Speaker A

Gregários e gregários, nós aqui de novo, na companhia de uma pessoa que em várias coisas a gente tem em comum, mas uma delas é ter uma pessoa que a gente admira muito, que é o Hunter Allen, que durante muito tempo foi uma única referência sobre literatura de treino com potência.

Speaker A

O Igor Laguinz tem uma empresa em São Paulo que presta serviço de treinos coletivos e individuais.

Speaker A

E eu tenho como referência que é uma das pessoas que eu há muito tempo tenho respeito de não só saber o que é potência, mas saber como usar e prescrever para os seus atletas barra clientes.

Speaker A

E a gente está aqui hoje para falar de outra novidade que é a inteligência artificial.

Speaker A

Assim, ninguém pode falar que isso não impacta a sua vida.

Speaker A

Quem vende bala no sinal vai ter que usar inteligência artificial para ver que horas tem mais trânsito e quantas balas coloca em cada espelho de carro.

Speaker A

Então a gente vai falar aqui que tem já há algum tempo alguns aplicativos que oferecem a opção de treinamento por inteligência artificial A gente não vai trazer todas as respostas, até porque um assunto desse tipo daqui a dois dias o que a gente tá falando aqui tá velho Mas o Igor eu convidei pra falar desse programa de alguém que é curioso, se mantém atualizado e é o negócio que ele vive da oferta de serviço que ele presta.

Speaker A

Igor, obrigado por aceitar o convite dessa, entre aspas, roubada e da gente conversar sobre as suas opiniões para ter essa conversa, com a observação de que não tem uma solução ou uma recomendação de uma coisa que está começando a começar.

Speaker B

Obrigado, Álvaro.

Speaker B

Sempre muito legal ser convidado por vocês, poder agregar mais aos ouvintes do podcast.

Speaker B

Tem sido sempre muito rico, sempre um conteúdo muito legal e acho que a ideia do podcast é poder trazer realmente o nosso ponto de vista e fazer com que as pessoas que estão escutando concluam aquilo que elas também querem, porque a gente fala uma coisa, a pessoa absorve e tem a conclusão dela.

Speaker B

E esse tema escolhido a dedo por vocês, realmente, ele é polêmico não só no nosso meio, mas no mundo inteiro.

Speaker B

E eu, quando você me convidou e jogou assim, vamos falar sobre inteligência artificial.

Speaker B

Puts, preciso ir mais atrás, porque eu tenho alunos que trabalham com inteligência artificial, posso até citar alguns exemplos aqui de algumas coisas que eles fazem.

Speaker B

que pra mim era muito novidade, era uma coisa surreal, assim, você fala, isso aí é coisa de filme.

Speaker B

E não, é uma coisa super, super atual.

Speaker B

E eu comecei a ir atrás, na verdade, voltando um pouquinho na linha do tempo, em maio.

Speaker B

Eu fui para Boulder fazer um curso do TrainingPeaks para me atualizar e no treinamento eu mesmo passei essa pergunta para eles.

Speaker B

E a inteligência artificial, como que vocês estão lidando com isso?

Speaker B

E eles falaram que realmente é uma ferramenta que vem e a gente vai ter que usar para o nosso bem.

Speaker B

Quem brigar com a ferramenta realmente vai andar para trás.

Speaker A

E vamos aqui dar um contexto.

Speaker A

O ato de prescrever treinos é o ato de criar planilhas.

Speaker A

E aí você pode fazer isso de uma forma individual, você pode fazer de uma forma coletiva, onde você assume uma lógica e compartilha para um grupo.

Speaker A

E óbvio que isso tem preços diferentes.

Speaker A

Então, teoricamente, e você com experiência, você tem um catálogo de treinos que você usa esse repertório para colocar uma sequência dos objetivos a serem alcançados.

Speaker A

Então, falando sobre esse aspecto, de uma forma muito simples, tecnologicamente não é muito difícil da inteligência artificial fazer esse trabalho de uma forma genérica.

Speaker A

que é ter uma biblioteca de treinos e combinar essa biblioteca de treinos em função da situação atual de um atleta e de um objetivo de indicadores de CTL, ATL, TSS e até VO2 que um atleta quer alcançar.

Speaker B

Sim, na teoria é fácil.

Speaker B

Ontem eu consegui fazer 10 minutos a 300 watts, então semana que vem eu vou fazer 10 minutos a 310 watts e assim ele vai aumentando.

Speaker B

Consegui, ele evolui.

Speaker B

Não consegui, ele mantém ou coloca um outro treino paralelo para melhorar minha eficiência.

Speaker B

E exatamente acho que é aí que a gente começa a evoluir com a tecnologia, mas a partir do momento que a gente começa a evoluir nesse sentido dele, entre aspas, adivinhar o treino que eu tenho que fazer, porque a gente tem que lembrar que ele não sabe qual que é o meu objetivo.

Speaker B

Ele não sabe o que eu tô indo fazer, o Gran Fundo Nova York e Conservatório.

Speaker B

Ele não sabe quantos watts eu tenho que pôr, porque ele não sabe como é que vai ser a dinâmica do dia da prova.

Speaker B

Se eu vou andar de roda, se eu vou puxar o pelotão, se eu vou ter um furo no pneu, qual que vai ser a dinâmica daquele dia.

Speaker B

Então, o meu treinamento, ele se baseia num objetivo final, que eu não entendo, eu não acredito que uma inteligência artificial vai conseguir desenhar extremamente aquilo.

Speaker B

E nesse caminho todo pra chegar no objetivo, eu tenho vários valores, como você comentou, mas eu também tenho a minha qualidade de sono, eu tenho o estresse do meu trabalho, eu tenho o estresse da família, e isso ele não consegue avaliar.

Speaker B

Então, se ele colocou que amanhã eu tenho que fazer um treino super difícil, E hoje eu fui demitido do meu trabalho.

Speaker B

Eu não vou conseguir executar.

Speaker B

Então vai mudar toda a história.

Speaker B

Eu vou ter que imputar todas as informações.

Speaker B

Será que o atleta vai conseguir imputar todas as informações?

Speaker A

Então, acho que esse é um lado, por exemplo, eu, em picos mais nerds meus, já usei o Turning Picks preenchendo o diário de cada dia, quantas horas eu tinha dormido, qual é a minha condição de humor, de sono, assim, tem, sei lá, 10, 15 perguntas.

Speaker A

Mas eu fiz isso por um período curto e eu acho que...

Speaker A

Pouca gente faz isso com um período longo e essa é a informação que uma máquina, uma inteligência artificial precisa e que o treinador percebe com a sua experiência.

Speaker A

O segundo lado, e acho que você colocou muito bem o objetivo, você falar que você vai fazer um grand fundo, você fazer grand fundo em Nova Iorque Conservatório e você fazer o Letap Rio são provas completamente diferentes de nível de condicionamento para você performar.

Speaker A

E aí você pode até buscar o GPX e colocar lá, mas assim, ainda tem um trabalho braçal do cliente que eu acho que pouca gente estaria disposta a fazer.

Speaker A

Acho que você conhece melhor do que eu de que o desafio de manter as pessoas motivadas se quer para executar seus treinos, quanto mais para subir dados e alimentar uma plataforma.

Speaker B

A parte de alimentar a plataforma é uma coisa que as pessoas elas seguem fielmente por um período isso eu tenho essa amostra desses quase 15 anos trabalhando com treinamento.

Speaker B

A pessoa faz por um período faz ali por um mês dois três até atingir o objetivo depois Puts, esqueci, não deu tempo, a correria e tal, o pessoal acaba esquecendo.

Speaker B

E eu acho que o que diferencia muito o ciclismo, que eu falo muito para os atletas, que é muito, quando a gente foi para o Le Tap agora, de Campos do Jordão, em setembro, algumas pessoas pediram, pô, vamos fazer um briefing, qual que é a minha estratégia de prova?

Speaker B

Eu falei, olha, estratégia de prova, eu vou passar uma estratégia geral, e depois a gente pode ir específico para o objetivo, então para aquele que quer pegar pod, aquele que quer ser finisher, cada um vai ter uma estratégia, e isso no ciclismo é muito diferente de outras modalidades, o ciclismo é muito dinâmico como eu falei, tem um pelotão, tem uma curva que você erra, tem a hidratação que você perde mais tempo, uma garrafinha que você pode perder, E aí, claro, a inteligência artificial pode te ajudar nesse timing que você vai fazer, mas as coisas que vão mudando durante você não controla.

Speaker B

Diferente de um triátron, de um Iron Man, que você usa até, tem um programa que se chama Best Bike Split, você coloca o GPX da rota, ele vai calcular o vento, ele vai calcular Aí você coloca o pneu, a roda, o seu peso.

Speaker B

Você coloca todas as suas informações, as informações da bike.

Speaker B

E ele fala, ah, você quer fazer o Iron pra quantas horas a bike?

Speaker B

Eu quero fazer pra 5 horas.

Speaker B

Então você vai colocar 217 watts.

Speaker B

Você vai colocar 217 watts, vai dar exatamente 5 horas.

Speaker B

Então isso sim é uma inteligência da máquina que não é uma inteligência artificial mas ela vai te direcionar ela vai te dar exatamente o escrito mas porque é claro também é dinâmico a bike do Iron é mas não tem pelotão é você e a bicicleta é que nem o pace na corrida você vai colocar um peso.

Speaker B

Se você conseguir manter aquele pace vai dar certinho, vai dar para aquelas tesouras.

Speaker B

Então acho que é isso que no ciclismo muda muito se a gente for comparar com as outras modalidades.

Speaker B

O que eu acho que nesse ponto o ciclismo muito provavelmente não vai deixar de ter o treinador perto dele, porque como você falou no começo, assim, a gente tem a periodização.

Speaker B

Eu tenho lá minha biblioteca de treinos, claro que a gente vai renovando, vai melhorando, vai fazendo ajuste, mas hoje à tarde o aluno me manda uma mensagem, Igor, trabalhei muito hoje, tive uma reunião assim, amanhã eu não consigo mais fazer aquele treino.

Speaker B

Beleza, a gente vai lá, você já entende, eu já mudei o treino lá da frente, eu não mudei só o de amanhã, eu sei que a inteligência artificial ela vai pegar, ele vai clicar lá, hoje é noite de sono ruim, muito trabalho, a inteligência artificial já vai lá, já vai mudar todos os treinos para frente.

Speaker B

Mas será que de repente no sábado ele não vai se sentir bem pra caramba e vai jogar um estímulo super diferente?

Speaker B

E aí eu vou tá lá olhando, vou falar vai, vai porque hoje você tá muito bem, tá rendendo mais do que a gente imaginava.

Speaker B

Então acho que o lado emocional, o lado técnico, essa conexão que a gente tem com o atleta, Ela nunca vai morrer.

Speaker B

Hoje, quando você liga o Garmin de manhã, ele coloca uma sugestão de treino.

Speaker B

É legal pra caramba.

Speaker B

Pra uma pessoa que tá sem objetivo ou não tem um treinador, é um super começo.

Speaker B

Ele vai com base naquilo tudo que você fez anteriormente.

Speaker B

Mas ele sabe se você vai fazer uma prova de circuito ou uma prova de maratona.

Speaker B

Então até quando um atleta, antigamente, e você talvez concorde comigo, teve uma época, até mais no começo do treinamento com potência, teve uma época que muitos treinadores estavam colocando os treinos baseados em TSS, que é a carga de estresse gerada por um treino.

Speaker B

Então falava-se em colocar cargas de TSS aumentando 10%, 20% por semana, daí na semana 4 tirava a carga.

Speaker B

Funciona?

Speaker B

Funciona, claro que funciona.

Speaker B

Só que eu posso fazer um treino de contra-relógio de uma hora e gerar 100 TSS e posso fazer um treino de duas horas e gerar os mesmos 100 TSS.

Speaker B

Então quem vai saber e decidir qual é o treino de 100 TSS que eu tenho que fazer é também o treinador.

Speaker B

É claro que a máquina ela vai aprender vai aprender porque eu coloquei que lá na frente eu tenho um contra relógio.

Speaker B

Então ela falou ele não fez tantos treinos contra relógio ele tem que fazer um treino contra relógio.

Speaker B

Então o treinador se ele usar essa inteligência artificial para trazer esse resumo esse panorama de o que está acontecendo e aí direcionar melhor o atleta aí vai ser sucesso.

Speaker B

Agora ficar dependente exclusivamente da máquina realmente eu acho que não vai ser o melhor caminho.

Speaker A

E aí você tocou no ponto que está na minha cabeça.

Speaker A

Talvez nesse momento como uma ferramenta para ser usada por profissionais, porque um desafio que você tem com os seus atletas clientes é sim usar o que tem de fantástico de metodologia de treino, de treinos intervalados, mas que isso não seja chato.

Speaker A

Então você tem que usar da sua biblioteca de treinos para dar uma diversidade no objetivo que você quer encontrar.

Speaker A

E isso é uma coisa que deve consumir muito tempo, que você precisa ser criativo na sua subscrição de treino, principalmente quando você faz de forma mais individualizada.

Speaker A

E talvez aí você tenha uma ferramenta que você tem parâmetros, ele te dá uma sugestão de treino e você, ao invés de ter que criar, você só critica e prescreve.

Speaker A

Talvez isso te dê como um prestador de serviço, como um treinador, de pessoas, uma possibilidade de usar melhor o seu tempo, um tempo que você estaria no braço arrastando e modulando uma planilha, uma ferramenta de inteligência artificial te dá uma sugestão, que inclusive é o que a gente faz hoje com o TESP.

Speaker A

Você vai lá, dá alguma coisa para a inteligência artificial criar, mas você ainda precisa criticar e ajustar.

Speaker A

Talvez uma coisa que me ocorre é que pode ter uma utilidade imediata para você como profissional usar e fazer melhor uso do seu tempo.

Speaker A

Faz sentido?

Speaker B

Faz super sentido e eu vou emendar para uma resposta e depois os dois exemplos que me falaram e eu fiquei de boca aberta.

Speaker B

Tudo que a gente falou desde o começo, a gente está pensando naquele atleta que já tem uma performance, sabe pedalar, tem um medidor de potência, mas um frequencímetro, certo?

Speaker B

Nem todos têm medidor de potência, a grande maioria tem frequencímetro.

Speaker A

E só uma ressalva, muita gente que tem medidor de potência, não atualiza seus limiários ou não receta o seu medidor de potência com frequência Então, grande parte das vezes, pode ser que aquele número que tá ali não é representativo porque os limiários daquele atleta mudam com o tempo e faz um ano que ele fez uma coisa de limiar de ter a referência da FTP.

Speaker A

E segundo, que medidor de potência descalibra com temperatura e até altitude.

Speaker A

Você pegou, fez uma viagem de avião, despachou a bicicleta, voltou, aquele medidor de potência tem que ser calibrado.

Speaker A

Eu aprendi uma coisa, até com o nosso Hunter, de que a boa prática é que todo dia antes de um treino você calibra o medidor, porque a diferença de temperatura e umidade calibra ele.

Speaker A

Então, só fazendo uma ressalva de que não basta só comprar, tem que usar com disciplina.

Speaker A

Coisa que, na minha experiência, pouca gente faz.

Speaker A

Então, tem gente que outro dia veio me falar que estava com 7 watts por quilo andando quatro dias por semana.

Speaker A

Falei, qual foi a última vez que você calibrou o seu medidor de potência?

Speaker B

Exato.

Speaker B

A gente teve uma atleta recente que a frequência dela estava chegando por vários dias ela estava lá treinando tudo certinho.

Speaker B

Hora que ela parava chegava a 200 batimentos.

Speaker B

Aí, o professor falou, Igor, olha, tá acontecendo isso.

Speaker B

Falei, tá, vamos avaliar porque vamos acender aqui a luzinha amarela e ficar atento.

Speaker B

Continuou, continuou, até que a gente falou, meu, não faz sentido a maneira que, o comportamento que tá tendo isso daqui.

Speaker B

Para mim isso é bateria fraca do medidor de frequência, não é uma arritmia, porque tinha...

Speaker B

dava toda a cara de uma arritmia, mas aí o nosso conhecimento, a nossa bagagem, saber o momento que ela parou, aonde ela parou, como estava, o que foi, Eu falei, meu, é bateria, não tem porquê ter esse alar de tudo, vamos parar, trocar a bateria e aí faz um novo teste, pronto, zerou.

Speaker B

Então, aí que entra o ser humano na jogada.

Speaker B

Então imagina, se é um computador e fala, urgente, urgente, urgente, hospital, né?

Speaker B

Então é isso, não é pra tanto.

Speaker B

Então, tudo que a gente está falando, se a gente está pensando do atleta, vou generalizar, intermediário ou avançado.

Speaker B

Aquele cara que investe mais, até aquele que investe tudo que tem para ter performance.

Speaker B

Mas e o iniciante?

Speaker B

O iniciante você precisa ensinar, você precisa ajudar a clipar, desclipar, trocar de marcha.

Speaker B

Ele precisa de uma pessoa ao lado, ele precisa de um grupo, ele precisa ver, ele precisa sinalizar, ele precisa entender o que é quando ele entra numa montanha, o que é uma curva direita, uma curva esquerda, qual é o comportamento da bike, o que acontece com ela, o porquê que o pneu cheio, o porquê que o pneu mais vazio.

Speaker B

Então isso só o treinador vai oferecer.

Speaker B

E aí, nesse caso, a assessoria esportiva, a equipe de ciclismo, ela vai conseguir oferecer isso, não só pelo treinador, Mas claro que com os atletas ao lado assim os amigos dando essa assistência também junto.

Speaker B

Eu acho que é isso.

Speaker B

Não tem como substituir por completo ela agrega.

Speaker B

E aí eu tenho dois casos interessantes que houve recente.

Speaker B

Um atleta falou, ele é arquiteto, ele falou que hoje você constrói um projeto, uma casa, você conta para a máquina, eu quero uma casa que bata sol às sete da manhã, quero sentir o cheiro da madeira tal, quero o cheiro da minha infância, a cor que eu gosto é verde, você passa tudo, em minutos a máquina constrói uma casa para você com tudo isso que te remete à infância, adolescência, viagens e tal, e ela vai construir aquilo para você, coisa que uma pessoa demoraria muito tempo para entender o que você está querendo dizer e passar para o papel.

Speaker B

A máquina passa em segundos.

Speaker B

E aí, claro, aí vem o ser humano e contrata, executa, orienta a obra, tudo mais.

Speaker B

E um outro caso de atleta meu que é advogado, você escreve hoje uma petição com as palavras mais chucras que existe, ele te entrega um negócio completamente pronto.

Speaker B

Mas e aí?

Speaker B

Era aquilo que você quis dizer?

Speaker B

A vírgula está no lugar certo?

Speaker B

O ponto foi exatamente onde você precisa?

Speaker B

Faltou alguma coisa?

Speaker B

Então, outro dia, conversando com um aluno, ele falou assim, ele é criminalista e o cliente tinha um assunto cível para resolver.

Speaker B

Aí ele falou, pô, doutor, você pode só ler para mim aqui e ver se está tudo bem?

Speaker B

Ele falou, não, eu leio.

Speaker B

Claro, eu leio.

Speaker B

Ele leu.

Speaker B

Ele falou, olha, tudo que eu li está certo.

Speaker B

Agora, se está faltando alguma coisa, eu não sei.

Speaker B

Não é a minha área.

Speaker B

Então, você precisa levar para um outro advogado.

Speaker B

Então, é a mesma coisa da máquina.

Speaker B

A máquina vai saber se está faltando alguma coisa.

Speaker B

Não sei.

Speaker B

Hoje talvez eu te fale não mas talvez daqui uma semana que nem você comentou talvez a máquina já saiba que ela vai puxar a base de dados e falar historicamente em 100 anos processos desse estilo faltou e te entrega uma frase pronta.

Speaker B

Não sei.

Speaker B

Pode ser que isso aconteça.

Speaker A

Acho que aí tem o perigo de você dar excesso de crédito para a máquina, porque ela pode fazer um negócio que o racional está correto e tem umas menções, porque segundo a causa tal da lei tal da paz natal, mas essa informação não é precisa.

Speaker A

Uma coisa que eu ouvi sobre uso de inteligência oficial é uma crítica que quase todos nós estão usando de uma forma menos eficiente.

Speaker A

Hoje o que a gente está usando?

Speaker A

A gente está usando para resolver a preguiça.

Speaker A

Então a gente quer, com três palavras, fazer um trabalho inteiro.

Speaker A

Só que ela é mais eficiente nesse momento se a gente fizer o trabalho inteiro e entregar para ela criticar e melhorar.

Speaker A

Por quê?

Speaker A

Porque aí ele tem a qualidade de um trabalho humano aperfeiçoado por uma máquina que tem uma base gigantesca e que cresce a cada segundo de qualidade.

Speaker A

Então é a mesma coisa assim.

Speaker A

Hoje a gente está usando e está fascinado pela preguiça, assim, como é que eu vou ter menos trabalho?

Speaker A

Mas a qualidade do que você vai fazer vai ser pior.

Speaker A

Agora, se a gente falar, eu vou fazer o meu trabalho, eu vou usar essa tecnologia para melhorar o meu trabalho, porque, inclusive, é o seguinte, na hora que você tem a preguiça, você vai perder a originalidade, porque qualquer pessoa que tiver uma preguiça igual ou fizer do mesmo jeito vai ter o resultado igual.

Speaker A

Então, a sua diferenciação do teu trabalho desaparece.

Speaker A

Agora, se você faz o seu trabalho, seja qual for, com o seu talento e experiência, e coloca para a inteligência artificial, seja em que área for, criticar, e eu já fiz essa experiência e é fascinante, aí você tem um benefício gigante.

Speaker A

Agora, você colocou um lado de que é difícil dizer se as máquinas vão tomar conta, se as predições lá do Stanley Kubrick de 2001 vão acontecer, e quão complexos, sofisticados e ricos cada um de nós como ser humano é.

Speaker A

A conversa é assim, como você usou já há muito tempo o medidor de potência e ao invés de simplesmente aprender três, quatro coisas simples para parecer que você entendia, você estudou e executou com os seus clientes e produziu resultados e satisfação de performance, Onde você acha que a inteligência artificial hoje é valor para ser utilizada?

Speaker A

Na prescrição de treino, no uso de metodologia de treino de endurance?

Speaker B

Eu acho que mais do que a elaboração, porque a elaboração eu acho que ainda tem um toque pessoal do treinador.

Speaker B

Claro, eu acho que você cria um, dois, três, você cria um modelo e ele vai replicando.

Speaker B

Só que o que eu acho que mais do que isso, mais do que isso, eu acho que a inteligência artificial, ela vai conseguir medir com mais sensibilidade o quanto esse atleta tem para crescer, o quanto ele pode colocar de carga crescente.

Speaker B

Então, se ele colocou 300 watts hoje, pode ser que eu ache que ele vá a 340 amanhã.

Speaker B

A máquina vai falar, não, 315 é o limite dele porque a frequência dele já vai chegar no máximo.

Speaker B

porque ele vai pegar o histórico e vai desenhar uma estimativa, aí é matemática e talvez a gente calcule de uma maneira errada e aí isso pode até gerar uma frustração para a pessoa, pode até ser.

Speaker B

Então acho que nesse ponto, se a gente tiver a máquina perto, realmente ela funciona.

Speaker B

Hoje, o TrainingPeaks, depois de toda a atividade, quando a gente coloca para para ele dar o resumo.

Speaker B

Quando é um treino forte ou teve algum recorde, ele coloca lá algumas informações como melhor um minuto de 90 dias atrás, melhor um minuto de 2024, melhor um minuto all time.

Speaker B

Então isso, para mim, hoje já é uma super ferramenta, porque é muito difícil também que eu pegue o histórico de cada...

Speaker B

Ah, verdade, o Álvaro coloca para um segundo, ele coloca mil watts.

Speaker B

Hoje ele fez 1.005.

Speaker B

Pô, é difícil a gente ter isso cadastrado de todos os alunos.

Speaker B

Então, nesse ponto, a máquina me ajuda.

Speaker B

Até quando ela, um outro exemplo, ela coloca.

Speaker B

Hoje foi um pico de 10 minutos de watts e também 10 minutos de frequência cardíaca.

Speaker B

Pô, ele já me agilizou uma vida.

Speaker B

É claro que eu vou entrar na atividade, mas eu já vou direto nesses 10 minutos pra ver o que foi que aconteceu.

Speaker B

E aí, ali eu vou falar, olha, você tá numa crescente.

Speaker B

Então, cresceu sua potência, cresceu sua frequência, a gente tem mais coisa pra fazer.

Speaker B

A gente tá no caminho.

Speaker B

Então, eu já consigo, eu, pensar nesse resumo e devolver para o atleta.

Speaker B

A gente não precisa ficar esperando alguma coisa acontecer.

Speaker B

Então, é uma mistura de...

Speaker B

Aí eu até devolvo para você, porque quando você me convidou, eu fui lá, tentei achar muita diferença do que é o machine learning e a inteligência artificial.

Speaker B

Então o Machine Learning, que é a máquina ficar inteligente, ela está dentro da inteligência artificial.

Speaker B

E eu acho que a gente mesmo ainda mistura muito o que é o Machine Learning e o que é a inteligência artificial.

Speaker B

É claro que um estando dentro do outro, Dá na mesma, mas às vezes a gente está falando como inteligência artificial e a gente ainda está preso só numa machine learning que está descobrindo como todo atleta funciona.

Speaker A

E assim como a gente tem uma confusão do que é simplesmente uma automação, ou seja, tem uma fórmula que elimina passos e do que é essa ferramenta ter um aprendizado constante e exponencial E aí você tem, nessa linha das LLMs e depois nas linhas mais sofisticadas, um caminho enorme para seguir Agora, não vou ousar entrar nisso aqui porque eu não sou um cientista de dados, eu sou só um curioso Uma coisa que eu ouvi que me deixou impressionado é que eu tenho uma pessoa próxima que há algum tempo está usando um aplicativo de inteligência artificial para o seu treino.

Speaker A

E ele compartilhou, primeiro, uma satisfação inicial, mas depois constatou que, depois de algum tempo, pelo menos esse tipo de ferramenta, esse aplicativo que essa pessoa está usando, descobriu que estava sendo muito conservadora, então que poderia forçar um pouco mais do treino.

Speaker A

E aí faz sentido que a ferramenta seja conservadora, porque é uma empresa que se ela preferir um treino que vai colocar a pessoa numa situação de risco de saúde, ela pode estar correndo risco de uma ação legal.

Speaker A

Então, uma ferramenta de inteligência artificial, de treino, acho que tem que ter a preocupação de ser mais conservadora.

Speaker A

Um treinador que tem uma sensibilidade e experiência e você já deve ter vivido isso muitas vezes, você pode ter chegado para o seu apelo assim, pode ir que eu garanto, pode executar esse treino e subir a barra que a minha experiência diz que você não vai colocar em risco a sua saúde e vai entregar uma melhora de performance numa rampa mais agressiva, no bom sentido da palavra.

Speaker B

Sim com certeza até a gente está no treino eu falo para você olha segue o João que você vai conseguir a máquina não vai falar isso não vai falar amanhã o João vai no treino siga ele não vai.

Speaker B

Eu vou estar lá eu vou escolher quem vai.

Speaker B

Como é que vai ser a dinâmica e o que vocês vão fazer.

Speaker B

Mas também ao mesmo tempo esse seu amigo talvez ele ainda esteja num aplicativo, entre aspas, teste, e daqui a um tempo vai aparecer.

Speaker B

Você quer que nível de treinamento, né?

Speaker B

Igual videogame.

Speaker B

Iniciante, intermediário ou hard?

Speaker B

Talvez ele esteja no modo iniciante.

Speaker B

Talvez daqui a um tempo tenha o modo hard que vai puxar sempre o barrinho pra cima, né?

Speaker A

Ou você clica numa caixinha e diz assim, eu assumo responsabilidade pela minha saúde.

Speaker A

Pode entortar o cabo.

Speaker B

Exato.

Speaker B

Mas é isso, eu concordo com você que o ponto que é uma empresa por trás é completamente verdadeiro.

Speaker B

É completamente verdadeiro.

Speaker B

Essa semana saiu uma matéria no UOL de um menino fora do Brasil que se apaixonou por uma mulher criada pela inteligência artificial.

Speaker B

E aí, decepção e tudo mais, e a mulher está processando a empresa.

Speaker B

Nossa, ainda tem muita, muita, muita coisa.

Speaker B

Agora imagina...

Speaker B

O treino fala assim, atingiram 190 batimentos, fatalmente a pessoa tem algum mal ali durante o treinamento, vai se culpar a máquina.

Speaker B

O treinador, ele vai ter o feeling ali do momento para entender se para, se não para, como é que faz.

Speaker B

Então, é muito complicado, tem muita regra ainda para acontecer.

Speaker A

Eu acho que tem muita coisa pra aprender, e a gente aqui tá fugindo do assunto só de ciclismo, porque a gente tá falando de uma coisa que é maior.

Speaker A

Eu tô ilustrando com um artigo que eu li recentemente, de que você tem, quando você entra num site, pra confirmar que você é um humano, tem aqueles, clique naqueles quadradinhos que parecem um quebra-cabeça, né?

Speaker A

Onde é que tem bicicleta?

Speaker A

Aí você só clica no pedaço que aparece a bicicleta.

Speaker A

E aí que foram fazer um teste com inteligência artificial, se a inteligência artificial conseguia se fingir como humano nisso.

Speaker A

E aí o que essa ferramenta de inteligência artificial fez foi o seguinte Ela buscou um contato de uma pessoa real e falou Eu preciso de uma ajuda para resolver um problema, você pode me ajudar?

Speaker A

Assim, qual é?

Speaker A

O problema é que eu preciso clicar aqui e eu sou cego Você pode clicar para mim e ir marcando o que é a solução certa?

Speaker A

Então a inteligência artificial se passou por uma pessoa cega para pedir ajuda para uma pessoa real resolver um problema.

Speaker B

É assustador é assustador assustador e se eu falar que ela não vai saber colocar um treino claro que vai.

Speaker B

Agora se vai ser a melhor opção para você para aquele dia.

Speaker B

Ela não sabe se depois do treino amanhã você tem que fazer a mudança da sua casa.

Speaker B

Só se você abastecer o sistema inteiro.

Speaker B

Hoje, todos nós, eu gosto bastante dos gadgets e tal.

Speaker B

Eu tenho o Whoop para medir a qualidade do meu sono, tenho o Garmin também para medir a qualidade do meu sono.

Speaker B

Eu gosto de comparar um com o outro.

Speaker B

Eu fico lá vendo o que um falou, o que o outro não falou.

Speaker B

Vou imputando as minhas informações no TrainingPix, no WKO.

Speaker B

Eu avalio, vejo como eu estou.

Speaker B

Só que quanto mais informação você dá, claro, fica mais fiel.

Speaker B

Só que tem dias e dias tem dias que você não coloca tem dias que você você com certeza já acabou um treino que foi difícil e aí tá lá de 0 a 10 você fala foi 7.

Speaker B

Não foi 8 foi 7.

Speaker B

Então e aí a máquina ela vai colocar uma outra carga de treino para outro dia baseada no 7.

Speaker B

Aí você vai fazer o outro dia.

Speaker B

O impossível treino não consegui fazer estava muito forte.

Speaker B

Então porque você falou que foi fácil foi 7 então ele colocou um nível 9.

Speaker B

você não conseguiu virou 10 não deu para fazer.

Speaker B

Então eu acho que para ela funcionar muito bem para essa matemática funcionar muito bem.

Speaker B

As informações ou elas têm que sair realmente muito automática que nem hoje já é o Garmin já sincroniza com o Training Pix.

Speaker B

E aí ele já coloca como foi o seu sono sono REM.

Speaker B

sono profundo, quantas vezes você acordou, se você acordou no meio da noite, o que que foi, aí já pode imaginar ou hipoteticamente você foi fazer xixi no meio da noite e isso tragou o seu sono, então isso quer dizer que você bebeu muita água durante a noite, como foi a hidratação durante o dia, então tem muita coisa que vai mudar, então também tem muito relógio que vai mudar, né, então eles estão vindo com cada vez mais sensores, obtendo mais informação.

Speaker B

Então, eu escutei outro dia um, num outro podcast, que já tem um relógio que vai dizer o seu nível de hidratação.

Speaker B

E aí o relógio só vai falar, Igor, hidrate.

Speaker B

Igor, hidrate.

Speaker B

Você tem treino mais tarde.

Speaker B

Está muito sol.

Speaker B

Coloque tanto de sal na sua garrafinha.

Speaker B

Pronto.

Speaker B

Isso é fantástico.

Speaker B

Isso o ser humano não vai conseguir fazer.

Speaker A

Agora eu queria dar um zoom out.

Speaker A

Apesar de tudo isso qual é o valor da sua percepção como treinador ou do seu cliente atleta na sua percepção de esforço do atleta o que você falou de dar nota no treino e de que o atleta tem a sensibilidade e a maturidade de saber dar nota no seu treino e não se orientar no bando de informação que todos os acessórios podem dar.

Speaker B

Isso eu acho que é completamente individual e cada um tem uma tolerância à dor.

Speaker B

Isso a gente vê na nossa amostragem.

Speaker B

Hoje a gente tem bastante atleta que gosta de fazer força e gosta de sofrer.

Speaker B

A gente brinca.

Speaker B

Mas eu sei às vezes tem uns que gostam de sentir dor.

Speaker B

Então a gente acaba às vezes um treino super forte e como é que foi.

Speaker B

Foi foi 9 aí você vai olhar foi um 10 pelos números.

Speaker B

Mas é que para ele foi um 9.

Speaker B

E tem um outro que foi a mesma coisa, foi um 7.

Speaker B

Então eu tenho um atleta que eu estou colocando treinos, ele acaba o treino e fala, nossa foi impossível esse treino, foi muito difícil.

Speaker B

Aí eu vejo o IF dele foi abaixo do que seria a percepção de esforço.

Speaker B

Então existe sim uma diferença tanto para mais quanto para menos.

Speaker B

E aí por isso que a gente coloca muito treino para descobrir mesmo se essas métricas estão reais.

Speaker B

Se o que ele fala que ele sente E o que é aplicado, faz sentido.

Speaker B

Então, desde treinos de tiro de um minuto, dois minutos, cinco minutos, vinte.

Speaker B

E aí a gente fala, não é possível que isso aqui de um minuto é a mesma coisa de vinte pra ele.

Speaker B

Ele tem um perfil de ciclista assim, assado.

Speaker B

Então, isso sim fica realmente diferente.

Speaker B

Mas aí eu acho que até um pouco mais...

Speaker B

Não pessoal mas acho que volta talvez até para aquela brincadeira que eu fiz do seu amigo com aplicativo de colocar no nível iniciante.

Speaker B

Talvez ele seja um cara que queira ser o iniciante mas que gosta de ir até o chefão entendeu.

Speaker B

Talvez ele goste só de sentir dor até o 78.

Speaker B

Mas ele quer fazer a prova junto com todo mundo.

Speaker B

E aí a gente, nós não somos fábricas de campeão, né?

Speaker B

A gente quer oferecer bem-estar, treinamento, desafio pessoal.

Speaker B

Claro, se vier um campeão, óbvio que a gente também vai treinar, óbvio, igual e junto.

Speaker B

Mas hoje o nosso maior público é empresário, médico, advogado, engenheiro, pessoas que querem evoluir dentro do que elas têm.

Speaker B

Se o oito é um oito, não é um oito e meio, no fundo, no fundo, é o menor dos problemas.

Speaker B

Eu quero que ele acabe bem, quero que ele acabe com qualidade o treino para poder executar a prova, para poder fazer uma viagem.

Speaker B

É mais ou menos isso, assim, a gente se preocupa, mas é livre.

Speaker B

Eu vou te dar um exemplo meu.

Speaker B

Total meu.

Speaker B

Eu às vezes dou umas corridinhas, aí eu dou o stop no Garmin, ele fala percepção de esforço, aí eu vou dando yes, entendeu?

Speaker A

E pra mim, eu não tô com.

Speaker B

Pressa, eu só dei um trotinho, eu queria me sentir bem.

Speaker B

Tem dia que é mais fácil, tem dia que é mais difícil, mas não vai mudar nada na minha vida.

Speaker B

Aí eu vou dando yes, yes e sai cinco, sorrisinho e tal.

Speaker B

Mas pra gente, na hora que a gente vai analisar o treino do atleta, eu olho a barrinha se foi cinco, se foi sete, se foi oito.

Speaker B

E aí é um ponto muito importante, né?

Speaker B

Só pra...

Speaker B

acabar de responder.

Speaker B

Por isso que é muitíssimo importante, toda vez que a pessoa faz uma atividade física, ela descarrega o treino.

Speaker B

e chega no treino e ela tem que colocar o feedback na hora porque com certeza você já passou por isso.

Speaker B

Acabei de fazer essa subida aqui do Pico do Jaraguá fiz a 100 por cento.

Speaker B

Nossa eu não consigo subir mais nem metade.

Speaker B

Aí passou uma horinha você bebeu uma coca tal desceu conversou com os amigos.

Speaker B

Não eu acho que não eu acho que dava para colocar uns 10 vatos a mais.

Speaker B

Aí dali uma semana o teu amigo colocou 20 segundos a menos que você...

Speaker B

Você fala, não, eu acho que se eu tivesse ido com ele, porque daí eu pegava ritmo e eu fazia junto.

Speaker B

Dali um mês você fala, não, aquele dia eu não dava bem.

Speaker B

Eu me lembro, eu não me hidratei bem e na noite anterior eu...

Speaker B

E aí, então, por isso que as informações de percepção do esforço, elas têm que ser imediatamente após a atividade física.

Speaker A

Então, se eu, nesse ponto da conversa, puder fazer uma amarração, as ferramentas são fantásticas e cada vez mais ofertas delas é um elemento fundamental, mas tem uma largada base que é a qualidade da informação que está sendo colocada.

Speaker A

E que quem tiver a disciplina de colocar informações com a frequência e a qualidade maior, vai ter melhor benefício de qualquer ferramenta.

Speaker A

Mas, me corrija, a esmagadora grande parte das pessoas vai fazer isso por um pequeno intervalo de tempo Então não dá pra confiar na tecnologia se você como usuário não tem a disciplina de colocar dados Porque ela simplesmente vai pegar os dados que você colocou e te gerar.

Speaker B

Uma resposta Sim, é isso mesmo.

Speaker B

Perfeito.

Speaker B

Quem nunca brigou com um amigo, com uma esposa e tinha um monte de coisa pra falar, não falou, ah, mas eu não preciso te falar isso, você já sabe.

Speaker B

Não, eu não sei, você não me falou, como é que eu vou saber?

Speaker B

Então, o treino é a mesma coisa, se você não falar pra máquina, a máquina não vai saber.

Speaker B

Ah, mas os gadgets, é, beleza.

Speaker B

Peraí, ainda estamos no começo do uso dos gadgets para atrair essa informação.

Speaker B

Recente, numa maratona, vou chutar, que foi em Chicago, não me lembro, uma marca de isotônico colocou uns petzinhos, uns adesivos em todos os atletas.

Speaker B

Ele pegava o kit e colocava o petzinho.

Speaker B

Sei lá quantos mil maratonistas, 10, 15 mil maratonistas.

Speaker B

Pô, no final da prova, todo mundo bateu QR Code e tinha lá, você perdeu tanto de sal, tal, tal, tal.

Speaker B

A empresa que colocou arrecadou milhares de informações, literalmente.

Speaker B

E aí, quando ela for pegar tudo isso, ela vai desenvolver um isotônico extremamente melhor do que ela tinha, mais balanceado, talvez ela tenha duas linhas, para aquele cara que perde mais, aquele cara que perde menos, pode ser uma opção, e aí você vai poder escolher isso se você não comprar um petzinho e fazer o teste você mesmo antes de comprar o produto.

Speaker B

Então, tem uma infinidade de coisas que podem vir a acontecer.

Speaker B

Lembrando que, no nosso caso, que é a bike, e que você comentou, tem esses petzinhos que podem surgir a qualquer momento na bike também.

Speaker B

Os medidores de glicemia, eles estão presentes.

Speaker B

mas não podem ser usados oficialmente em prova, porque isso é um benefício que o atleta tem.

Speaker B

E é o que você comentou, existe uma complicação ainda na leitura, não é uma coisa tão prática também.

Speaker B

Mas é questão de pouquíssimo tempo também.

Speaker A

O mais recente que é a temperatura, de você colocar o sensor de temperatura na faixa do medidor de batimento e ter essa variável também.

Speaker B

Eu usei por quase um ano o Core.

Speaker B

Sensacional, sensacional.

Speaker B

Alguns alunos chegaram a comprar, a gente fez alguns testes, é incrível.

Speaker B

Só que é isso, o próprio aplicativo deles ainda está sofrendo constante atualização, porque é muito novo.

Speaker B

E aí, o problema dessas leituras de suor, temperatura, glicogênio, a glicose no sangue, o oxímetro, tanta informação, que você começa a ter tanta opção, mas se isso, isso, aquilo, aquilo, aquele outro, aquele outro, chega uma hora que é tanta opção, que eu não duvido nada que daqui a um tempo todo mundo arranque tudo e volta a ser a antiga percepção do esforço, porque você vai ficar tão fechado no número, o cara vai fazer a prova olhando pro garmin, só olhando o número.

Speaker B

E ele vai esquecer que o outro cara foi embora.

Speaker B

Então tem muito atleta profissional hoje falando nível Pro Tour.

Speaker B

Tem vários que a gente vê nas matérias no próprio Instagram.

Speaker B

Tem vários que não olham potência tem vários que não olham porque na prova não interessa quanto ele está colocando de vantagem na prova.

Speaker A

Então, se tem uma fuga que tem que perseguir, não pode ficar.

Speaker A

Nossa, não posso passar de 280 watts, não posso passar de 280 watts.

Speaker A

Não vai passar, mas vai perder.

Speaker A

Então, o que adianta você ficar ali?

Speaker A

Não posso passar de 280 watts.

Speaker B

Ah, o meu carro de apoio está com um computador e o computador diz que eu não posso atacar porque o outro ciclista está colocando 7 watts quilo.

Speaker B

Tá, tudo bem, mas de repente esse pode ser o seu grande dia.

Speaker B

Pode cair a corrente do cara e você acelerar mais.

Speaker B

Então por isso que esse é o ponto não substitui nem no treinamento e nem na prática num evento numa prova numa competição.

Speaker B

Então por isso que não a tal entrevista do Pogacar que foi recente que ele falou do medidor e tudo mais.

Speaker B

As pessoas generalizam às vezes um pouco em excesso.

Speaker B

Então claro que ele usa tudo que ele falou na entrevista ele fala em potência tudo o tempo inteiro ele falou potência.

Speaker A

Aliás, essa foi uma coisa tirada de contexto, porque ele falou que os medidores variam.

Speaker A

E aí muita gente pegou isso, quem é hater ou ignorante, para dizer que o medidor não funciona.

Speaker A

Por isso que a gente falou, o medidor de potência varia por temperatura e pressão.

Speaker A

É o fato.

Speaker A

E por isso que você tem que calibrar cada vez que você vai treinar.

Speaker A

E entender que você está fazendo um treino de 10 horas, começou com 20 graus e terminou com 42, tem uma variação de leitura.

Speaker A

Agora, não significa que você joga fora.

Speaker B

Exato.

Speaker B

Não é que você está fazendo...

Speaker B

Isso que você está falando agora não é fora de tópico.

Speaker A

Não, não é.

Speaker B

Ele é totalmente dentro do tópico.

Speaker B

Porque se a gente não tiver um medidor funcionando direito, a inteligência artificial não vai funcionar.

Speaker B

E esse é o grande ponto, todos os pontinhos têm que estar ligados para uma inteligência funcionar.

Speaker B

Por isso que eu acho que não substituir por uma prova, ela auxilia.

Speaker B

Então, o ciclista está numa fuga a um minuto na frente, tem um vento de 20 km por hora contra ele, ele está a 300 watts.

Speaker B

A inteligência artificial chega e fala assim, olha, faltam só 10 quilômetros, ele dura 8 quilômetros nessa intensidade, ele tem que tirar de 300 watts para 280 watts.

Speaker B

Talvez isso, sim, seja uma ferramenta inteligente para dar informação.

Speaker B

Só que aí, como é que fica a competitividade?

Speaker B

Como é que fica?

Speaker B

Todos vão ter esse recurso?

Speaker B

Então, aí a gente vai para um outro passo.

Speaker A

E aí eu, como ciclista hipotético, chego pra você e falo, Igor, eu só tenho 8 horas por semana, mas eu tenho todos os acessórios que viste e mais alguns pilotos que ouvi dizer que eu tô comprando aqui.

Speaker A

Ou chego eu e falo assim, Igor, eu só tenho um frequencímetro e um medidor de potência, mas eu te disponibilizo 15 horas por semana.

Speaker A

O resultado vai ser diferente?

Speaker B

A segunda opção vai ser melhor, né?

Speaker B

Você vai conseguir orientar da melhor forma.

Speaker A

O objetivo da minha pergunta é o seguinte, se tecnologia substitui dedicação.

Speaker B

Não, claro que não.

Speaker B

Até porque eu acho que você vai ficar um pouco dependente desse treinador que vai conseguir te oferecer um bom feedback, vai fazer você usar a ferramenta da maneira correta e ter as melhores referências.

Speaker A

Imaginamos.

Speaker A

Agora, a ideia dessa conversa é ligar o radar, respeitar a tecnologia, mas também entender que ela é uma ferramenta de suporte.

Speaker A

e não uma solução definitiva e muito menos uma alternativa para quem só está com preguiça e está tentando acreditar em milagre.

Speaker B

Se eu tivesse que concluir eu diria que para um iniciante ela nunca vai substituir para um iniciante o iniciante vai precisar de alguém até mesmo para aprender a usar todas as ferramentas por mais que elas existam.

Speaker B

O iniciante vai precisar disso.

Speaker B

O intermediário para o avançado, ele vai ter como uma ferramenta de suporte, mas o treinador com a parte técnica, parte como eu falei, emocional, estratégia, ele nunca vai ser substituído.

Speaker B

Uma vez ou outra, ok, uma dúvida, sim, mas por completo, não.

Speaker B

E numa prova, aquela estratégia de prova, só o atleta que já fez vai saber falar.

Speaker B

Eu falo assim, aqui nessa prova, a largada é sempre dura.

Speaker B

Todo mundo faz a curva fechada.

Speaker B

Tem que fazer a curva por fora.

Speaker B

Todos os atletas que fazem a curva por fora têm sucesso.

Speaker B

Será que você consegue colocar tudo isso de informação na inteligência artificial?

Speaker B

Para o nosso negócio, né?

Speaker B

Para construir um carro, talvez seja mais fácil, porque você tem um milhão de estatísticas.

Speaker B

Mas agora, para uma prova de bike, que como eu falei, ela é dinâmica, tem muito valor.

Speaker B

isso que o treinador pode oferecer.

Speaker B

Ano passado um aluno meu fez fechado, mas deu certo.

Speaker B

Por quê?

Speaker B

Ah não, porque ele veio com um pneu mais murcho, aí a bike fez uma curva melhor, e aí eu dei a garrafinha pra ele na frente, ele saiu sem garrafinha, e aí...

Speaker B

Tem toda uma história que pode mudar quando você tem um treinador por perto.

Speaker B

Eu acho que isso a máquina não substitui, mas ela é uma baita ferramenta para o treinador que quer ter mais informações e trabalhar com mais precisão.

Speaker B

Agora eu falei bonito.

Speaker B

Que tal ter um pôster com a arte desse episódio?

Speaker B

As ilustrações do Woodson Malta podem decorar sua casa!

Speaker A

Entre em contato com a gente e saiba mais!