, essa pós-carreira dele.

Host

Desfrute de tudo que ele conquistou.

Host

Acho que ficou de bom tamanho.

Host

Concordo com você.

Host

Acho que o Froome está muito mais melancólico insistindo em continuar para a temporada do ano que vem.

Host

Diz o Froome que para o ano que vem e a corneta do dia é.

Host

Vai parar ganhando o Criterium de Singapura o ano que vem.

Host

Já sabe que ele vai sair vencendo.

Host

Registre-se.

Host

Essa corneta eu vi no Twitter hoje.

Host

Achei campeão porque de fato esse tipo de evento festivo, precisa achar uma pauta.

Host

Esse ano a pauta foi o Cavendish.

Host

Ana, falando em pautas e em assuntos que viralizam, essa semana muita gente estava falando sobre a proposta de 10 bilhões de euros que o Renko Evenepoel recusou para continuar ganhando 5 na QuickStep.

Host

De 0 a 10, qual é a chance de ter encostado um checão de 10 bilhões de euros para ele na temporada no seu feeling?

Speaker C

Se a gente pegar que o Pogatti tá ganhando oito por um contrato longo, acho bem difícil acreditar em dez, hein?

Host

E você, Nico César?

Host

De zero a dez, quanto você acha que, de fato, encostaram a barriga no gelado e falaram, venha, queridão, que eu vou te pagar 10 milhões por ano?

Speaker B

Eu acho estranho, na verdade.

Speaker C

Não, é igual esses tempos que a gente estava conversando e até foi o Álvaro que corrigiu uma informação que era quando a gente fala da DMC a primeira a ganhar um milhão de euros por ano e aí o pessoal compara com o LeMond que em 84 foi o primeiro a ganhar um milhão.

Speaker C

E aí o Álvaro falou, não, mas ele fez um milhão por um contrato de três anos.

Speaker C

Aham.

Speaker C

E aí a notícia se espalhou assim como se ele tivesse ganhado um milhão de euros por ano lá em 1984.

Speaker C

Não era isso, mas enfim, foi o primeiro cheque de um milhão que se viu no ciclismo.

Speaker C

E aí eu não duvido que seja mais ou menos o tipo de problema de informação do Remco.

Speaker C

Então, alguém colocou 10 na mesa por dois anos?

Speaker C

Pode ser, aí faz sentido.

Speaker C

Agora, 10 por um ano, ou 10 por ano, durante X anos, que é acima do que o Pogatti está levando, acho suspeita essa informação.

Host

E a gente lembra que todo ano tem essa proposta em torno do Renko.

Host

Todo ano, todo final de ano, o Renko tem uma proposta milionária para mudar de equipe e ele renova com a Kickstep.

Host

Então, assim, parece que a Mili Lacombe, que está oferecendo esse, falando dessa notícia do contrato do Renko, essa é uma corneta só para o pessoal do futebol.

Host

Muita gente chegando aqui com a gente agora.

Host

O Leandro, o Plínio, o Alexandre.

Host

Muito boa noite a todos vocês.

Host

A gente falando aqui sobre os contratos.

Host

A gente falou do Renko, eu também acho, mas vazou a informação de que o Pogacar ganhou um aumento.

Host

Isso sim, também é um comentário anual.

Host

Todo ano ele renova um pouquinho mais de tempo, um pouquinho mais de dinheiro.

Host

E eu nunca achei mais, 8 milhões de euros por temporada para o Pogaccia, considerando o todo, o circo e o saldo ilimitado dos shakes lá do Emirados Árabes, está de bom tamanho.

Host

Se eu tivesse, eu também pagaria 8 milhões pelo Pogaccia, Nicolas.

Speaker C

Se a gente considerar que ele ganha mais do que uma equipe inteira, ele está no top 18 ele foi décimo oitavo décimo nono pontos em pontuações no ranquinho 6 pega uma equipe WorldTour que ganha 8 milhões por ano tá ganhando mais.

Speaker C

Ou eu ia fazer uma.

Speaker B

Analogia que ele não chega nem no top 100 se bobear do salário de futebol mundial.

Host

Eu acho que não mas mas eu realmente tenho dúvida.

Host

Se ele movimenta isso.

Host

Não, a gente olhou o time do Real Madrid, né?

Host

Quando a gente fez essa brincadeira lá do salário dele de superestrela, a gente foi olhar o elenco do Real Madrid.

Host

Nenhum titular ganha menos que 8 milhões de euros por ano.

Host

Aí você tem ali os caras que jogam, por exemplo, o Hendrik, que é o brasileiro, que foi super bem quisto por lá, foi para ganhar 4 milhões de euros por ano.

Host

Então é um baita salário para um jovem garoto.

Host

Mas aí você pega o Vini Jr., o próprio Modric, aquele zagueiro que veio do Bayern, porque aí tem uma coisa de como o cara sai do clube que ele estava, tem que sair por muito dinheiro.

Host

Esses giram em torno de 20 milhões de euros por ano, é o salário de um jogador de primeira prateleira do futebol internacional.

Host

Eu acho que se paga mais, ou melhor, um jogador de 20 milhões, ele faz parte de um projeto que gera muito mais dinheiro ao seu redor do que a Red Bull, por exemplo, conseguiria recuperar colocando 10 milhões no rento.

Host

o tamanho da fatia, entendeu?

Host

Mas isso é uma outra conversa.

Speaker C

Essa semana, uma das notícias que saiu no mercado esportivo foi uma lista dos atletas mais marketáveis do mundo.

Speaker C

Então, sai a lista dos top 150 do mundo, top 50, top 10.

Speaker C

Várias informações super interessantes, até porque a lista vem acompanhada de um monte de análises do porquê, do que está sendo mais atrativo para as marcas.

Speaker C

E aí, a gente não está falando só de contrato de equipe, não está falando só do salário.

Speaker C

Mas atletas que têm potencial de gerar receita, de ganhar dinheiro gerando receitas para marcas.

Speaker C

E aí, coisas interessantes dessa lista.

Speaker C

No top 10, está meio a meio mulheres e homens.

Speaker C

Achei muito bom.

Speaker C

A número um é uma mulher, Simone Biles.

Host

Simone Biles.

Speaker C

Segundo lugar, Vini Júnior, do Brasil.

Speaker C

A lista está muito interessante, olha só.

Speaker C

Top 10.

Speaker C

Simone Biles, Vini Júnior, Lebron James do basquete, seguido de Caitlyn Clark também do basquete, então assim, um cara da NBA lá e a Caitlyn Clark, caloura do ano na WNBA.

Speaker C

Lionel Messi é o quinto, está à frente do Cristiano Ronaldo na lista, que é o nono.

Speaker C

Rebeca Andrade, então a gente tem dois brasileiros no top 10, é a sexta colocada.

Speaker C

O Mbappé é o sétimo.

Speaker C

A Ilona Maier, que é da Seleção Americana de Rugby, que, tipo, explodiu durante as Olimpíadas e começou a fazer um conteúdo ali sobre o corpo da mulher atleta e tudo mais, muito legal.

Speaker C

É a oitava.

Speaker C

Cristiano Ronaldo, o nono.

Speaker C

E a Kate Ledecki, da natação, é a décima.

Speaker C

Vocês sabem em que lugar tá Pogacar, que é o primeiro, obviamente, do ciclismo?

Speaker C

144.

Host

É claro, a Alicia tem um bom.

Speaker C

Domínio de futebol e basquete, até porque a gente tá falando de marketing, marketing, dinheiro gira onde?

Speaker C

Nos Estados Unidos, nos Estados Unidos gira o que?

Speaker C

Isso aí.

Speaker C

Mas eu achei muito interessante que o top 10 tá bastante diversificado, se a gente pensar em esporte.

Speaker C

feminino e masculino meio a meio, perfil de atuação tá bem diferente.

Speaker C

No top 150 tem 22 mulheres e 22 homens, aí já começa a ter um pouco mais de domínio do basquete e do futebol.

Speaker C

E no top 150 tem um monte de esporte diferente, mas a gente vê o tanto que o ciclismo ainda é uma bolha, que o nosso super astro, melhor de todos os tempos, o cara que fala bem, que brinca no pelotão, que atrai mídia, que faz tudo certo, ainda é o 144 do mundo.

Host

Mas o que ele vende?

Host

O que você compra do Pogacar hoje?

Host

Você compra Colnago?

Host

Você assina MyWoosh?

Speaker C

É sério, é uma desativa.

Speaker B

A viagem aos Emirados.

Speaker B

Por que não?

Host

Emirates?

Speaker C

É, na verdade o grande lance da UAE é promover turismo, né?

Speaker C

Então, assim, se eles estão conseguindo, já é um bom...

Host

Mas tudo bem, mas eles pegaram os patrocinadores da Rebeca aí na Olimpíada, são marcas que fogem da bolha, que se associam com uma super atleta, mas falam para um público muito maior.

Speaker C

Tem um do Pogacar, tem um do Pogacar só.

Speaker C

Gryffindor.

Speaker C

Relógio.

Speaker C

Lembra que ele correu de relógio.

Speaker B

Richard Mille Breitling é da...

Speaker B

Richard Mille.

Speaker C

Ah, Richard Mille, é.

Speaker C

É lógico, ele até correu as etapas do Tour de France usando um relógiozão.

Host

Mas dizem que só usa quem é patrocinado, tô brincando.

Speaker C

Mas assim, é isso.

Speaker C

Por exemplo, se a gente for parar pra pensar, eu não duvido que daqui a pouco a Demi Wolverine apareça na lista na frente dele.

Host

Pois é, a Nike é muito maior nesse...

Speaker C

Ela tem muito contrato com a Nike, que já foge da bolha.

Speaker C

Ela tem um contrato via tarifas com a Specialized, que é o mesmo caso do Remco, que também já foge da bolha, performance, estrada e tudo mais.

Speaker C

Então, acho que as empresas têm que...

Speaker C

Agora, com a Suez, que é um negócio super interessante, eu acho que ela vai fugir um pouco mais da bolha também, porque é um negócio de...

Speaker C

Então, para, Taylor.

Speaker C

Então assim, eu acho que é legal quando o projeto UAE, ele acaba sendo uma coisa só, né?

Speaker C

Sportswashing.

Speaker C

E aí eu fico muito feliz.

Host

Não, tudo bem.

Speaker C

É, é, é, é, é, é.

Speaker C

Agora, as coisas acontecendo em volta, acaba sendo mais interessante para o mercado, né?

Speaker C

Até porque, quem vai pagar o Pogatcher, sabe que tá carregando junto da UAE e não é todo mundo que quer carregar.

Host

Mais ou menos porque tá no Paris-Germain, tava no Barcelona, tava com o Messi, tava, sabe assim, Qatar Airlines, sabe assim, sabe assim...

Speaker C

Não, tudo bem, mas você entende que uma Nike, por exemplo, pode não querer tá numa OE?

Speaker C

porque é cultura americana mas tem muita.

Speaker B

Dúvida o cavendish atleta nike e foi.

Speaker C

Por muito pior que isso tá difícil.

Host

Não então mas é que o mercado é que a bolha ainda é muito pequena a gente vai recair naquela conversa sobre o lance lance rompeu e eu.

Speaker B

Também um.

Host

O Diego tá aqui comentando.

Speaker C

É, que é o paizinho.

Speaker C

Não, tudo bem, mas a Holanda também não é muito maior.

Speaker C

Não, é um paizinho.

Speaker C

Um pacifista, né, que ganhou todos os gols e o Mundial e três monumentos no ano, mas é um paizinho.

Host

Já tem a Janja na escalada, tem o Donquix no basquete.

Speaker C

Não, mas assim, é um micropaís, mas a Holanda não é muito maior que isso, né, os Países Baixos não são muito maiores do que isso.

Speaker C

Mas acho que...

Speaker C

Aí tem outros atributos que vêm junto, né?

Speaker C

Então, você não vê do Pogacar nada que não seja relacionado a ciclismo.

Speaker C

E no máximo, a Úrsica, que também está relacionada ao ciclismo.

Speaker C

Então, eu acho que personagens marketáveis, eles têm que ter outros componentes, né?

Speaker C

E essa lista dos 50+, 150+, ela fala um pouco disso.

Speaker C

Normalmente, a gente que se envolve com ativismo, que a gente que se envolve com alguma causa específica, ou que foi envolvida em alguma polêmica, porque também isso gera atratividade, né?

Speaker C

Então, ele é um cara normal, ele só é um cara simpático de um esporte de nicho.

Host

Por exemplo, se ele tivesse ido para a Olimpíada, se ele tivesse tido uma medalha olímpica, talvez a proporção se tornaria diferente.

Speaker C

Sim, porque daí fica a bolha dos esportes que assistem ciclismo, né?

Host

Talvez o Renko possa surfar isso.

Host

Mas, no fim das contas, acho que a gente está falando isso só porque eu acho que os salários são...

Host

extremamente superiores ao que a gente viu quando a gente começou.

Host

Quando a gente começou, eram dez caras que passavam de um milhão.

Host

Era um milhão e duzentos, um milhão e trezentos.

Host

Era o Bunen, o Bettini, o Valverde.

Host

O Valverde ganhava dois e trezentos, era o maior salário quando ele foi 2007, 2008 ali.

Host

E é claro que você pode falar de inflação e tudo mais, mas eu estou falando que o tamanho do bolo cresceu bastante.

Host

E tem muita gente ganhando, tipo o Niccolo Sessler e outros nomes aí que a gente conhece, que chegaram a sete dígitos.

Host

Pese o fato de que a história de que a DM ganha sete dígitos morreu, morreu no começo do ano.

Host

Eu tenho aqui a impressão que a proposta de sete dígitos dela era da UAE, não era da FDG.

Host

Mas a ver...

Speaker C

Eu também acho que os sete dígitos, assim, limpinho, era a UAE.

Speaker C

Mas eu acho que na costura, eu acho que agora não é...

Speaker C

E talvez por isso, até não esteja se falando nisso.

Speaker C

Não acho que é um cheque FDG que tá pagando um milhão.

Speaker C

Acho que ela, no acordo, deve estar ganhando mais de um milhão.

Speaker C

Mas deve estar vindo uma parte, inclusive...

Speaker C

Mesmo no formato de Fórmula 1, né?

Speaker C

Specialized colocando um pedaço do dinheiro.

Speaker C

E aí, eu tô chutando, tá, gente?

Speaker C

Isso aqui é um pouco...

Speaker C

É, não é informação.

Speaker C

Saiu essa semana o anúncio de que a Lapierre sai da Frances DG, depois de oito anos.

Speaker C

Pode ser uma coincidência assim, quem sabe, se a Especialized de repente assumir a francesa da EG.

Speaker C

Mas enfim, eu acho que tem algum player que vai se juntar aí, que vai pagar uma parte desse salário.

Speaker C

Então, acho que tem um acordo que vai chegar num número de salário maior do que 1 milhão.

Speaker C

E aí a gente não tá falando de endorsement como o da Nike, que aí é uma coisa totalmente diferente.

Speaker C

Mas eu acho que no salário ela vai ganhar, mas vai ser uma coisa meio combinada, não vai sair do budget, né, do orçamento da linha, só da equipe.

Host

O que é bem legal e tomara que seja assim, acho que isso é bom para o esporte.

Host

Muita gente vê o efeito, né, Nicolas, da dificuldade das equipes menores sobreviver.

Host

A gente já vê um efeito até rebote dos caras que vão para essas grandes equipes, a gente viu a Ineos, alguns anos atrás, pegando o Benatin Charles, um monte de ciclista que ganhava muita grana, ia pra lá, assinava, não ficava e voltava.

Host

Dava como o velho, sei lá, com 27, 28 anos, né?

Host

Tipo, uma coisa bizarra.

Host

mas eu acho que é um caminho sem volta e as equipes estão cada vez mais focadas nesses grandes investimentos para sobreviver e ter os grandes players nos seus times.

Host

Acho que isso é uma coisa inevitável, esse inflacionamento aí do mercado.

Host

Enfim, resumindo, eu acho que o Pogacia está bem pago, está tudo certo, e os outros que corram atrás para poder ganhar um dinheiro igual a esse.

Host

Continuo também falando que essa proposta de 10 milhões não chegou para o Renko, acho que isso encerra esse bloco.

Speaker C

É bom que o mercado do ciclismo está crescendo, porque tem outros caminhos.

Speaker C

Então, diminuindo a impremiação e dependendo cada vez mais de verba publicitária.

Speaker C

Então, é interessante entender que o movimento do profissional, da estrutura de base, está crescendo no ciclismo.

Speaker C

E aí disso vem todo o restante, eu acho.

Host

Você acha um crescimento ou uma bolha, Nicolas?

Speaker B

Uma boa pergunta, você sabe que a gente conversa muito entre nós também, porque é o que você estava falando, 10 anos atrás, 15 anos atrás, com 15, 18 milhões, você tinha uma das melhores equipes do mundo, que era o budget de uma movistar, por exemplo, e chegou a ser a equipe número 1 do mundo por 3, 4 anos seguidos, né?

Speaker B

De ranking e tal.

Speaker B

Hoje, com uns 8 milhões, você tem uma equipe medíocre que no limite de ser rebaixada.

Speaker B

Medíocre, desculpa as palavras, uma ótima equipe Voltur, mas que fica ali no limite do rebaixamento.

Speaker B

Você tem praticamente todas as Pro Contos que trabalham por volta e as Pro Contos grandes, né?

Speaker B

Total, Tudor, Q36, o Noex, trabalha por volta de 10, 12 milhões.

Speaker B

E os Volturs pequenos também ficam nessa base.

Speaker B

Então, até que ponto?

Speaker B

E claro, antes você com 40, 50 milhões, você tinha uma Ineos que detonava, ganhava o Tour de France e era uma referência.

Speaker B

E hoje, você tem uma Ineos com esse mesmo dinheiro e é uma equipe número 5, 6 do mundo ali.

Speaker B

4, 5, 6.

Host

É...

Speaker C

Isso é uma pausa do tempo.

Speaker C

Mas e a gestão, né?

Speaker C

Porque 50 milhões dá pra você montar, meu Deus.

Host

Mas eu não acho que eles colocam mais 50 milhões.

Host

Eu também...

Host

Saiu muita gente desde que eles pagavam 50 milhões.

Speaker B

Mas mudou muito né.

Speaker B

50 bilhões não é só em atleta.

Speaker B

A gente tem muita coisa aqui.

Speaker C

É uma estrutura e a da Íneos sempre foi inchada.

Speaker C

Isso é uma coisa meio óbvia.

Speaker B

Sempre foi sempre foi inflacionada e sempre pagou mais do que o mercado pagava até subindo o preço médio do mercado.

Speaker B

é o que o Leandro falou é um programa por si só na discussão de tipo pô até que ponto antes você prometia com 20 milhões um patrocinador que ele ia estar disputando e ganhando corrida hoje com 20 milhões você promete uma equipe bem average.

Speaker B

Então até que ponto o negócio do ciclismo gera valor para um patrocinador que coloca esses 20 milhões para devolver e ser justificável e sustentável.

Speaker B

Boa pergunta.

Speaker B

Aí é um tema que rende se bobear mais de um programa, né?

Host

A gente tá falando de dois programas.

Host

Esse do orçamento, de como é que essa conta fecha, de como é que quem coloca 50 milhões no ciclismo tira esses 50 milhões, direto ou indiretamente, é uma pauta.

Host

Mas a Ineos também, o seu desmando e o seu caos é uma outra pauta.

Host

Eu acho que eles perderam primeiro a identidade, a liderança dentro da pista, quem que era o líder, quem que era o cara.

Host

e perderam fora também.

Host

Então, hoje, ninguém manda, ninguém obedece e está um caos.

Host

Mas não vamos ir tanto nesse caminho, não.

Host

A gente vai pirar.

Host

Só dar um exemplo aqui.

Host

Os 8 milhões do Pogatia devem pagar Bernal, Thomas e Kwiatowski por ano.

Host

Então, assim, aí façam suas escolhas.

Speaker C

Ou a SD Works inteira, né?

Host

Ou a SD Works inteira, mas aí tudo bem.

Host

Aí é legal.

Speaker C

Aí...

Speaker C

E se aparece 69 vezes por ano ganhando?

Host

Ganhando, é.

Speaker C

Ou seja, para os senadores que estão prestando atenção nesse programa, vamos investir no feminino, que ainda está pagando muito dinheiro.

Speaker C

A relação custo-benefício está bastante positiva.

Host

Falando em investir, acho que uma pauta que a gente não pode deixar de falar nesse programa é o CI Granfondo Brasil.

Host

uma prova realizada já pelo segundo ano lá em Pomerode, na região de Santa Catarina, no Vale Europeu, reunindo amadores, alguns ciclistas da elite.

Host

Fiquei feliz com o pódio, principalmente do masculino, que eu reconheci mais ali, os jovens ciclistas que subiram ao pódio do Campeonato Brasileiro esse ano, o Queixo, o Luan, o próprio Luiz Fernando também, que é um jovem que também tinha feito medalha no Panamericano, né, Nicolas?

Host

nas categorias de base.

Host

Enfim, estavam ali entre os melhores, com o Flauzino também, estava ali disputando a prova.

Host

A prova foi transmitida, eu vi uma boa parte da prova.

Host

Uma grande festa.

Host

Acho que isso é legal.

Host

The Riders, lá com o Juliano Salvador e a Ana Kittfass, que o ano passado a gente elogiou semana passada aqui as provas do CI, que eles organizaram lá, não naquela região, mas próximo ali da Serra.

Host

E o ano que vem trazem o Gravel também, né?

Host

Então vai ser ainda mais...

Speaker C

É 9 de março, o favorito.

Host

Isso é muito legal.

Host

E a gente acompanhou um pouco mais paralelo ao evento, mas a gente registra aqui os campeões, o Luan Rodrigues da Aerte, que ganhou a prova no masculino.

Host

E no feminino foi a Bruna.

Speaker C

Foi a Bruna de Rio do Sul né.

Speaker C

Bruna Strube Bruna Strube Lima de Rio do Sul foi a campeã no feminino e isso a gente está falando do grão fundo que foi a prova de 120 quilômetros no médio fundo também teve uma vitória bem interessante que foi da Maite que é a nossa multicampeã brasileira das categorias de base.

Speaker C

Então já arrebentando na prova de 80 quilômetros também que ela pode dar com relação livre para ela deve ser uma A novidade, interessante.

Host

Ah, ela tem essa limitação, né?

Host

Corre pro Indéatuba.

Speaker C

É, exato.

Host

Aliás, os dois, a Herth também tem a base Indéatuba.

Host

Eu acho que também uma pauta que se aproxima aqui é um balanço do cenário nacional.

Host

Eu acho que esse ano, tirando ali o positivo do Cléber Ramos, que eu acho que foi uma ducha de água fria aí pra todos, principalmente pra mim, que trabalhei ali na 9 de julho, que ele ganhou.

Host

Eu acho que foi um ano de bom saldo para o ciclismo brasileiro, com as equipes um pouco mais bem estruturadas, mais motivadas, um calendário um pouco mais rico.

Host

A gente teve aí a prova do Coxinha, que a gente falou aqui no começo do programa da Copa Sul Rico de Carmo, que foi uma prova muito bacana também em Nova Lima, em Minas Gerais.

Host

Mas o saldo, eu tenho a impressão que é positivo no ciclismo brasileiro nessa temporada, até porque Eu vou fazer uma corneta, né, Nicolas?

Host

Mas o Tiririca, quando foi eleito vereador em São Paulo pela primeira vez, ele foi com o slogan, pior que tá, não fica.

Host

Então, eu acho que a gente tem aí muita felicidade de um cenário melhor, com os projetos da Sol, projetos da Swift, muita coisa acontecendo aí para o ano que vem também.

Host

Enfim, o CIGramFundo mostrou isso mais uma vez, com muita gente boa por lá.

Host

Inclusive o nosso ouvinte número um, o Bruno Vitor Veiga, que está aqui com a gente, correu a prova, falou que sofreu a beça, mas como tem que ser, afinal é uma prova para se sofrer, né, Ana?

Host

E depois ele conta um pouco mais para a gente do que ele achou, mas ele está falando que foi muito bem organizada, isso eu tenho certeza que foi mesmo, e tenho certeza também que deixou boas lembranças.

Host

Os caras estavam batendo 93 na descida.

Speaker C

Ah, em linha reta, né?

Speaker C

É bom, é bom.

Speaker C

Mas o que eu...

Speaker C

Você falando do cenário promissor, né, Leandre, depois eu vou escutar mais do Nico, porque ele vê os dois lados da moeda, né?

Speaker C

Eu acho que a gente tem um cenário complicado na elite, por falta de volume, mas isso vem do passado, né?

Speaker C

Então, a gente tem pouca gente lá no topo da pirâmide.

Speaker C

Mas a parte boa é que a gente tá vendo uma base vindo, né?

Speaker C

Aquele famoso, a base vem forte, né?

Speaker C

Então, é isso.

Speaker C

O que a Maite fez hoje...

Speaker C

Tá, tudo bem, a Bia Neres, que foi a segunda colocada no médio fundo, tava lá trabalhando na Expo, como sempre.

Speaker C

Mas a Bia é uma atleta de elite, que já competiu no Profissional Nautriátron, que compete muito bem no ciclismo, que já ganhou um monte de prova.

Speaker C

E a Maite foi lá e colocou alguns minutos na Bia, sabe?

Speaker C

É uma guria que tá andando bem, que tá vivendo, fazendo com consistência.

Speaker C

Os meninos da Júnior, A gente foi com uma seleção com três para o campeonato mundial.

Speaker C

O Bravinho, o Henrique Bravo, o Catraquinha.

Speaker C

Os meninos estão andando direito.

Speaker C

Os meninos da Sub-23 estão andando direito.

Speaker C

é animador para o futuro próximo e o médio próximo.

Speaker C

Atual, a gente tem muito mais desafio do que conheceu pra favor.

Speaker C

Camisa azul no giro feminino.

Speaker C

A gente teve representantes nas Olimpíadas, que pode parecer pouco, mas a gente já teve na passada.

Speaker C

Então, assim, acho que para fechar a.

Speaker B

Réplica de 2004...

Speaker B

Acho que a gente.

Speaker C

Tá num ano bem mais pra cima, bem mais copo dois terços cheio do que um terço vazio.

Host

Eu também acho.

Host

Eu acho que desde a experiência lá na Colômbia, que foi seleção, foi Swift, Nessas horas, ou tudo o Rio também, se você quiser considerar, na hora que você compara com a Colômbia, por exemplo, você nota a distorção, você nota o degrau, você viu o venezuelano ganhando o pan-americano aqui, a própria americana também no feminino, mostrando que não é tão fácil ganhar as coisas, nunca foi, o Brasil ganhou poucas vezes o pan-americano, pouquíssimas vezes o pan-americano, e dessa vez também não foi, mas algumas coisas positivas.

Host

Eu acho que a minha sensação é que as equipes se reestruturaram.

Host

Acho que depois de muito perrengue, a equipe da Estes está redondinha, a equipe de São José está mais redondinha, você tem a Swift e Cabo redondinha que vai trazer o Vini para o ano que vem, que vai ficar ainda mais potente, você tem um cenário aí que A gente precisa de tempo, as coisas precisam caminhar passo a passo e de tempo para poder evoluir.

Host

Não vai ser o ano que vem que a gente vai brigar pelo Turcolômbia, não vai ser o ano que vem que a gente vai dominar o Panamericano, mas a gente já ganhou na base.

Host

E esses moleques têm uma equipe...

Host

Pegando o mesmo exemplo, os meninos que foram bem no Campeonato Brasileiro de Base correram o Seigranfon do Brasil, que não é o ideal, não é uma prova elite, não é uma prova válida pelo ranking.

Host

mas é uma baita experiência.

Host

Então, assim, já tem uma troca.

Host

A alegria do Luan ali na entrevista, o Luan Rodrigues vencendo a prova, agradecendo o patrocinador.

Host

A primeira coisa que ele falou, e eu vou vacilar aqui porque eu não guardei o nome da equipe que ele falou, mas ele citou a Aert e citou o outro patrocinador dele na transmissão ao vivo e falou, pô, legal pra caramba, vitória importante e tal.

Host

Isso tudo é positivo e E eu tendo, Nicolas, polianamente aqui, de coração aberto, inocente, juvenil, dizer que eu espero que isso seja um bom sinal aí pro futuro próximo do ciclismo, porque valendo-se mais uma vez aqui do Tiririca.

Host

Olha aqui o Bruno comentando.

Host

Vai lá, fala aí.

Speaker B

Com toda certeza, vocês falaram tudo.

Speaker B

Tomara que continue evoluindo, né?

Speaker B

Precisa.

Host

É isso aí.

Host

Vamos ler o que o Bruno escreveu aqui.

Host

Valeu a pena.

Host

Percurso muito bonito.

Host

Fiz o médio e o fondo.

Host

60 a mais.

Host

Para terminar, trecho de descida em paralelos que minha cabeça está balançando até agora.

Host

É isso aí.

Host

Muito bem.

Host

O Roberto Barani falando que a gente tá muito longe da Colômbia.

Host

Roberto, a gente tá muito longe da Colômbia e vai continuar muito longe da Colômbia por muito tempo.

Host

A primeira meta é Chile, Argentina, Uruguai.

Host

Aí depois tem Bolívia, tem Equador, tem...

Host

O Brasil tá nono, décimo do ranking americano.

Host

Então tem muita...

Host

Como é que fala?

Host

Tem muita gente que a gente buscar nessa fuga ainda, tá longe, mas tem que buscar, tem que melhorar.

Host

Enfim, eu acho que é isso, galera.

Host

Eu tô esquecendo de uma coisa, uma nota que eu anotei aqui, Ana, é que no começo do ano que vem lá na Austrália a gente vai ter uma outra provinha Schwalbe Classic para a mulherada, para tentar valorizar mais o pilotão ali no começo de ano, valendo mais pontos, tentando melhorar o start list da prova.

Host

Vai ser no mesmo dia da sexta etapa do Tour Down Under masculina.

Host

Essa sim, um aprovou o Tour.

Speaker C

Com transmissão, que eu já estou sabendo, no Brasil, Tour Down Under ano que vem.

Host

Ah!

Speaker C

Eu descobri o calendário do começo do ano e descobri que tem Tour Down Under na nossa programação.

Host

Ah, você foi lá tirar as fotos.

Host

Agora eu sei, agora eu entendi.

Host

Notícias quentinhas.

Speaker C

Muitíssima.

Host

A gente tem uma insider aqui da ESPN.

Host

Enquanto isso, da Esports, a gente não sabe nem nada.

Host

Mas enfim, vamos torcendo.

Host

Já temos 50%, né, Nicolas?

Host

Já temos ESPN com calendário e programação e fotos oficiais.

Speaker C

O Bruno tá falando da organização do UCI Gravel Series, né, que vai ser em Balneário.

Speaker C

Ainda não, mas estamos conversando e faço muita questão de colaborar o máximo possível, porque, como todos sabem aqui, eu sou uma fã do segmento gravel, acho que é um baita caminho pra gente crescer e colocar mais gente pedalando com segurança, né, dado o cenário de trânsito que a gente tem hoje em dia, em lugares bonitos, num rolê que, tipo, não necessariamente precisa ser competitivo, porque o gravel ainda tem muito essa...

Speaker C

identidade que mistura a possibilidade de competição e não.

Speaker C

Então, assim, eu vou ser sempre uma incentivadora do segmento.

Speaker C

E estamos conversando, sim.

Speaker C

Estou conversando com o Juliano pra ver como é que a gente pode contribuir aí com essa organização.

Speaker C

Mas tenho certeza que vai ser um evento de muito sucesso.

Host

Tendo a Ana no time já é meio caminho andado.

Host

Já aumenta o percentual de sucesso da prova com certeza.

Host

Torço por você e pelo Juliano que também é um cara que eu admiro muito.

Host

Nicolás Sessler já está de farol baixo na Liga Borba.

Host

Já está na hora do princesa ir para a caminha.

Host

Night night Nicolás Sessler.

Host

Bom descanso.

Speaker C

Eu acho que além de tudo a câmera dele travou no momento em que ele estava de farol baixo para a gente poder fazer um pouquinho mais de bullying com ele.

Host

A gente corneta e ele nem reage.

Speaker B

Daí sem reação, né?

Host

Você congela a imagem e cochila, né?

Host

Tipo, você parou a tela e...

Speaker B

Essa jogada não é boa, né?

Speaker B

Pra esquema agora de...

Speaker B

Da próxima vez.

Speaker C

Você congela no começo do programa com o olho bem aberto.

Host

Né?

Host

É, exato.

Host

Ô, Nicolas, já nos despedindo aqui, agradecer a sua participação mais uma vez.

Host

Lembrando aos ouvintes aqui que a gente está antecipando um pouco o nosso Ao Vivo para as 18 horas, justamente para poder ter o Nicolas comigo aqui com a Ana Lídia aos domingos, isso enriquece o nosso papo.

Host

E claro, na medida do possível, com todos vocês.

Host

Então, participem conosco, antecipem um pouquinho também o horário de vocês para estar conosco no Ao Vivo.

Host

Senão, a gente está aí no seu player de podcast Ah, uma coisa muito importante, hein?

Host

Sigam a gente aqui no YouTube também.

Host

Se você está assistindo esse programa, segue, porque...

Host

Gostaria de ver números maiores aí da nossa...

Host

Comecei a reparar que esse número não está aumentando no nível que deveria.

Host

Então, a gente merece.

Host

Merece aí.

Host

Segue a gente, ativa o sininho.

Host

Eu vou gravar um vídeo com minhas filhas fazendo essas coisas de YouTuber, porque eu não tenho muita manha, mas elas têm já.

Host

De...

Host

Siga no canal pra ficar legal.

Host

Né?

Speaker B

Tipo...

Host

Enfim, Ana, obrigadão.

Host

É uma ótima semana para você.

Host

Espero que a gente tenha boas notícias e plantões aqui.

Speaker C

Semana que vem que eu estarei no Uruguai tentando sobreviver àquelas 100 milhas que eu contei para você semana passada.

Speaker C

Eu não tinha treinado, continuo tentando treinar, mas eram só 2 de 3 horas.

Speaker C

Agora tenho 3 de 3 horas sofrendo ontem, né, Romero?

Speaker C

Então, pretendo sobreviver na próxima semana.

Host

Nicholas, não me...

Host

A Ana não me engana não, você é igual aquele cara que chega na largada, tem duas semanas que eu não treino, não se sensibilizo não.

Speaker B

É ciclista profissional, primeiro requisito, tem que saber reclamar, saber contar mentiras.

Speaker C

Ah, não.

Speaker C

Mas essa eu não.

Speaker C

O meu Instagram tá lá aberto, vocês podem fazer a auditoria ali dos trens, vocês vão ver que não tem muita coisa mesmo.

Speaker C

Mas tá tudo bem, gente.

Speaker C

O problema é a gente administrar a expectativa.

Speaker C

O meu negócio é chegar lá, distribuir a expectativa.

Speaker C

Me divertir, comer bem, beber bem, porque o Uruguai é muito feito pra isso, então...

Speaker C

Opa!

Speaker C

Eu vou fazer o programa com uma tacinha de taná na mão, assim, só porque merece, né?

Host

Merece.

Host

Muito bem.

Host

Merece.

Host

A gente escolhe bem as pautas para não sair muita groselha e a gente...

Host

Você sabe quando a gente entrevistou o Yohamuzinho, ele estava tomando um vinhozinho, né?

Host

Está no agregário, o podcast.

Host

E à medida que ele dava uns goles, a conversa se soltava.

Host

Inclusive, no final, quando ele começou a falar do Valto Lanarte ali, eu falei, ah, meu Deus, se ele estivesse falando para uma mídia mais marrom, ele estava danado, porque ele deu umas cornetadas fortes ali no Valtinho, mas...

Host

O vinho alegra, né?

Host

Conforta, né?

Host

E deixa a coisa fluir.

Host

Seja bem-vindo, Ana.

Host

Vai ser ótimo ter você na medida do possível com o seu Taná.

Host

Nicolas, um grande abraço também.

Host

Espero ver você no próximo domingo.

Host

E todos vocês que acompanham a gente aqui, um grande abraço, uma boa semana.

Host

Obrigado por tudo.

Host

Valeu!