Leandro Bittar

Olá, seja muito bem-vindo ao Gregario Radio dessa semana.

Leandro Bittar

Eu sou o Leandro Bittar, nesse programa que é um oferecimento da Session.

Leandro Bittar

A gente grava ele ao vivo aqui, agora às 6 da tarde de domingo, dia 17 de novembro.

Leandro Bittar

Você escuta tanto no YouTube quanto no seu Playhead Podcast, quando e como quiser.

Leandro Bittar

Agradeço muito a companhia, aliás.

Leandro Bittar

Convido você que ainda não curte a nossa página no YouTube, que faça isso já, deixe seu like no canal, comente o post aqui também, todas essas interações que são gratuitas e que fazem muito bem para o nosso trabalho por aqui na minha companhia hoje.

Leandro Bittar

Nikolas Sessler, direto da Espanha e, em algum momento, é a Ana Lídia Borba, direto do Uruguai.

Leandro Bittar

Ela foi fazer uma prova de grável, estava ali, prometeu semana passada que faria o programa tomando um vinhozinho.

Leandro Bittar

Então, vamos aguardar aqui a chegada dela.

Leandro Bittar

Já está pintando aqui na tela.

Leandro Bittar

Ana Lídia, muito bem-vinda.

Leandro Bittar

Ana, que bom que você está aí.

Leandro Bittar

Eu sei que a prova foi duríssima.

Leandro Bittar

A sua cutis entrega o calor que vocês encararam por aí também, porque estava bonito demais.

Ana Lídia Borba

Eu vou até tirar a blusa de frio daqui a pouco pra mostrar pro pessoal que tá acompanhando a gente no YouTube, porque, meu santo!

Ana Lídia Borba

Olha, 35 graus a sombra, só não tinha sombra pra ficar os 35 graus.

Nikolas Sessler

E tá com o moletom aí porque ligou o ar-condicionado então aquele modo levar.

Ana Lídia Borba

Porque obviamente ontem fez 35 graus e hoje amanheceu chovendo e não parou de chover mais.

Ana Lídia Borba

Então...

Leandro Bittar

Caramba!

Ana Lídia Borba

Ontem era um sol para cada um e aí entrou uma ventania, hoje tá chovendo.

Ana Lídia Borba

Mas olha o tostão para quem acompanha a gente aqui no YouTube.

Ana Lídia Borba

Que marca bonita!

Leandro Bittar

Que beleza!

Ana Lídia Borba

Vitamina D tem dia pelo menos.

Leandro Bittar

Tá com uma belíssima marca da camiseta.

Leandro Bittar

Ô Ana, pra quem não ouviu o programa semana passada, você vai fazer uma prova de gravel no Uruguai, né?

Leandro Bittar

Conta um pouquinho dessa experiência.

Leandro Bittar

O Bruno Veiga tá aqui com a gente perguntando se a prova não foi de noite.

Leandro Bittar

Talvez tenha sido longeva o evento, né?

Leandro Bittar

Mas não...

Ana Lídia Borba

Não, é que essa prova que eu fiz aqui no Uruguai chama Épica Gravel, é a segunda edição dela, e ela tem provas de 50, 100, 200 milhas dentro do mesmo evento.

Ana Lídia Borba

E como eu falei no meu videozinho lá, com um pouquinho de liberdade poética, né?

Ana Lídia Borba

Porque não são exatamente, na verdade foram 120 milhas a que eu fiz.

Leandro Bittar

Puto, mas errar em milha é mais cruel ainda.

Ana Lídia Borba

Meu, errar 20% em milha?

Ana Lídia Borba

A gente até ficou brincando com o organizador da prova, que ele falou que é assim mesmo, que no Uruguai a milha tem 1.9km, mas brincadeira à parte.

Ana Lídia Borba

Eles avisaram antes, né?

Ana Lídia Borba

Obviamente, menos mal do que se a gente chegasse no 160 e ficasse procurando a chegada, que ia ser um pouco desesperador, porque a prova era auto-suficiente, então isso inclui, obviamente, a parte de navegação.

Ana Lídia Borba

E aí, se você...

Ana Lídia Borba

tá numa prova que você tá no vegano e tem que ter 160, se chega em 165, 170, você já começa a achar que é besteira quem fez foi você, né?

Ana Lídia Borba

Então, tava tudo certo, o mapa tava com 192 e a gente tava previamente avisado, mas...

Ana Lídia Borba

A prova que foi a noite foi as 200 milhas, porque eles tinham 24 horas, então eles largaram às 8 horas de sexta-feira, e aí tinham até ontem às 8 horas da noite para completar.

Ana Lídia Borba

E aí as 50 e as 100 milhas largaram às 7 horas da manhã no sábado.

Ana Lídia Borba

As 50 não era uma prova competitiva, não era competitivo, era uma prova participativa, um evento participativo, e as 100 milhas era uma categoria race da prova de fato, então que foi a que teve os competidores mais na pegada, assim, mas foi bem interessante, duríssima, muito mais pelo calor até do que pelo percurso, o percurso, os 192 quilômetros tiveram 2.200 metros de ganho de altimetria e nenhuma serra, tipo, extrema, assim, tanto em termos de inclinação quanto de comprimento, né, de distância, a serra mais longa tinha 3 quilômetros e pouco, com um pico de 17%, Pico, né?

Ana Lídia Borba

Mas trecho mesmo, 12, 13, assim.

Ana Lídia Borba

Então, bem ok.

Ana Lídia Borba

E com gravel, gente, que sério, quem já anda de gravel, quem tem vontade de conhecer, vem conhecer aqui pra não pegar trauma, porque isso aqui é o que eles falam, gravel champanhe, assim.

Ana Lídia Borba

É, nossa, fininho, assim, melhor que as faltas do Brasil, tem hora.

Ana Lídia Borba

Impressionante.

Ana Lídia Borba

Que legal.

Leandro Bittar

Pô, que legal, muito brasileiro postando foto daí, acompanhando a prova.

Leandro Bittar

Minha timeline estava bem repleta aí de pessoas conhecendo essa prova.

Leandro Bittar

A gente vai voltar a falar de gravel um pouquinho, daqui a pouquinho, mas, Nicolas, há quanto tempo que você não pedala 200km, cara?

Leandro Bittar

Como é que está aí o seu final de temporada aí na Espanha?

Nikolas Sessler

Rapaz, faz tempo, hein?

Nikolas Sessler

Você não lembra o que é isso?

Nikolas Sessler

Não.

Ana Lídia Borba

Já...

Ana Lídia Borba

Dezembrova, desde março.

Leandro Bittar

Como é que você tá, cara?

Nikolas Sessler

Não lembro não, não lembro não.

Nikolas Sessler

Eu ia só falar um comentário sobre a prova da Ana, que na categoria Elite Masculina quem ganhou foi o Eric Fagundes.

Nikolas Sessler

Ciclista da Burgos.

Ana Lídia Borba

BH.

Nikolas Sessler

Exato.

Ana Lídia Borba

E o segundo foi o Kotsakis, que é o campeão chileno de estrada também.

Leandro Bittar

Quem?

Leandro Bittar

Como ele chama?

Ana Lídia Borba

Francisco Kotsakis, que é o campeão chileno de estrada.

Nikolas Sessler

Sim, mostra como o gravel tem cada vez mais atraído nomes também do cenário de estrada, do mountain bike.

Nikolas Sessler

Foi uma conversa que a gente já teve alguma vez e parece que cada vez está encontrando o seu nicho e uma coisa quase unânime que quem participa tem curtido muito.

Ana Lídia Borba

Sim, é muito divertido porque você sai das pistas cheias, né?

Ana Lídia Borba

Então você começa a não ter problema.

Ana Lídia Borba

Até para os organizadores, né?

Ana Lídia Borba

Vamos pensar, você não tem que fechar uma rodovia e tudo mais.

Ana Lídia Borba

A gente ontem, na largada da época gravel, os primeiros 35 quilômetros foram neutralizados porque a gente pegou a Larambra, né?

Ana Lídia Borba

Desculpa, Larambra, como eles chamam, que é a rodovia que vai margeando o mar.

Ana Lídia Borba

E então ali a gente estava com o controle da polícia e depois quando entrou na terra, estava todo mundo solto.

Ana Lídia Borba

E eu acho que em 8 horas de prova, se eu vi meia dúzia de carros, foi muito, sabe?

Ana Lídia Borba

Então você está em uns lugares lindos.

Ana Lídia Borba

Andando rápido, que é diferente, por exemplo, do mountain bike, que às vezes é técnico, é travado.

Ana Lídia Borba

Ali não, é tocado o tempo todo e a dinâmica de pelotão existe, né?

Ana Lídia Borba

Então, ela acaba sendo muito atrativa também para o pessoal da estrada, mas mistura muito.

Ana Lídia Borba

Então, ontem acabou não participando, mas estava inscrita a campeã uruguaia de XCM e a Bárbara Frisch, que foi quem ganhou no feminino, corre estrada e corre gravel.

Ana Lídia Borba

Então, correu unbound, correu o Mundial da Bélgica, mas corre provas de estrada, já ganhou o Campeonato Argentino, enfim.

Ana Lídia Borba

Então, é legal essa mistura dos mundos, assim, e aí como isso muda na dinâmica da prova, né?

Ana Lídia Borba

Então, quem se dá bem na parte que é mais técnica, quem arrisca mais na descida, quem anda mais e puxa mais no plano, fica uma prova muito interessante, inclusive de dentro do pelotão.

Leandro Bittar

Tem um ponto aí que eu queria só colocar, porque vocês vão saber mais do que eu.

Leandro Bittar

Do ponto de vista da gestão de carreira, também tem uma série de vantagens, né?

Leandro Bittar

Porque o Thomas De Gentes, por exemplo, é um cara que vai se aposentar da Lotus deste ano, um dos caras consagrados aí do pelotão, e ele falou assim, não, mas espera aí que eu não vou parar de pedalar não, eu vou competir grave, eu vou competir em bom nível e tal.

Leandro Bittar

Então, assim, a sensação que dá é que o cara passa a ser dono do calendário dele, passa a ser dono dos parceiros comerciais dele e passa a ter uma relação com o esporte muito menos intermediada do que é no ciclismo de estrada, onde ele tem um clube, onde ele tem que seguir a agenda do treinador, onde ele tem uma série de demandas que, nesse caso, ele passa a ser um dono do próprio nariz, literalmente, e isso prolonga a carreira.

Ana Lídia Borba

E isso que chamam de Pride of the Year, né?

Nikolas Sessler

O MTB parece muito o triatlão, eu diria, porque o MTB se profissionalizou muito nos últimos anos, principalmente o MTB cross-country.

Nikolas Sessler

Mas ainda é...

Nikolas Sessler

até no cenário, vamos pensar, do MTB brasileiro, na média, né?

Nikolas Sessler

E do triatleta brasileiro, é muito similar.

Nikolas Sessler

Ele cuida dos próprios patrocinadores, ele busca o próprio material, ele monta o calendário em função do...

Nikolas Sessler

do budget que ele tem disponível para as viagens, para isso tudo, e ele acaba tendo uma relação muito mais próxima com os patrocinadores deles, e dá mais autonomia.

Nikolas Sessler

Isso vai por dois lados, é bom e ruim.

Nikolas Sessler

Quando você está numa estrutura maior, às vezes isso leva e movimenta muito mais dinheiro e muito mais pessoas.

Nikolas Sessler

Quando você está numa estrutura de estrada, em contrapartida, aqui é uma coisa mais leve e fácil de mudar, Você vai com um massagista e um mecânico ou só com um mecânico e quem vai muito curto de grana não vai com ninguém.

Ana Lídia Borba

Isso é um processo de transição que está acontecendo no Gravel e que está sendo super interessante também.

Ana Lídia Borba

Então claro que hoje a gente ainda está vendo bastante isso dos atletas que estão se aposentando e indo para o Gravel.

Ana Lídia Borba

Então tem Valverde, tem Degente, tem outros nomes aí que estão fazendo esse movimento.

Ana Lídia Borba

E aí tem um pessoal do Gravel, entre aspas, tá, raiz, que tá achando ruim essa chegada e essa cara meio profissional, meio não, porque, por exemplo, aconteceu ontem aqui, na época Gravel também, a mesma coisa que aconteceu Numbound, por exemplo, que já teve reclamação.

Ana Lídia Borba

a gente tinha um posto de hidratação.

Ana Lídia Borba

E aí, até aproveitando a pergunta do Rony, perto da gente, perguntou só um ponto de hidratação, só.

Ana Lídia Borba

Era uma prova autossuficiente.

Ana Lídia Borba

E pior do que isso, é diferente do Brasil, que a gente ia a cada, sei lá, X quilômetros, passando numa vila, num posto de gasolina.

Ana Lídia Borba

Não tinha nada.

Ana Lídia Borba

Era o meio do nada.

Ana Lídia Borba

E aí, tinha esse pueblo de garçom, que tinha uma tenda com um monte de garrafão de água no chão, quente, E era isso, a estrutura da prova única de apoio era isso, no quilômetro 65.

Ana Lídia Borba

E como tava muito quente, eu saí com um camelback de 2 litros e duas caramanholas com carbo de 600ml cada uma, porque além de tudo tem problema no tamanho da bike, né?

Ana Lídia Borba

Não cabe caramanhola grande.

Ana Lídia Borba

Então eu saí com 3 litros e 200ml de água.

Ana Lídia Borba

Com menos de três horas de prova, eu não tinha uma gota de nada.

Ana Lídia Borba

Saio chupando o Camelback e saio naquele vácuo.

Ana Lídia Borba

Gente, eu vou quebrar antes da metade da prova por falta de água.

Ana Lídia Borba

Não tô acreditando nisso.

Ana Lídia Borba

Enfim, deu tudo certo no final, mas voltando no assunto do Fagundes.

Ana Lídia Borba

O Fagundes veio com essa mentalidade de estrada.

Ana Lídia Borba

Então, quando tinha sido falado que no posto de hidratação quem tivesse apoio externo era para ser feito ali.

Ana Lídia Borba

Então, eventualmente trocar alguma coisa, a comida, alguma coisa estava permitido nesse ponto de garçom.

Ana Lídia Borba

O Fagundes estava com uma moto.

Ana Lídia Borba

Então, não é que ele parou no posto de hidratação.

Ana Lídia Borba

Trocaram queimou o beck dele, pegaram as garrafas dele e fizeram isso em movimento.

Ana Lídia Borba

E aí isso já gerou uma confusão.

Ana Lídia Borba

Mas como não estava especificado que não podia, estava dentro da área.

Ana Lídia Borba

Não está permitido, né?

Ana Lídia Borba

Mas aí já começa a ter essa questão.

Ana Lídia Borba

E no feminino a mesma coisa, porque a primeira colocada e a que eventualmente ficou em quarto, que deu um trabalho danado pra gente pra pegar, estavam com um gregário.

Ana Lídia Borba

Então o gregário delas atacou antes, parou, abasteceu, pegou tudo, um monte de caramanhola, queimou o beck e papapá, e elas passaram direto e eles foram substituindo e jogando água e...

Ana Lídia Borba

Então, assim, essa existência de estrutura ainda é um ponto, vamos colocar assim, de maturação, entre aspas, de adaptação.

Ana Lídia Borba

Porque é autossuficiente ou não é, pode ou não pode, estrutura profissional ou não pode.

Ana Lídia Borba

Então, é uma modalidade nova que tá que tá se desenvolvendo, que tá amadurecendo, que tá trazendo gente do mountain bike, da estrada, do triatlon, de tudo.

Ana Lídia Borba

É muito legal, mas ainda tem um monte de coisinhas, assim, que o pessoal tá entendendo, assim.

Ana Lídia Borba

Tá sendo interessante também fazer parte desse movimento.

Leandro Bittar

E deu pódio.

Ana Lídia Borba

Desculpa, cortou.

Leandro Bittar

E deu pódio lá.

Ana Lídia Borba

Deu pódio, gente.

Ana Lídia Borba

Olha que situação.

Leandro Bittar

Quando mingou, não treinou, e não sei o que.

Leandro Bittar

Quem não te conhece que te compra.

Leandro Bittar

Nenhum ouvinte gregário...

Leandro Bittar

Gente, mas sabe o que acontece?

Ana Lídia Borba

Isso é idade.

Ana Lídia Borba

Sendo muito sincera com vocês, a gente vai ficando macaco velho, a gente não cai mais em qualquer pegadinha.

Ana Lídia Borba

Então, na hora que foi pra largada neutralizada, que a Bárbara acelerou, eu falei pra Kamikazetro, que tava comigo, eu falei, olha, se você quiser ir, você fica à vontade.

Ana Lídia Borba

Eu não vou, não dá pra mim.

Ana Lídia Borba

Então, assim, primeiro surto de consciência é saber o que dá, o que não dá no dia.

Ana Lídia Borba

E aí, depois, a outra guria que tava com a gente, que era uma americana, a Mia Salvaggio, tava com um gregário.

Ana Lídia Borba

E o gregário dela tava fazendo de tudo pra quebrar a gente.

Ana Lídia Borba

Ele dava umas aceleradas e parava.

Ana Lídia Borba

Assim, ele acelerava, acelerava, tipo, 40 por hora.

Ana Lídia Borba

E daí, a pouco, tipo, 12.

Ana Lídia Borba

Eu falava, cara, eu não tô acreditando que esse mala vai ficar fazendo isso, assim.

Ana Lídia Borba

E dava umas atacadas, levava ela, tentava cortar a gente.

Ana Lídia Borba

Deixava ela com outro cara na frente e cortava na nossa frente.

Ana Lídia Borba

Foi deixando.

Ana Lídia Borba

Falei, amigo, tem 20 anos que eu faço essa brincadeira, não vai ser hoje.

Ana Lídia Borba

E aí, nós acabamos pegando ela, faltando 10 milhas para o final.

Ana Lídia Borba

Ela com o Gregário.

Ana Lídia Borba

Essa do Gregário tenta cortar a gente, ele acabou quebrando a atleta dele.

Ana Lídia Borba

Então, eu sinto muito para ela.

Ana Lídia Borba

Mas aí, na última subida, foi isso.

Ana Lídia Borba

A gente acabou ganhando no passo, porque é bagagem mesmo.

Ana Lídia Borba

A gente saber economizar e não gastar onde não tem.

Leandro Bittar

Para fechar esse assunto grave, essa semana a gente teve uma notícia importante, que foi a oficialização da etapa no Brasil do ano que vem, do Circuito Grava UCI.

Leandro Bittar

Vai lá ser em Santa Catarina também.

Leandro Bittar

A Ana já está super ligada nisso.

Leandro Bittar

A gente já vinha falando sobre isso, inclusive, né, Ana?

Leandro Bittar

Já...

Leandro Bittar

Que era dado como certo.

Leandro Bittar

E aí essa semana saiu oficialmente lá as provas no calendário, incluindo...

Leandro Bittar

Vai ser em março, né?

Leandro Bittar

Em março.

Ana Lídia Borba

19 de março, em Camboriú.

Ana Lídia Borba

E uma das coisas muito legais aqui da época gravel foi isso, a gente já estava conversando com todo mundo, todo mundo super interessado, então vai encher de chileno, colombiano, argentino, uruguaio, vai ser uma prova internacional de verdade aí no quintal de casa, então turma da estrada, turma do triatlon, turma do mountain bike, arrumem uma bicicleta aí para participar dessa festa que vai ser legal demais.

Leandro Bittar

Legal.

Leandro Bittar

Aqui, eu conversei com o Juliano essa semana, que me contou também sobre a prova, Nicolas, e a pergunta do Rony é a seguinte, o ano passado você correu bastante mountain bike até, ele está perguntando se esse ano você não vai correr, se não vai rolar um gravel no seu circuito, e como é que está aí esse seu período de inverno europeu, de transição para a próxima temporada, Como é que tá o seu namoro?

Leandro Bittar

Eu vi que você pedalou esses dias, não pedalou mountain bike?

Leandro Bittar

Não é impressão minha, você correu?

Nikolas Sessler

O inverno europeu ainda são 25 horas de treino aqui por semana, só muda as modalidades, né?

Nikolas Sessler

A temporada acaba uma e já começa.

Nikolas Sessler

A gente descansa no máximo 15 dias, 18 dias e aí você já começa a trabalhar para o ano seguinte.

Nikolas Sessler

Então é relativo, né?

Nikolas Sessler

O inverno é bem...

Nikolas Sessler

Ele volta rápido.

Nikolas Sessler

E a questão do grana, por que não?

Nikolas Sessler

Se aparecer uma oportunidade, vontade não falta.

Leandro Bittar

Esse final de semana rolou um campeonato de bike fixa em Curitiba, Nicolás Sérgio.

Leandro Bittar

Você andou de bike fixa?

Nikolas Sessler

Já.

Leandro Bittar

No veló, você deve ter andado, com manhinha?

Leandro Bittar

Na pista, na pista.

Leandro Bittar

Quando você corria, na época do bike point ou não?

Nikolas Sessler

Não, quando eu morei na Bélgica.

Nikolas Sessler

Na temporada em Ghent, eles têm dois velódromos muito legais.

Nikolas Sessler

Um é o que foi utilizado essa semana pro Ghent Six Days, que é um evento super legal de prova de pista.

Nikolas Sessler

É muito legal mesmo, né?

Nikolas Sessler

E esse é um velódromo curtinho de 160.

Nikolas Sessler

E depois eles têm outro velódromo indoor que é o centro da Federação Flamenca de Ciclismo e que você pode ir lá e alugar.

Nikolas Sessler

Então no inverno como o inverno na Bélgica é muito principalmente em Flandres é muito úmido não é tão frio mas chove muito e não é tão frio.

Nikolas Sessler

Falando de 5 graus 4 graus não são condições muito propícias para pedalar.

Nikolas Sessler

Então a gente ia muito treinar no velódromo.

Nikolas Sessler

eu usava a estrutura você pagava lá alugava e podia usar era bem legal.

Leandro Bittar

O ano falando em seis dias né a prova às seis dias gigantes lá quem ganhou foi a lote copete já.

Ana Lídia Borba

Voltou a mulher né impressionante daqui a pouco ela aparece no ciclocross também Eu.

Leandro Bittar

Falei com o Nicolas que eu não ia dar o mole de tomar a mesma corneta dele que eu tomei na semana passada, mas é o tipo de vitória que convém para todo mundo também.

Leandro Bittar

A grande estrela do ciclismo belga num evento que é festivo, que com certeza tem valor esportivo, o seis dias de Ghent.

Leandro Bittar

É competitivo.

Leandro Bittar

Mas é também...

Leandro Bittar

Com certeza o Cavendish corria com o Bradley Wiggins.

Leandro Bittar

Eles faziam dupla nos seis dias também.

Leandro Bittar

Lá atrás o Eddie Merckx corriu vários anos.

Leandro Bittar

Ele tinha o parceiro dele também que era o não vou lembrar era o Romero acho.

Leandro Bittar

Não, era belga também, lógico, mas que eles corriam juntos e ganhou várias vezes, mas é muito midiático quando a grande estrela belga ganha um evento como esse, né?

Leandro Bittar

Enfim, Ana, falando em ciclismo feminino, essa semana eu estava vendo uma entrevista da Cassia Neuadoma, e você vai adorar o que ela falou, porque ela estava comentando lá sobre a aquele momento de festejo do Tour de France, que ela entrou numa sala toda feliz e toda feliz pela conquista e tudo mais, ela ganhou de 4 segundos de vantagem só sobre a Demi Wollin, e estava um azedo lá dentro com a Demi Wollin.

Ana Lídia Borba

E.

Leandro Bittar

Ela falou assim, cara, naquela hora que eu entrei ali, eu falei, ninguém sorriu para mim, eu falei assim, eu não vou ficar aqui, piquei mula.

Leandro Bittar

E aí ela pegou e falou assim, o que ela não lembra, mas o que eu lembro é que, e só contextualizando para o pessoal, a Neymar Doma pegou a liderança da prova depois de um tombo da Demi Volling na quinta etapa, uma coisa que a gente falou bastante aqui na época.

Leandro Bittar

E é claro que foi um acidente com uma camisa amarela e o pelotão seguiu, estava muito perto da linha de chegada e essa diferença foi decisiva para o título.

Leandro Bittar

Aí a Cassi falou assim, Talvez, talvez tenha sido um pouco de karma, porque ela pode não se lembrar, mas eu lembro qual foi a equipe que atacou quando a NMV que Van Vluten ganhou, caiu na primeira edição do Tour de Femme.

Leandro Bittar

Foi a SD Works.

Leandro Bittar

O que muita gente esqueceu foi porque a NMV, porque a Van Vluten levantou, foi lá, buscou a fuga, buscou o grupo e ainda ganhou.

Leandro Bittar

senão todo mundo ia lembrar desse feito patético.

Leandro Bittar

Então, quem bate esquece.

Ana Lídia Borba

Quem apanha nunca esquece, exatamente.

Ana Lídia Borba

A Cássia, inclusive, hoje soltou a bike dela também, um setup, então, pra quem gosta dessas curiosidades, ela soltou o setup da bike dela de pré-temporada, amarelinha, né, comemorativa aí.

Ana Lídia Borba

Mas muito se fala disso, né, simpatia ou falta de simpatia da Voldemort dentro do pelotão e obviamente o momento de uma derrota como essa de quatro segundos é totalmente compreensível que o humor não seja dos melhores mas um mínimo de educação se faz necessário até porque você pode estar de um lado hoje e amanhã estar do outro e você espera a mesma coisa do seu adversário então acho que isso é muito básico.

Ana Lídia Borba

Mas uma notícia quente que saiu relacionada a isso essa semana foram os cinco maiores salários do pelotão feminino.

Ana Lídia Borba

Então a gente tinha falado lá no começo do ano que tinha essa especulação da Demi Vodren chegar no um milhão de euros por temporada.

Ana Lídia Borba

E aí saiu o número essa semana que é de 900 mil euros.

Ana Lídia Borba

Bom, perdeu o Tour de France, acho que deve ter tido um descontinho aí no fechamento do contrato.

Ana Lídia Borba

Mas Demi Woldering é o maior salário do World Tour para 2025, com 900 mil euros.

Ana Lídia Borba

Lothar Kopeck, o segundo maior, com 800 mil euros, lembrando que ela renovou até 2028 com a SD Works.

Ana Lídia Borba

Lorena Wiebes, que também está renovada até 2028 com a SD Works, com 600 mil euros, é o terceiro maior salário.

Ana Lídia Borba

Em quarto tem o empate.

Ana Lídia Borba

entre as duas atletas, as duas líderes diferentes aí da Visma Lisa Bike, Mariane Voss e Pauline Ferrand-Prévot.

Ana Lídia Borba

E em quinto lugar, eu achei muito bom seu comentário, Leandro Vitária, que faltou criatividade para a UAE, para dizer o mínimo, para pagar 250 mil euros por temporada para Elisa Longo Borghini, campeã italiana, campeã do Giro de Itália, que pra mim tá na mesma prateleira dessas grandes líderes.

Ana Lídia Borba

Achei surpreendente do ponto de vista negativo esse salário da Longo Borghini e a sequer presença da Cassi Nievadoma aí nessa lista do top 5 que virou 6.

Leandro Bittar

Só lembrando que esses números não são oficiais, são especulativos.

Leandro Bittar

Então, tem uma margem aí do que é...

Leandro Bittar

A gente brincou sobre isso, né, Ana?

Leandro Bittar

Faz muito sentido os valores que...

Leandro Bittar

A hierarquia e um pouco dos valores, considerando o mercado como um todo.

Leandro Bittar

Eu acho que a Elisa Longoborgini não ganha só isso, não.

Leandro Bittar

Para uma equipe árabe levar, tirar da Lidltrek, levar o Paulo Slongo, levar duas gregárias e todo o projeto, eu acho Pouco, porque ela deve ter tentado pelo menos equiparar, ou ela ganhava muito menos do que isso na track também, né?

Leandro Bittar

Não sei.

Ana Lídia Borba

Ou tem outros custos aí, né?

Ana Lídia Borba

Hoje a gente tá falando de salário, mas tem outras coisas que talvez possam estar incluídas aí nessa construção financeira, inclusive o fato de ela ter levado a equipe inteira que ela quis.

Ana Lídia Borba

Pode ser, mas ainda assim, 250 mil euros de salário para alguém do calibre da Lamborghini é feio.

Leandro Bittar

Fazer o...

Leandro Bittar

o...

Leandro Bittar

o...

Leandro Bittar

E eu não.

Ana Lídia Borba

Sei se a Cassi...

Ana Lídia Borba

Eu não sei no pelotão masculino que você acha que não tá merecendo que a gente pode puxar a sardinha.

Leandro Bittar

Tem capa aqui pra gente falar.

Nikolas Sessler

Eu só tava pensando nisso.

Nikolas Sessler

250 mil deve ser o cara que menos ganha na ONG.

Ana Lídia Borba

É.

Nikolas Sessler

O BIA ganha mais.

Nikolas Sessler

Talvez só o Neopró ali, um desses, na Íneos também.

Nikolas Sessler

É curioso, né?

Nikolas Sessler

Reflete o cenário do quanto o movimento é de dinheiro o citismo feminino, né?

Nikolas Sessler

com todo respeito e pinça mas é um mercado que a gente falava de que um Pogacar é nicho cobrando 8 milhões comparado com o salário de NBA ou comparado com o salário de mesmo do próprio futebol e é verdade.

Nikolas Sessler

Voltando naquela lista que você trouxe semana passada, o ciclismo feminino, então, é o nicho do nicho do nicho Similar ao mountain bike, por exemplo, cross country Os salários que você mencionou são bem em linha com o que ganha um mountain biker Vamos tirar Vanderpool e Pitcock porque eles vão por outro caminho Mas o que é o cenário de um mercado do mountain bike cross country E que é muito bem pago, se você for pensar, que tá num mercado super pequeno, né?

Nikolas Sessler

E a verdade é que, por exemplo, falando aqui dentro mesmo com gestor de equipe, com quem tem acesso a esses números, não é jogar um bando de água fria, mas o mountain bike, desculpa, o ciclismo feminino ainda não se paga.

Nikolas Sessler

Então, por exemplo, em várias estruturas eles têm que ter por uma questão de marketing, mas ele não dá o retorno versus o que ele custa.

Nikolas Sessler

E a gente fala de um budget bem menor.

Nikolas Sessler

Porque, de novo, pouquíssima gente assiste.

Nikolas Sessler

Quem assiste, comparando com o que sai da bolha, quem assiste somos nós.

Leandro Bittar

A gente falou disso no Más Corrido também, porque...

Leandro Bittar

Há muita dúvida, na minha opinião, se o masculino se paga, mesmo com esses valores.

Nikolas Sessler

O masculino em países fora do Brasil e da cultura latino-americana, Leandro, talvez, porque você vem para a cultura europeia, você vê que é um esporte que ele sai da bolha no sentido que ele passa na TV aberta.

Nikolas Sessler

Então você pega qualquer espanhol, ele sabe quem é Endurain, ele sabe quem é Valverde, ele sabe quem é Pogacar.

Nikolas Sessler

E ele sabe o que é íneos, ele sabe o que é...

Nikolas Sessler

Quickstep, ele vê isso, por mais que seja a casa da vovó, entendeu?

Nikolas Sessler

Entendi, entendi.

Nikolas Sessler

Vale, então toca o Marcelá, Quickstep, todo mundo conhece a marca de alguma forma, através do que são pisos laminais para montar rápido.

Leandro Bittar

E no Brasil, por exemplo?

Nikolas Sessler

Tem no Brasil, verdade.

Nikolas Sessler

Alpecin.

Nikolas Sessler

Estou dando exemplos.

Nikolas Sessler

Então, como patrocinador, você toca esse mercado.

Nikolas Sessler

Na verdade, é um retorno muito interessante o ciclismo de estrada masculino versus o que ele custa.

Nikolas Sessler

Ele custa uma fração do que custa o futebol e ele consegue, não tanto como o futebol, é mais rentável, vamos dizer, para cada...

Nikolas Sessler

cada dólar investido pela empresa, o futebol te dá um retorno maior, mas o segundo esporte, a nível pelo menos europeu, é o ciclismo.

Nikolas Sessler

Então vamos falar para cada 100 dólares que eu coloco, o ciclismo retorna.

Nikolas Sessler

De novo...

Ana Lídia Borba

É que nessa conta entra exposição, né?

Ana Lídia Borba

Entra direito de imagem, assim, porque o futebol, ele tem uma coisa que o ciclismo não tem tanto, é muito ínfimo no ciclismo, que é a venda de merchandising.

Ana Lídia Borba

Mas, em compensação, o tempo de TV do ciclismo é muito grande.

Ana Lídia Borba

Então, quando você coloca em conta de retorno de imagem, isso acaba fazendo a diferença.

Ana Lídia Borba

Porque são 23 dias, 21 dias, que fica passando durante várias horas na TV aberta.

Ana Lídia Borba

Então, na hora que você faz a conta, ainda que não seja assim, ela não vire uma conversão, de fato, na matemática do marketing.

Ana Lídia Borba

O feminino é só...

Ana Lídia Borba

TV paga...

Ana Lídia Borba

Não, então, não.

Ana Lídia Borba

Agora tem TV aberta e é por isso que algumas equipes, por exemplo, a francesa DG falou que no ano passado, por exemplo, 60% da receita deles veio de Tour de France.

Ana Lídia Borba

Porque é a hora que você tem um nível de exposição muito diferenciado.

Ana Lídia Borba

Agora, por exemplo, a Itália ainda é completamente machista do ponto de vista do ciclismo.

Ana Lídia Borba

Então, tipo, apesar de ter um monte de prova lá, inclusive agora a gente vai ter Milano-San Remo e tudo mais, A visibilidade é nula e a importância que se dá para o ciclismo feminino é muito baixa quando a gente compara, por exemplo, com a França e com a Espanha, que são países em que é bem diferente, assim, o ciclismo feminino evoluiu muito mais rápido nesses dois países e, obviamente, não precisamos nem falar de países baixos, que lá, sim, mulher em cima da mulher manda e desmanda, né?

Leandro Bittar

Mas não dá para negar que até bem pouco tempo atrás e hoje ainda o ano passado se não me engano foi um grande problema no giro.

Leandro Bittar

Foi no último dia do último ano do giro Don ao CIE impõe que os eventos tenham transmissão.

Leandro Bittar

Então não é uma coisa que é quase que casada assim tipo o evento tem que se estruturar para poder fazer a transmissão porque esse ciclo se forma se depender só do interesse.

Leandro Bittar

Claro não.

Leandro Bittar

Em 2016 2017 o CIE começou a passar no YouTube.

Leandro Bittar

porque alguém precisava ver a prova, você precisava ter acesso ao evento para você poder consumir aquilo de alguma forma.

Leandro Bittar

Então, enfim, acho que a gente está falando a mesma coisa.

Ana Lídia Borba

E é um tipo geral, né, Leandro?

Ana Lídia Borba

O tênis faz isso, o beach...

Ana Lídia Borba

Vamos falar, tem um esportezinho de nicho, nicho, nicho, para a gente ter uma comparação, o beach tênis faz isso.

Ana Lídia Borba

Então, quando a Federação Internacional de Tênis começou a querer pôr ordem na casa do beach tênis, o que eles fizeram?

Ana Lídia Borba

Um torneio grande tem que ter transmissão de TV.

Ana Lídia Borba

Porque se você obriga a ter visibilidade, você obriga a dar retorno ao patrocinador e aí você vai fazendo a roda girar.

Leandro Bittar

Então quem corre expõe e aparece.

Ana Lídia Borba

Minima e direito de TV, ou seja, você garante qualidade do field e garante exposição.

Ana Lídia Borba

E aí a roda vai girando.

Leandro Bittar

Maneiro, é isso mesmo.

Leandro Bittar

A gente estava falando sobre o cenário, a notícia dessa semana também que chamou atenção foi a Liz Dine anunciando que essa é a última temporada dela, Ana.

Leandro Bittar

E aí a pergunta que eu filosofo com vocês, e isso tem sido mais recente, aqui o Rony até falando sobre alguns ciclistas que pararam esse ano, O que vocês acham de quando o ciclista anuncia o ano antes que vai parar?

Leandro Bittar

Eu tenho dúvidas se o cara já fala que vai parar e faz todo ano preparando para essa parada ou se ele simplesmente fala, parei, aqui para mim já deu e tal, não vou correr o ano que vem.

Leandro Bittar

Porque quando anuncia com tanta antecedência assim, tem uma vantagem muito grande que é não achar que parou porque não tinha mais alternativa.

Leandro Bittar

Você consegue curtir o seu último ano.

Leandro Bittar

Você elimina qualquer ansiedade em continuar, em se provar, ou você desfruta daquilo.

Leandro Bittar

Então, quando ela anunciou, eu me veio isso.

Leandro Bittar

Pô, legal.

Leandro Bittar

Ela vai desfrutar o último ano dela e é isso.

Leandro Bittar

Encerra a carreira e pronto.

Leandro Bittar

Antigamente, eu esperava até o final para contar.

Leandro Bittar

Não sei se eu tô viajando aqui, mas é uma mudança que é positiva nessa decisão, né?

Ana Lídia Borba

Nico, quer começar?

Nikolas Sessler

Eu acho que é legal.

Nikolas Sessler

Claro, e pode se permitir, porque muitas vão lembrar, e eu diria que isso é uma exclusividade para pouquíssimos que têm essa condição.

Nikolas Sessler

E é muito uma questão de planejamento de vida, de já ter cumprido os objetivos, a grande maioria acaba sendo meio que por imposição.

Nikolas Sessler

Do que eu conheço e convivo no esporte profissional.

Leandro Bittar

As portas estão fechando.

Nikolas Sessler

É, as portas estão fechando, o cara já não está mais disposto ou a menina já não está mais disposta a aceitar qualquer coisa e falar, meu, está na hora de um next step.

Nikolas Sessler

Ou, de repente, aparece uma outra oportunidade e acaba optando por ir por esse caminho, e são poucos, né?

Nikolas Sessler

Meu último ano e já era, são realmente só esses que podem se permitir o luxo, mas aqueles que podem, eu acho que é um caminho muito mais legal, porque você, como você falou, você curte muito mais o último ano, você acaba tendo mais tensão em falar, ó, aqui, então vou dar esse último gás e já era, né?

Ana Lídia Borba

E não só isso, eu acho que você consegue capitalizar em cima de uma visibilidade também.

Ana Lídia Borba

Então, vamos supor, a Lizzy Diner, último ano dela, a última prova que ela correu foi tipo o Tour de Londres, o Tour of London.

Ana Lídia Borba

Olha, é legal?

Ana Lídia Borba

Tipo, todo mundo vai querer ver ela correndo em casa pela última vez, uma prova do World Tour.

Ana Lídia Borba

A Grace Brown fez isso, ela lançou um ano antes, que era a última temporada dela, e tipo, cara...

Leandro Bittar

Então, ela ainda não me...

Ana Lídia Borba

Não acredito.

Ana Lídia Borba

Era a última temporada dela, tentaram armar a última vitória dela, ela morou antes da hora e perdeu a última vitória, mas assim...

Ana Lídia Borba

Então tem todo um contexto de coisas que você traz uma visibilidade, você traz um agradecimento da equipe, você traz um público diferente pra te acompanhar nas suas últimas provas, Então, para quem pode se dar essa ilusão, como é o caso dela que renovou um contrato para ter esse ano de despedida, eu acho que é genial.

Leandro Bittar

É, o Romain Bardet também, até o Dauphiné.

Ana Lídia Borba

É, muito mais legal do que um cara que vai se deixando acabar, como é o caso do Frumi, né?

Leandro Bittar

É a nossa capa do programa, porque eu vi uma entrevista dele, essa semana ele tava pedalando com o Alberto Contador, tava ali, mas a sensação, Nicolas, é que o Frumi tá se tornando uma pessoa até meio rancorosa, assim, meio...

Leandro Bittar

as falas dele, assim, elas...

Leandro Bittar

elas perderam muita credibilidade, na minha opinião.

Leandro Bittar

Eles falam que ainda vai correr um tour em bom nível, vai correr uma grande volta em bom nível.

Leandro Bittar

É melancólico o momento, porque tinha um momento que ele assinou cinco ou seis anos de contrato com a Israel por um baita de um valor, então estava mais do que claro que ele ia desfrutar dessa previdência que ele mesmo mereceu, vamos dizer assim.

Leandro Bittar

Mas do ano passado e nesse ano que passou agora, onde ele foi correr as provas mais exóticas do calendário da Israel, incluindo lá o Tour de Ruanda, ele ficou fora dos grandes eventos possíveis.

Leandro Bittar

Ele pegou um calendário bem alternativo e não tende a ser muito diferente para o ano que vem.

Leandro Bittar

É esquisito, né?

Nikolas Sessler

Bom, vocês querem saber a verdade?

Nikolas Sessler

Quem o único que tá melancólico e chora cada dia é quem paga o salário dele.

Leandro Bittar

É o Steve Adams, né?

Nikolas Sessler

Ah, amigo, puta, vai ser meu último ano e tal.

Nikolas Sessler

E, ah, tá acabando o crédito dele?

Nikolas Sessler

Também, é que é os 9h.

Nikolas Sessler

Porque tá entrando dinheiro na conta dele, pode acabar qualquer reputação, ele tá lá pra não fazer nada, pra fazer colendário alternativo, não sei, e não tem que trabalhar mais a família em 3 ou 4 gerações, né?

Nikolas Sessler

E o que aconteceu de verdade, os anos, obviamente, quando ele não rendia e o Silvanado não se deu conta de que Ele tinha uma bela de uma bucha na mão, né?

Nikolas Sessler

E até a Israel, se você olhar, foi quando a Israel perdeu a licença do Volture, lá no termo de classificação, eles precisaram acordar e falar, gente, a gente tá cheio de dinossauro aqui na equipe, que não anda nada, cobrando um salário.

Nikolas Sessler

Porque a Israel é uma das equipes que mais gasta no Volture, né?

Nikolas Sessler

Eles tem um banco de 25, 28 milhões de euros.

Nikolas Sessler

E agora é Proconde, né?

Nikolas Sessler

Que a gente considera como...

Nikolas Sessler

Voltará a ser outro.

Leandro Bittar

E o melhor que a gente pode.

Nikolas Sessler

Fazer com ela é ter que tomar esse banho de água fria, né?

Nikolas Sessler

Esse soco na cara.

Nikolas Sessler

E foi proposto, então eles tentaram chegar a um acordo com o Frumo, de falar, olha, a gente te paga a Upfront um mês e você aposenta já.

Nikolas Sessler

Então, vamos falar, você tem o contrato ainda por outros três anos, mas se você quiser separar agora, a gente te dá, sei lá, do que você ainda tem a receber, 60% agora já, pum, e você deixa.

Nikolas Sessler

E ele não quis.

Nikolas Sessler

Ele falou, não, eu quero cobrar full.

Nikolas Sessler

Então, você vai cobrar full, você vai correr full até o final.

Nikolas Sessler

Só que, claro, ele acabou perdendo todo o respeito até dentro da equipe.

Nikolas Sessler

Diretores, auxiliares, ninguém.

Nikolas Sessler

Cara, é o flume, mas...

Leandro Bittar

Não sei se ele fez as melhores escolhas, não, mas também...

Nikolas Sessler

Você pode até falar, olha, dinheiro não é tudo na vida, eu não faria isso, mas vai falar para o cara que está entrando 5 milhões de euros por ano para não fazer nada.

Leandro Bittar

Tudo bem, mas o discurso, Nicolas, de que vai voltar, de que ele tem potencial para isso, de que ele consegue andar de novo, faz mal para ele assim, não sei, mas eu acho que ele perdeu esse bonde, eu não sei se ele, tudo bem, ele gastou muito dinheiro com o advogado lá para se livrar do drama do Saúl Tamol e depois para tomar o título do Cobo, mas deveria, deveria Não sei quanto que esse dinheiro vai fazer de falta para ele não.

Leandro Bittar

O Rony aqui lembrando que o Valverde falou em aposentadoria em 2020 só parou em 2022.

Leandro Bittar

Valverde falou em aposentar e continuou muitos muitos anos e foi se arrependendo de cada vez que ele falou.

Leandro Bittar

E foi forte o papo de que ele voltaria, de que ele, na tristeza total da Movistar, se ele não correria a volta à Múrcia, o que ele podia fazer para ajudar, mas não rolou.

Ana Lídia Borba

E a Adriana está colocando aqui bastante coisa interessante do ciclocross, para quem está acompanhando a temporada, só para a gente não perder a linha de raciocínio da Adriana Corrêa, que está participando com a gente.

Ana Lídia Borba

Ela colocou algumas vitórias aqui, Mas o destaque para o resumo do que ela colocou, na verdade, eu queria puxar para a Ceylin Alvarado, que é da OPC Phoenix.

Ana Lídia Borba

E a Ceylin é uma atleta que corre estrada também, mas a gente vê ela muito pouco na estrada, parece bem pouco, mas ela é muito, muito forte no ciclocross e a temporada dela passada foi...

Ana Lídia Borba

Mais ou menos.

Ana Lídia Borba

Só que nessa temporada ela tá voando e obviamente vamos lembrar que não estão as principais ainda fazendo todas as provas, né?

Ana Lídia Borba

A Femme Van Empel apareceu lá no Europeu, ganhou o Europeu e ficou guardadinha de novo.

Ana Lídia Borba

Mais das quatro etapas da Super Prestige, a Céline já ganhou três.

Ana Lídia Borba

Já tá com seis vitórias na temporada, foi vice-campeã europeia ali atrás só da Femme Van Empel.

Ana Lídia Borba

E tá batendo com alguma regularidade a Lucinda Brand e a Sara Cossasola, que é a italiana, que anda muito bem também.

Ana Lídia Borba

E foi o que aconteceu esse final de semana duas vezes também, né?

Ana Lídia Borba

Na Super Prestige ontem e na Flandre in Cross hoje.

Ana Lídia Borba

Então, Selim é o nome pra gente ver aí junto com Femme Van Empel.

Ana Lídia Borba

A gente ainda não viu Puck Peterson nessa temporada de ciclocross.

Ana Lídia Borba

Vamos ver se ela vai aparecer pro campeonato mundial.

Ana Lídia Borba

Lucinda tá lá marcando presença, Sarah Cassasola marcando presença, Zoe Backstead correu hoje também, foi top 10 ali, top 7 colocada.

Ana Lídia Borba

Então tá interessante a temporada.

Ana Lídia Borba

E no masculino também, esses outros nomes satélites achando seu espaço quando Van Arty não aparece, Vanderpool não aparece, Peacock não aparece.

Ana Lídia Borba

Então a gente vai ganhando uns nomezinhos ali pra acompanhar quando chegar a hora da verdade, que é o campeonato mundial, né.

Nikolas Sessler

E essa semana é Natal Ano Novo, que é o ápice da temporada.

Ana Lídia Borba

É tipo a rodada do NBA.

Ana Lídia Borba

Natal Ano Novo é high season.

Leandro Bittar

Exatamente, e Alvarado fazendo o que tem que fazer, que é aproveitar esse momento e já chegar em bom nível.

Leandro Bittar

O Pete Cook falou que não deve correr mountain bike o ano que vem, o Filipe Gana falou que talvez não corra pista o ano que vem, mas o Pete Cook ainda deixou aberta a possibilidade de ele correr alguma coisa de ciclocross, mas como vocês falaram, só a partir de dezembro também.

Leandro Bittar

que a gente deve ver o PID correndo alguma dessas provas aí do calendário.

Leandro Bittar

Eu tenho a sensação, Ana, que o ano passado foi muito cruel para o ciclocross, o domínio do Vanderpool, porque ficou meio assim, tipo...

Leandro Bittar

Cara, vamos entrar nessa de novo?

Leandro Bittar

Não vamos entrar nessa de novo?

Leandro Bittar

Qual é o tamanho dessa encrenca?

Leandro Bittar

E eu não sei o apetite do Vanderpool para esse ano, mas o fato é que até pela recuperação do Van Aert e tudo mais, da lesão da Vuelta, todo mundo está meio guardando um pouco mais para essa temporada de ciclocross.

Leandro Bittar

Ainda o mesmo burburinho do ano passado, por exemplo, de expectativa para essa fase, principalmente em dezembro, que a coisa embala de vez.

Ana Lídia Borba

É, e eu acho que faz sentido, né, a gente pensar que o Vanderpool vai voltar pro ciclocross, principalmente porque ele vai focar em mountain bike ano que vem, né, já falou do campeonato mundial e tudo mais.

Ana Lídia Borba

Então, assim, cabe mais, se ele não vai ter voltas, se ele não vai ter um volume tão grande de estrada, cabe mais uma temporada técnica agora no começo da temporada.

Ana Lídia Borba

E ele dominou com muita facilidade, ano passado, o circuito mundial.

Ana Lídia Borba

Então, assim, espera ser a mesma coisa.

Ana Lídia Borba

Agora, no feminino, ano passado, foi basicamente Femi e Puc, o tempo todo.

Ana Lídia Borba

Lucinda ali em terceiro, o Ceylin, Sarah ali em quarto, quinto, sexto, tentando pegar uma virada de pódio aqui e ali.

Ana Lídia Borba

E o domínio dessas duas, tecnicamente, é muito grande.

Ana Lídia Borba

Então, se elas realmente aparecerem, é o que aconteceu.

Ana Lídia Borba

Femi e Vanellope apareciam no europeu, pá, ganhou.

Ana Lídia Borba

E aí, tira mais uns dias, né?

Ana Lídia Borba

Mas, enquanto isso, a gente tá vendo boas disputas, assim.

Ana Lídia Borba

E, inclusive, a Superprestige desse ano foi muito diferente do ano passado, assim.

Ana Lídia Borba

O ano passado era chuva, barro até a orelha de todo mundo.

Ana Lídia Borba

Dessa vez, graminha, tudo bonitinho, assim.

Ana Lídia Borba

E é muito...

Ana Lídia Borba

Eu, particularmente, adoro ver ciclocross, essa parte técnica, né?

Ana Lídia Borba

Como que os atletas se viram numa situação que eu falo, nossa, eu só ia descer da bicicleta e empurrar, e é isso mesmo.

Ana Lídia Borba

E aí a gente vê essa diferença de pista técnica, aí é mais uma aula pra gente pegar, então quem tiver oportunidade de assistir umas provinhas de ciclocross, vale a pena, recomendo fortemente.

Nikolas Sessler

E uma coisa, um outro comentário, as provas sem a presença dos galácticos são muito mais legais de assistir, porque são muito disputadas, segundo a segundo, curva a curva, e termina ali, você pega, por exemplo, no masculino hoje, né, o top 5 numa diferença de 12 segundos, então é um tututututututu Cada detalhe faz a diferença e você fica até o último segundo, são curtinhas, e sem saber quem vai ganhar.

Nikolas Sessler

Quando, pelo menos no ano passado, quando os Galáticos entravam em campo, acabava deixando a prova um pouco mais chata de assistir, até porque eles jogavam, né, quando você tinha um Vanderpool e tava ganhando tão fácil.

Ana Lídia Borba

E é muito uma luz que não é na potência, né?

Ana Lídia Borba

É engraçado, o cara é da estrada, mas ele tem uma base tão forte dentro do ciclocross que a habilidade dele técnica nos obstáculos é muito gritante.

Ana Lídia Borba

Então, quando você tá vendo esses, por exemplo, esses cinco que estão disputando agora, disputando uma prova, aí um vai passar no obstáculo pulando, fazendo bunnyhop, o outro carrega a bicicleta, o outro pula um e carrega outro.

Ana Lídia Borba

Tipo, no mesmo grupo, tem três coisas diferentes acontecendo.

Ana Lídia Borba

O Vanderpool vai lá, faz bunnyhop em todos, se brincar ele sobe a escada fazendo bunnyhop, vai de costas.

Ana Lídia Borba

Assim, é uma coisa tão tecnicamente bizarra que você nem tá vendo o tanto que os outros tão apanhando, né?

Ana Lídia Borba

Fica parecendo um profissional no meio de um monte de amador, assim.

Ana Lídia Borba

Mas quando tem estilos diferentes ali, todo mundo no mesmo bolo, é muito legal de ver, realmente.

Leandro Bittar

Sem dúvida.

Leandro Bittar

O Ana, mudando de assunto aqui um pouquinho, mas eu acho que o ciclocross é uma coisa que a gente vai falar muito nas próximas semanas também, vai acompanhar aqui a evolução da temporada.

Leandro Bittar

Um passarinho me contou que você vai estar em São Carlos nos próximos dias aí, não sei a data exata, acompanhando o final do Sou Jovem.

Leandro Bittar

com a formação dos novos talentos da equipe que vai para disputar a temporada na Bélgica.

Leandro Bittar

Cinco jovens cinco meninos cinco meninas e esse final de semana a gente teve os jogos da juventude lá em João Pessoa e eu participei da transmissão no canal Olimpo.

Leandro Bittar

Eu fui comentarista da transmissão junto com o PH Dragani que foi o narrador de fato.

Leandro Bittar

Agora tem uma molecada promissora viu Ana, eu vi alguns lá que estarão em São Carlos e a Kawane que é a pernambucana que ganhou as três medalhas de ouro na prova de velocidade, de pontos e também na da de estrada é uma das meninas que está prevista estar lá em São Carlos.

Leandro Bittar

Não vou falar que vai estar porque é e que é uma grande promessa.

Leandro Bittar

Acho que acho que tem uma molecada muito interessante aí nesse projeto.

Leandro Bittar

Alguns já mais maduros porque o Jogos da Juventude pegava até 17 anos.

Leandro Bittar

O Jovem vai pegar um pouquinho mais.

Ana Lídia Borba

E 25 no masculino 23.

Leandro Bittar

Então, assim, é bem legal e muita gente já postando na internet que vai estar lá na seletiva final e tal, e espero que você conte pra gente depois os detalhes desse trabalho final aí de seleção, porque...

Leandro Bittar

Eu fiquei impressionado com a garotada, Nicolas.

Leandro Bittar

É claro que os jogos juntam os melhores de cada estado, passam pelas seletivas estaduais e tal, e tem ainda uma discrepância grande, tanto de adaptação, de maturidade como ciclista, de equipamento, até de vestuário, do uniforme.

Leandro Bittar

é mas por motivos que que não sei até assim sabe gente com um adjacei que não era de ciclismo sabe assim não era uma camisa justinha e aerodinâmica vamos é de uma simplicidade, vários ciclistas com ferradura, os que ganharam inclusive, não estava todo mundo de freio a disco, maquinado, não pode rodas de carbono, tem uma série de coisas assim que eu acho legal pra caramba porque iguala, mas ao mesmo tempo todos eles já com uma Uma noção tática, uma noção de um esforço, a ponta do pelotão, muito maneiro a prova e uma sensação promissora assim, sabe, de que o trabalho pode gerar frutos.

Leandro Bittar

Lembrei que o ano passado o Catraquinha tava nesses jogos, então esse ano o cara tá aí num outro nível já assim, sabe.

Leandro Bittar

Então fiquei feliz de participar disso de alguma forma também.

Ana Lídia Borba

Uma coisa muito legal dos Jogos da Juventude é que, além das competições esportivas, também tem uma parte de testes muito forte lá, né?

Ana Lídia Borba

Desde...

Ana Lídia Borba

Jogos da Juventude é uma coisa que existe há mais de 30 anos, tá, pessoal?

Ana Lídia Borba

Então, desde a época que eu competi em natação lá, na década de 90, já existia.

Ana Lídia Borba

E aí, durante as competições, você era chamado para uma série de testes.

Ana Lídia Borba

Então, teste de potência máxima, teste de mil coisas.

Ana Lídia Borba

E isso é muito legal do ponto de vista de detecção de talentos.

Ana Lídia Borba

E, por exemplo, coisas que eles começaram a incorporar dentro dos Jogos da Juventude, que eu achei genial, por exemplo, é tecnologia e medição de performance, né?

Ana Lídia Borba

Então, uma das provas que aconteceu no ciclismo desses Jogos da Juventude foi a prova de potência máxima que foi numa Wattbike.

Ana Lídia Borba

E quem ganhou no feminino, por exemplo, foi uma guria de Roraima.

Ana Lídia Borba

Então, aí você vê, às vezes...

Ana Lídia Borba

Cara, quando que a gente ia achar uma guria dessas?

Ana Lídia Borba

Quando que ela ia ter uma oportunidade de fazer uma prova de estrada, ter uma equipe trabalhando para ela e, de repente, ela ter uma oportunidade de despejar aquele monte de watts que ela despejou ali?

Ana Lídia Borba

Agora, a partir do momento que você sabe que tem essa atleta lá, bom, então vamos tentar encaixar ela num projeto, vamos tentar encaixar ela numa equipe.

Ana Lídia Borba

E esse projeto da Soul é muito interessante nesse sentido, né?

Ana Lídia Borba

Foram mais de 300 inscrições, foram afunilando, afunilando, agora estão indo para esse training camp em São Carlos, 20 meninos e 20 meninas.

Ana Lídia Borba

E desses 20 e 20, saem 5 e 5 para esse projeto na Bélgica.

Ana Lídia Borba

A ideia é que seja um projeto mais de longo prazo.

Ana Lídia Borba

O Ronipec está perguntando aqui se é um ano na Bélgica.

Ana Lídia Borba

É um projeto para ser mais extenso, mas começa com uma primeira temporada.

Ana Lídia Borba

e competindo e treinando juntos e morando juntos lá.

Ana Lídia Borba

Então tem...

Ana Lídia Borba

A parte de preparação não vai ser só uma preparação e uma medição de performance esportiva nesse training camp, mas vai ter muita avaliação de maturidade, de posicionamento.

Ana Lídia Borba

Eu vou estar lá, inclusive, dando uma palestra de marketing esportivo para esses atletas, de posicionamento.

Ana Lídia Borba

Então, acho que tem uma visão global do papel do atleta ali, que é muito interessante e que eu estou bem curiosa para ver esse projeto se desenvolvendo e ajudar no que eu puder.

Leandro Bittar

A gente lembra um pouquinho aqui, né, Nicolas, de outros projetos como esse, o próprio projeto da Jack.

Leandro Bittar

Wings, né?

Leandro Bittar

Right for Wings?

Leandro Bittar

Como é que chamava?

Nikolas Sessler

Under My Wings.

Leandro Bittar

Under My Wings.

Leandro Bittar

que provocou uma baita...

Leandro Bittar

Imaginando, assim, desses 40, 10 vão ser encaminhados, mas os outros 30 vão ter uma experiência que vai ser marcante também, que vão sair de lá melhores e mais motivados, assim como os ciclistas que vieram de várias federações para o Jogos da Juventude.

Leandro Bittar

A gente lembra que o Pará foi a delegação que mais venceu, foram quatro ouros para eles.

Leandro Bittar

duas no Potência, uma por pontos e uma na estrada com o mesmo garoto, o Eric, que também chama muita atenção o desempenho dele, mas essa descentralização abre porta, quando você dá espaço para garotos do Pará, do Roraima, do Pernambuco também.

Nikolas Sessler

É o que você falou, a gente esquece e fica muito centrado no sul-sudeste, como muito centro do país, mas tudo é Brasil.

Nikolas Sessler

Isso que é a cultura do nosso país.

Nikolas Sessler

E isso é o que a gente esquece.

Nikolas Sessler

Claro, condições socioeconômicas, estrutura viária, cultura do esporte.

Nikolas Sessler

Essa é a verdade, com todo o respeito.

Nikolas Sessler

Mas se olhar a realidade do estado de São Paulo, Rio, é outra realidade.

Nikolas Sessler

Do Pará, parece um país.

Nikolas Sessler

Então mais também vai levando.

Leandro Bittar

Isso é positivo no fim das contas você dá essa oportunidade inclusive existe incentivo federal governamental bolsas para esses garotos a partir do momento que eles conseguem resultado em eventos como esses.

Leandro Bittar

Mas enfim legal fica aqui o registro.

Ana Lídia Borba

Dos Jogos de Juventude.

Ana Lídia Borba

Os Jogos de Juventude substituem os Jebs e não são duas coisas separadas.

Ana Lídia Borba

Os Jogos de Juventude são a organização do Comitê Olímpico Brasileiro do COBE e os Jebs são do Ministério do Esporte e Desenvolvimento Social então são Estruturas, assim como tem o jubis também, que são jogos universitários, né?

Ana Lídia Borba

Então, são três estruturas diferentes.

Ana Lídia Borba

Uma é exclusivamente esportivo.

Ana Lídia Borba

Então, se a gente pensar do ponto de vista competitivo, o que tá mais voltado pra isso, pra detecção de talento, detecção de performance, medição de performance, são jogos da juventude.

Ana Lídia Borba

E aí a gente tem o jebs e o jubis, que são dentro do desporto escolar, que é uma outra linha.

Leandro Bittar

Poderia dizer que seriam mais lúdicos um pouco enquanto o...

Ana Lídia Borba

Não mais lúdicos, porque no Brasil, se a gente pegar os Estados Unidos, os Jebs e os Jups seriam NCAA, eventualmente, os campeonatos de high school.

Ana Lídia Borba

É que no Brasil o desenvolvimento esportivo se dá muito mais pelas vias de clubes do que pela linha escolar.

Ana Lídia Borba

Então é pelo modelo brasileiro acaba que o desenvolvimento esportivo vai nessa linha do comitê olímpico e do comitê brasileiro de clubes, enfim.

Ana Lídia Borba

Mas não é necessariamente lúdico, é só porque a gente no Brasil não tem tantas escolas e universidades que realmente tem uma base, um programa esportivo, de desenvolvimento esportivo tão forte como a gente vê lá fora.

Leandro Bittar

Bacana.

Leandro Bittar

Bem legal aqui as explicações da Ana, que eu realmente não sabia diferenciar.

Leandro Bittar

Em algum momento eu achei que fosse uma...

Leandro Bittar

uma remodelagem do projeto com o Jogos da Juventude.

Leandro Bittar

Agora já aqui no nosso final de programa Nicolás Sessler conta uma fofoca para a gente antes de se despedir.

Leandro Bittar

Tem um certo colombiano aí que a gente convive com ele aí já há muitos anos.

Leandro Bittar

Ele está fazendo a pré temporada dele de Willian ou ele já está usando a bicicleta chinesa.

Nikolas Sessler

Está de Peixalais então onde eu sei.

Leandro Bittar

Não é possível.

Nikolas Sessler

Quando é que sai essa notícia?

Nikolas Sessler

recebem as bikes agora no training camp que eles fazem em dezembro no caso que a gente tá falando da Astana que troca de provedor de bicicleta e pra traduzir quem não pegou a fofoca do Leandro eles trocam de bicicleta agora de provedor tem uma marca chinesa que entra, até como patrocinador da equipe e tudo e eles têm agora um training camp no mês que vem, início de dezembro em Calpe, em Alteia e aí eles fazem toda...

Nikolas Sessler

recebem o material novo, fazem toda a troca e o restante e por enquanto, falando especificamente do Evita, ele continua com a Specialized da Red Bull e treinando, né?

Nikolas Sessler

Acho que até fica nisso.

Nikolas Sessler

Tem eventos públicos ali na Colômbia.

Nikolas Sessler

Teve o Giro de Rigo.

Nikolas Sessler

Esse final de semana rolou um evento lá do Cycler CC do Egan Bernal.

Nikolas Sessler

Até que o Egan anunciou, outra notícia hoje, que ele vai participar do Giro de Itália com o objetivo da temporada do ano que vem.

Nikolas Sessler

E todos esses eventos realmente são muito mediáticos e no contrato, né, tecnicamente por mais que saiba-se que ele vai trocar de equipe, né, que um atleta vai trocar de equipe, ele até dia 32 de dezembro é supostamente obrigado a usar o material e o kit da equipe é de jeito contrário.

Leandro Bittar

É de bom tom.

Leandro Bittar

Muitas vezes acaba que o atleta já usa a bicicleta do ano seguinte.

Leandro Bittar

A gente já viu o próprio Uran quando ele começou a...

Leandro Bittar

Foi quando ele saiu, quando ele chegou para Quickstep de Specialized também.

Leandro Bittar

Ele já rodava lá na Colômbia com a bike já nova.

Leandro Bittar

Mas teve uma polêmica, né?

Nikolas Sessler

Toda polêmica, de uma vez, quando ele saiu, terminou, ele terminava o contrato com a EF E a EF recebeu a bike dele de volta, ele tirou a bike E ele já tava com a Specialized E num desses eventos, no Giro do Regal, ele tava com a Specialized, foi filmado Com o uniforme de EF, mas com a Specialized, e aí gerou toda uma polêmica, uma discussão Eu lembro disso Na mesma semana, eu lembro que o Lawson Crowder também teve algo similar Porque ele também trocava de equipe, aí filmaram, não lembro se ele ia pra Órica E aí filmaram ele de Giant e ele tava...

Nikolas Sessler

Enfim, acaba acontecendo, né?

Nikolas Sessler

Mas acho que até em função disso hoje com redes sociais, as equipes estão mais cuidadosas.

Leandro Bittar

É mesmo, mais cuidadosas, é.

Ana Lídia Borba

O Rogan já aconteceu isso quando ele saiu da Visma também?

Nikolas Sessler

É, ele já tava de Specialized, mas ainda não...

Nikolas Sessler

Supostamente não poderia, né?

Nikolas Sessler

Mas existe um acordo de cavalheiros entre as equipes de falar, olha, pode começar a usar, a gente não vai...

Nikolas Sessler

é tal mas obviamente não publica e tenta não ser visto blá blá blá blá blá porque por exemplo os training camp de dezembro se você for aqui pertinho de Valência é na Espanha você vê aquela salada de fruta de de gente, metade da equipe de Astana, metade de uns dois, três de Red Bull, o resto de cada um com uma roupa e todo mundo na mesma bike, até estranho de ver isso.

Leandro Bittar

É, e aí fazem as fotos com a roupa nova, mas não pode aparecer.

Nikolas Sessler

Tem que guardar até o...

Nikolas Sessler

Dezembro, todo...

Nikolas Sessler

Primeiro de dezembro, desculpa, primeiro de janeiro, pum.

Nikolas Sessler

Enfim, é uma questão, né?

Nikolas Sessler

Talvez os contratos, não sei o que, devessem ir até 31 de outubro.

Nikolas Sessler

e não 31 de dezembro, porque aí você já faz essa mudança no momento, devia ser de 1º de novembro a 31 de outubro.

Leandro Bittar

Ih, rapaz, isso é pauta aqui no Brasil, em escala 6 por 1, se coloca o contrato terminado em outubro, vai parar de pagar em outubro, não vai ser o salário anual dividido por 10, então melhor não mexer nisso.

Leandro Bittar

Fica essa salada aí acompanhando o ciclista até o final da temporada.

Leandro Bittar

De fato, cada vez mais com as redes sociais e com esses eventos de final de ano, a coisa fica um pouco mais complicada, apesar de que todo mundo já consente que ele vai usar alguma coisa do equipamento novo para se adaptar, mas de alguma forma faz sentido o cuidado do Sérgio Guita, que agora vai competir com o bike chinesa, vamos ver o que vai dar.

Leandro Bittar

Eu tenho muita dúvida do relacionamento dos casacos com os chineses nessa equipe, Nicolas.

Leandro Bittar

O meu maior dúvida sobre o futuro do projeto é como se lida.

Leandro Bittar

A gente lembra muito de quando o Bjarn Ries vendeu para o Oleg Tinkoff a CSC e continuou lá como dono, continuou lá como diretor, até a hora que ele percebeu que ele não mandava mais no negócio.

Leandro Bittar

Então assim, não sei como é que foram as bases da negociação dos chineses com a Astana, com o Vino Kurovi ali como diretor, ele continua teoricamente como diretor, mas enfim, vamos ver...

Leandro Bittar

Vamos ver.

Ana Lídia Borba

Se perde também, né?

Ana Lídia Borba

Qual o efeito dessa visibilidade da XLAB World Tour aí, vamos ver se isso traciona também, ou se...

Ana Lídia Borba

Isso é uma grande dúvida também, quando que consegue de fato converter com essa presença no outro, principalmente por ser uma equipe B, né?

Ana Lídia Borba

Então, assim, vai ser um movimento interessante de mercado também.

Leandro Bittar

Então, se eles conseguissem algo parecido com o que a Decathlon conseguiu, né?

Ana Lídia Borba

A Decathlon ainda conseguiu uma coisa fantástica, que é trazer uma bicicleta para o mercado com uma relação custo-benefício muito, muito boa.

Ana Lídia Borba

Então, hoje, no Brasil, você consegue comprar uma Van Rijssel com grupo Útegra por R$38,900.

Ana Lídia Borba

que é, bom, perto da grande maioria das marcas presentes no Brasil, assim, então...

Leandro Bittar

Mas eu espero que os chineses...

Ana Lídia Borba

No Brasil é muito alto, né, mas relativamente é uma...

Ana Lídia Borba

pelos componentes que traz e tudo mais, é bem interessante.

Leandro Bittar

E de uma forma ou de outra também é bom, é um dinheiro que muita gente já sonhou no World Tour, que era o mercado chinês, é o dinheiro do chinês de fato entrando.

Leandro Bittar

A Movistar fez uma época, uma parceria com o fornecimento de material esportivo, não de bike, mas com a empresa chinesa, tinha uma expectativa enorme de que ia ser super bem sucedido, não foi tanto assim.

Leandro Bittar

E agora ele chegando com a bicicleta com a equipe Astana, inclusive vai ser o primeiro nome da equipe, os chineses, Astana vai ser o nome complementar.

Leandro Bittar

Eu ainda não guardei, como é que vai ser?

Leandro Bittar

XLAB, né?

Leandro Bittar

Que chama?

Leandro Bittar

Beleza.

Leandro Bittar

Muita gente aqui perguntando, Nicolas, sobre o Allan Hadler na Jayco.

Leandro Bittar

Você falou aqui semana passada que gostou da ideia, da experiência dele.

Leandro Bittar

Ele já é um cara não tão jovem, mas já mais maduro, acho que 29 anos para ele.

Leandro Bittar

É uma experiência rica, sem dúvida é um bom negócio para ele e para a equipe.

Leandro Bittar

Ele vai fazer parte da temporada de MTB também, não é uma coisa de largar o MTB, ele é o atual campeão da modalidade e acaba sendo...

Leandro Bittar

A gente brincou da outra vez, agora que estou lembrando, a gente ficou cornetando porque a Jacob queria o Blumenfeld e acabou levando o Alan Hartley.

Leandro Bittar

Mas é uma chegada importante, preenche um espaço no pelotão.

Leandro Bittar

Não é sempre que o cara que vem no mountain bike se dá bem.

Leandro Bittar

A gente viu recentemente o Milan Varder, o próprio Koretsky, que passaram e não marcaram.

Leandro Bittar

São dignos, são caras que estão correndo no Tour mais do que nada.

Leandro Bittar

Mas o Hatter vai buscar o espaço dele também.

Nikolas Sessler

Vamos ver, eu achei legal.

Nikolas Sessler

Eu acho que é uma...

Nikolas Sessler

É o momento que ele tem na carreira para fazer isso.

Nikolas Sessler

Uma vez que ele consolidou teve um ano muito bom.

Nikolas Sessler

Vamos ver.

Leandro Bittar

Muito bem.

Leandro Bittar

Senhoras e senhores, um grande prazer estar aqui com vocês mais uma semana.

Leandro Bittar

A gente se encontra no próximo domingo, como sempre aqui, trazendo as principais notícias, algumas filosofadas e certas fofocas cornetáveis do mundo da bicicleta.

Leandro Bittar

Ana Lídia, muito obrigado, um prazer.

Leandro Bittar

Obrigado por ter vindo aí do Uruguai.

Leandro Bittar

Não vi a taça de vinho que você prometeu, mas pelo menos...

Ana Lídia Borba

Tô entrando agora.

Leandro Bittar

Ah, beleza.

Leandro Bittar

Então marca a gente nos stories, então.

Nikolas Sessler

Brincadeira.

Leandro Bittar

Valeu, bom descanso.

Leandro Bittar

Obrigado mais uma vez pelo prestígio estar aqui com a gente.

Leandro Bittar

Nicholas, um abraço, cara.

Leandro Bittar

Bom descanso você também.

Leandro Bittar

Obrigado.

Nikolas Sessler

Valeu.

Leandro Bittar

Galera, um grande abraço pra vocês todos que estão aqui com a gente.

Leandro Bittar

Bruno Veiga, tem muita gente aqui.

Leandro Bittar

Peraí que eu vou falar aqui alguns nomes pra gente se despedir.

Leandro Bittar

O Prieto, que chegou e já vai sair.

Leandro Bittar

Muito obrigado, Prieto.

Leandro Bittar

A própria Adriana, que ajudou muito a gente.

Leandro Bittar

O Rony, que tá sempre conosco.

Leandro Bittar

Enfim, não deixem de comentar.

Leandro Bittar

O Marlon também.

Leandro Bittar

Não deixem de comentar aqui os posts assim que vocês virem esse podcast, interagem com a gente, mandem perguntas e digam se o Chris Froome deveria Se você estivesse no lugar do Chris Froome, a sua dignidade é os 5 milhões de euros.

Leandro Bittar

Um abraço, pessoal.