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Desconhecido

Medo do desconhecido, insegurança perante novidades e tentativas de enfim conhecer coisas novas e encarar situações confortáveis na vida. Sensação de vazio existencial, essas coisas. Todos fazem parte da experiência humana. A gente está se preparando nessa semana e na próxima para o Congresso VI da Venda de Medicina Integrativa, Nosso querido Convida e sua quinta edição a gente já está cinco anos.

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Desconhecido

Vai ser nosso quinto ano agora, fazendo esse congresso, um dos maiores Congresso de Medicina Integrativa do mundo. E o tema que a gente escolheu para 2024 foi Saúde Mental. Não é à toa que esse Congresso vai acontecer agora no setembro, que é o Setembro Amarelo. E a gente dedica o mês de setembro para falar de saúde mental, com foco específico em prevenção do suicídio, conscientização do suicídio, depressão, essas coisas.

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Desconhecido

E aí a gente decidiu, movido a vida, fazer um congresso inteiro de saúde mental gratuito e disponível para você de maneira livre, aberta e, obviamente, gratuita. Então, daqui a duas semanas o Congresso começa. Vão ser mais de 50 palestrantes. E aí eu chamei alguns desses palestrantes pra gente fazer uma live de aquecimento, digamos assim. E tudo isso aqui e disponível totalmente, gratuitamente aí para você e eu espero que possa beneficiar a sua saúde, a saúde da sua família.

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Desconhecido

Então, se você se beneficia com esse tipo de conteúdo, pega o link disso aqui e manda para outras pessoas. A gente faz a nossa parte vindo aqui. Poderia divulgar isso para você? Eu espero que você me ajude a alcançar e poder ajudar cada vez mais gente. Então hoje eu vou conversar sobre insegurança, medo do desconhecido, vazio existencial. Se essas coisas têm cura, você tem como lidar com tudo isso.

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Desconhecido

E eu não vou ter essa conversa, Não vou fica aqui falando sozinho. Vou conversar com o meu querido Alexandre Gnattali, então vou botar o Alê pra dentro agora e vamo que vamo. Alê, cara, seja muito bem vindo ao Projeto 600 e se você puder. Cara, já começou meio que se apresenta para as pessoas e fala aí como é que?

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Desconhecido

Como é que você chegou nesse assunto da psicologia? Por que você decidiu se aprofundar tanto? E eu também quero que você já fale um pouquinho sobre porque você é um dos palestrantes no nosso Congresso, ou você puder dar uma, resume Dinho. Como é que vai ser a tua palestra? O que você aborda na palestra? Maravilha! Bom, valeu aí pelo convite de estar aqui, de fazer a palestra no no Congresso.

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Desconhecido

Eu sou psicólogo, eu sou palhaço. Tem até umas palhacinhos aqui atrás. Eu sou clown, terapeuta, clown e palhaço inglês. Então é um palhaço. Terapeuta de certa forma é. E eu sou muito mais que isso. Eu sou uma pessoa que gosta de dançar na rua. Eu sou uma pessoa que fala alto, mas às vezes também fala baixo. Eu tenho gosto de lavar louça, Eu gosto de várias coisas aí que eu acho que se resume só a parte profissional.

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Desconhecido

É muito pouco para tudo que a gente é. E esse tema me interessa muito. É isso. Vazio existencial, vazio existencial do medo do desconhecido, da própria insegurança. Até por conta do caminho que eu fiz a psicologia. E ao descobrir a palhaçaria que o palhaço tem tudo a ver com isso. E eu, ao longo do nosso encontro, hoje posso falar um pouquinho disso também.

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Pai, não só pode falar um outro, puxar, então beleza que está beleza. E na palestra o nome vou dar o nome da palestra. Tá boa o nome da palestra que eu que eu fiz para o Pro Convida é o oposto da depressão. É a expressão. E aí a gente já quebra um pouco essa ideia de que a felicidade de que uma pessoa feliz é a pessoa que não está deprimida, que é uma pessoa que não está mal e não necessariamente a depressão como o diagnóstico de depressão, é mais uma ideia de de repressão ou de supressão das emoções.

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Desconhecido

É uma coisa Nesse caminho, não necessariamente. O diagnóstico da depressão maior, que é o que está aí nos livros. Esse é um pouquinho do que eu tenho. Acho que eu espero que hoje a gente vai em paralelo, um pouco com o tema, não dando tudo que tem na palestra que aparece assistindo a palestra, mas vendo hoje aqui um pouco de um outro caminho de abordagem também sobre o mesmo tema parecido.

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Desconhecido

Cara, eu acho animal, mas antes, por que você foi parar na psicologia? Tipo, o que que te deu lá atrás para você decidir por esse caminho? Cara, eu trabalhava que eu era biólogo, eu não cheguei a formar em biologia, mas eu fiz biologia um tempo, trabalhava com laboratório, com ratos e eu falei gente, eu quero trabalhar com humanos.

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E aí eu falei tô fora desse de laboratório. Eu sou muito comunicativa, sou muito das pessoas. E aí eu saí, Minha mãe é psicóloga, então teve uma influência e eu já conheci a profissão, já está a par do que é, como é que eu trabalho com isso. E aí eu fui para psicologia, ela me deu uma força e me deu uma força.

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Hoje sou eu, minha mãe e meu padrasto também. Agora, depois de mais velho, fiz uma palestra, os três em casa, agora o jantar de família e quando eu tô com eles é loucura, loucura. E como é que entrou a palhaçaria no meio disso? Assim, eu quero muito entrar nesse assunto, porque palhaço é um xingamento muito comumente na língua portuguesa, né?

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A gente falou palhaço tal e é uma figura muito controversa. Dentro do circo também tem alguns circos, como você pega um circo do solene e eles botam o palhaço no meio, no centro da narrativa. E tem outros processos de circo que colocavam o palhaço como aquele que realmente só apanha. Eu uso o negócio maior, não. E tem o palhaço de festa infantil, que é aquele que todo mundo tem medo, que virou personagem de filme de terror.

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Então E aí tem os Doutores da Alegria. Eu já conversei aqui, inclusive com o fundador dos Doutores da Alegria, que no projeto era 800. E foi fantástico ver como eles olham para a palhaçaria e para. É como um caminho para você entender quem é você de verdade. Meio que abrir mão das suas limitações e dos preconceitos. E parece que todo mundo tem um pouco de palhaço e a gente tem medo de colocar esse isso pra fora e ser julgado ou não ser amado.

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Desconhecido

Então eu acho que esse tema da palhaçaria, ele é bem rico, fala um pouquinho sobre o que te levou a estudar isso e eu não sei. Estou falando besteira porque não sou especialista nesse assunto, mas fala um pouquinho sobre isso. Qual a importância de olhar para esse lugar da nossa personalidade, Essa sombra ou esse ridículo? Talvez Sim, sim, maravilha.

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É isso aí. Eu acho que foi muito bem esse caminho aí. Aí, só trazendo pouco como eu comecei. E aí eu vou pegando os pontos que você trouxe. Eu acho que isso aí também já vai entrar um pouco, pegar um pouquinho do que eu falei na palestra vai ser interessante. Vocês já verem terem um gostinho disso, né? Eu fiz um curso de palhaçaria e foi.

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E aí eu não parei mais. Então assim, não vá para um curso para ser que você não vai parar. Eu vim aqui a e isso vem, volta, não tem volta, não tem volta. Depois você entra de vermelho, ele não sai de você, Ele fica tentando tirar e ele volta. Assim você vê aqui minha casa em casa, só essa parte não tem outros palhaços pela casa.

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Desconhecido

Aqui, mas eu me aprofundei mais. Eu olhei para isso. Eu acho que pegando até minha vida pessoal assim, eu sempre fui uma criança muito aberta para o mundo, muito brincalhona e muito ativa. E aí eu acho que teve um momento da minha vida sim. No começo da adolescência, meus pais se separaram, eu acho que ali, naquele momento, eu comecei a me enrijecer um pouco e cristalizar em algumas formas.

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Desconhecido

Fiquei até um pouco entristecido, eu diria, E eu acho que eu fui me vendo muito podado, apesar de ter muitos desejos. E aí um dos desejos foi fazer dança no meio de uma sociedade machista. E eu era o único homem e eu dançava. E aí entrando nisso, eu fui lá fazer biologia e tal e descobri a palhaçaria e descobri que na palhaçaria poderia expressar tudo aquilo da minha criança que foi guardado por alguma proteção.

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E aí eu acho que isso que me traz hoje um desejo muito grande de não só trabalhar com a palhaçaria, mas também de proporcionar para as outras pessoas e proporcionar o que, como eu falo e como você mesmo trouxe o palhaço, aquele que entra no picadeiro e toma porrada e vai cair de cara no chão. Eu falo isso na palestra É o palhaço, Ele é aquele que mostra para os outros e para a plateia que ele é imperfeito, que ele é humano, né?

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Desconhecido

E aí ele é muito engraçado, porque o riso das pessoas não é de deboche. A gente fala que quando se está num curso para sair, você não está rindo da pessoa, você está rindo com a pessoa, porque quando você ri, você está se identificando com aquela imperfeição. Você está se identificando com aquele ser humano que está ali. Então, de certa forma, até se a gente pegar essa alegoria do louco como um arquétipo do palhaço também o louco no tarô, a figura Carta do Louco no tarô e um homem com uma trouxinha nas costas na beira do precipício.

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Então o palhaço é aquele que se joga no precipício que seria o desconhecido que seria. E a gente pode ir pegando um pouquinho. E o precipício E o vazio. A gente pode pegar também a alegoria do vazio existencial que ele se joga em cima disso, né? E o palhaço? Ele é esse que toca e existe na relação. Ele existe porque você me vê, Eu existo como palhaço, porque você me vê.

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Desconhecido

E se eu imagino que o palhaço, ele é a manifestação humana de tudo aquilo que existe em você, que existe em mim, que existe nas 8 bilhões de pessoas que existem no mundo, Então, no mundo temos 8 milhões de palhaços, só que alguns ainda estão escondidos. Será que alguns ainda estão aí se guardando por muito medo? E aí, medo do desconhecido É uma coisa que eu falo que tem a ver com a insegurança e que para você se mostrar você precisa estar num lugar seguro, né?

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Pegando aí um pouco, é por isso que os workshops de palhaçaria eu senti segurança fazendo link lá. Quando eu comecei, eu me senti seguro para expressar aquilo que eu durante a minha adolescência e jovem adulto, eu estava com muito medo de me expressar assim. Acho que hoje isso me leva para um caminho superpotente, né? E porque o circo, o circo é a própria vida.

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E é interessante como você a pessoa vai no circo pra ver aquela perfeição do malabarista, para ver a perfeição do equilibrista, para ver a perfeição do levantador de peso. Então é, parece que todo mundo ali são. Não são só super humanos, são pessoas que fazem coisas que nenhum ser humano faz. E a gente que senta na plateia para assistir.

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A gente olha para aquilo como quem assiste uma Olimpíada e você pensa caramba, Beatles, essas pessoas, eu estou tão longe de ser essas pessoas. E aí, no meio disso tudo tem o palhaço que faz a ponte da sua perfeição com você. Você é aquele, aquele ser humano, mas é muito louco porque a gente é muito mais o palhaço do que o perfeito, do que o equilibrista perfeito.

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Mas na vida existe uma pressão constante para você ser ou manifestar. E eu acho que hoje com a Sociais isso fica mais intenso para eu demonstrar a minha perfeição. Olha como eu me equilibro perfeitamente, Olha como eu levanto peso perfeito, olha como eu sou equilibrista, o cara do trapézio. Mas não sou o palhaço, a minha vida perfeita. Estou aqui em baile com o six pack, com a minha namorada modelo da Vogue e uma coisa assim do tipo vou te mostrar.

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E existe uma pressão muito grande para eu ser todo mundo no circo, menos o palhaço. Ninguém quer ser esse agente imperfeito do caos, digamos assim. Então eu estou puxando para esse lado um pouco da conversa, porque eu não sei, eu quero te ouvir, Mas eu acho que quando eu ouço insegurança, medo do desconhecido, vazio existencial, eu tenho uma sensação de que isso tá contrapô gosto com uma pressão de segurança, de coragem, de estar preenchido.

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E os opostos, digamos assim. Essa pressão da nossa sociedade por uma perfeição constante e por parecer mais do que ser perfeito. Então, quando você se coloca como uma pessoa totalmente idiota, que cai no chão, que se machuca e você é o palhaço de certa forma tem um poder nesse troço. A vulnerabilidade que a Brené Brown traz tanto fala um pouquinho sobre isso, a lei do tipo qual é o como é que isso, esse, essa dicotomia de perfeição e imperfeição dialogam com essa questão de insegurança, medo, vazio porque tem.

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Muitas pessoas estão assistindo a gente aqui agora que com certeza estão lidando com isso, lidam com uma pressão. Quantas pessoas das centenas que estão aqui sentem um aperto no peito, dificuldade para respirar, sabe? Uma ansiedade constante, uma pressão de performance infinita? Queria te ouvir um pouco sobre isso tudo. Sim, sim, claro. E eu acho que assim, humanizando as pessoas que estão nos assistindo, eu também sinto, inclusive a Alexandra que eu estava Caraca, vai entrar aqui numa live com o Matheus?

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Então, estou humanizando a galera aqui também, porque eu também estava nessa. Apesar de todo treinamento de palhaço, estudo de palhaço, psicólogo, cara, não tem essa. Então, só para humanizar todo mundo aí. Mas trazendo realmente um pouco sobre esse assunto, é algo que vai se construindo ao longo da vida. Eu falo um pouco disso na palestra, mas também não vou tentar entrar muito para vocês irem lá ver e ter novidades.

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Vou trazer aqui por um caminho que eu tinha pensado no nosso encontro. Hoje a gente está lutando pela sobrevivência o tempo inteiro. Evolutivamente nós estamos aqui enquanto humanos, lutando para sobreviver. E da abordagem que eu venho, que eu estudo, que é a Gestalt terapia, a terapia, a psicologia existencial fenomenológica, a gente entende que o ser humano ele faz sempre o melhor que ele pode com os recursos que ele tem, né?

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Desconhecido

Então isso é muito interessante, porque a gente vai crescendo e vendo situações de perigo e hoje o perigo é diferente. O perigo hoje não é mais aquele perigo, um leão na savana, mas é um perigo em que a gente tem um perigo social. Como você estava dizendo, querer mostrar pro mundo a sociedade perfeita. Queria mostrar pro mundo esse mundo perfeito que aparentemente teria.

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E aí a gente vai desenvolvendo mecanismos para lidar com isso. Eu tava até lendo, relendo os livros essa semana para estar aqui com você hoje. E aí um dos artigos que eu li, ele traz uma coisa que eu gosto muito, que ele fala dois exemplos que ele deu no livro, um de o artigo, o do artigo ele fala A gente se vê numa situação de muito perigo e muito insegurança e a gente gostaria de gritar e ser agressivo.

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Só que em vez disso, a gente morde a língua e o morder a língua vira um mecanismo pra gente lidar. A melhor forma que eu tive naquela situação eu não consegui gritar, eu não consegui me expressar, eu não conseguia me posicionar, eu mordia a língua e aí isso na minha cabeça e fico tá, então morder a língua. Deu certo em algum ponto, mesmo que disfuncional, né?

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Mesmo que seja disfuncional, a melhor forma que eu consegui foi morder a língua. Há outro exemplo que ele traz no livro é uma torcicolo. Eu tenho uma torcicolo. E aí eu já tive muitos torcicolos. E aí você anda assim, né? Se é assim, fala mais devagar. Você, a pessoa que te fala, mas aquele cara tá todo torto, o cara tá todo errado.

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Só que ele não sabe que internamente eu estou falando essa é melhor posição que eu tenho, amigão, você não vai ser a melhor posição para. Então, o que a gente tem na vida, na sociedade, são grandes torcicolos psíquicos. Estamos aqui buscando a nossa melhor posição psíquica interna para tudo que nos acontece, porque a gente é um ser no mundo, a gente não está individualmente aqui.

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Então o que a gente chama de resistência até nesse sentido, é que, em oposição alguma coisa, muitas vezes em oposição a ameaça, a oposição, aquilo que nos ameaça e a gente desenvolve cada um do seu jeito, cada um com seu palhaço desenvolvendo do seu jeito a melhor forma que a gente pode com nossos recursos para lidar com aquilo.

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Então, dentro disso, pegando a ideia da perfeição, imperfeição, a gente está sempre tentando se adaptar e cada um vai se adaptar do seu jeito, né? Então, essa nossa ideia de querer ter um ideal é impossível, né? E até aí tá tudo bem. Agora, para a gente mudar isso que a gente construiu também é muito difícil, porque a gente se apega a isso e a gente fica cristalizado nesses mecanismos desenvolvidos ao longo da vida, que aí para mudar, vem uma insegurança, vem o medo, vem um vazio.

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Desconhecido

Porque, cara, eu fiz isso até agora e deu certo. E esse é que é o problema que está dando. Está funcionando já. A gente eu faço o cara, eu tô vivo, eu não morri, então está funcionando. Eu vou parar de fazer um troço que está funcionando pra fazer um troço. Tu está me falando aí que talvez eu nem sei se funciona ou não.

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Desconhecido

E é arriscado porque você pensa como o ser humano. A gente está sempre meio que tentando se reproduzir de certa forma e tentando sobreviver. Tem esses impulsos que são muito biológicos assim, e é você que não quer se reproduzir, tem que olhar para esse impulso com cuidado. É você que está desenvolvendo vícios de sobrevivência. Tem que olhar para esses vícios também com cuidado.

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Desconhecido

Então, para você ter autonomia, é um perigo. É raro um ser humano que tem alguma algum senso de autonomia, quer dizer, consegue se livrar da sua, desses medos e códigos assim que parece que veio no nosso bem. Quer dizer, veio o nosso DNA. Alexandre tem solução para essa parada? Alexandre Não é a solução. Eu acho que é muito difícil a gente pegar.

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Desconhecido

Eu acho que a proposta que eu venho aqui trazer hoje é muito mais reflexiva e auto reflexiva do que resolutiva. Sim, porque se eu disse, eu me proponho a estar numa terapia com o cliente ali, sem uma ideia até de cura, porque eu acho que na verdade a gente está ali numa reflexão, numa busca de consciência e que às vezes ele não está ali para um problema específico, mas para se autoconhecer, né?

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Desconhecido

A gente não pensa nem cura especificamente. A gente pensa em potência, a gente pensa em vida, a gente pensa sim em ânima, em alma. A gente pensa em nesse sentido, até para lidar com o com o vazio, lidar com a insegurança. Eu acho que o medo é quando você fala, o medo de mudar, o medo, o medo é uma emoção base de cara, de extrema importância.

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Desconhecido

Sim. E se o medo aparece, dê importância a ele, porque se você não dá importância a ele, você está. Se você está se negando, você está fingindo que não está acontecendo uma coisa com você. Uma das práticas até da abordagem da Gestalt é que quando você nega uma angústia, você nega uma ansiedade. Você está negando a si próprio.

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Desconhecido

Então, a ideia de você integrar essas emoções ditas ruins, mas na verdade elas são necessárias. Você está integrando essas duas, essas polaridades, como você disse, o perfeito imperfeito. Sim, nós temos em medida, perfeições, imperfeições. A gente tem que integrar isso e ver que na verdade não vai ser nem só um, nem só outro. E pra isso a gente tem que largar o enrijecimento que a gente construiu, né?

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Desconhecido

Eu acho que tem um eu não sei, eu não lembro se é o Scott Fitzgerald. Tem um autor americano desses sensacional, que que eu não sei se ele também copiou Aristóteles, mas enfim, ele falava assim Inteligência. A habilidade de você carregar duas ideias dicotômicas contrárias na mesma mente ao mesmo tempo. Então a sensação de que eu sou perfeito e imperfeito ao mesmo tempo.

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Desconhecido

Mas no mundo que a gente vive hoje e eu sinto isso muito no Brasil, a sensação que eu fico é que a gente está muito bipolarizado assim. Então, quando você fala sem o medo, ele é importante, porque se você nega o medo, você deixa ele desintegrado de alguma forma. Isso pode ser um problema. E você não está me dizendo que se eu aceitar o medo e eu deveria aceitar esse medo, eu não posso ficar paralisado pelo medo.

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Desconhecido

Quer dizer, tipo, como é que eu lido com esse? Eu quero ser forte pra eu não ter medo? Ele está falando aceita o medo, mas só aceitar o medo. Alexandre eu vou me enfiar aqui embaixo do edredom, Vou ficar chorando uma semana, entendeu? Tipo, como é que eu lido com essa coisa, com essa dificuldade, sabe? Sim, sim. Até porque o medo é uma das figuras do medo.

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Desconhecido

É a luta. Fuga, né? E tem um terceiro que é a paralisação. E de fato, a gente tem a possibilidade de entrar nesses mecanismos. Mas quanto mais a gente nega isso, a gente nega o que acontece com a gente, né? Então, se o medo está te dizendo algo em relação ao seu mundo, ao seu redor e poder, e aí a gente vai usar um termo que eu acho muito interessante, que é a atualização, que muitas vezes a paralisação do medo está associada também a algo que aconteceu em que você paralisou e deu certo.

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Desconhecido

Lembra que eu falei Você vai criando mecanismos, então a gente precisa atualizar. E tem um outro termo que eu gosto muito da Gestalt terapia, que é justamente o criativo ajuste nosso ajustamento criativo e a nossa capacidade de se ajustar e se adaptar com as situações do mundo. Então, um fazer diferente. Eu ia dar um exemplo, parece, mas em algum momento eu vou trazer, porque não me vem nenhum agora especificamente, mas o ajustamento criativo, ele é aquele que vai possibilitar você de seguir no mundo, né?

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Desconhecido

Trazendo novas possibilidades. Eu tive que me ajustar criativamente para estar aqui com você, porque é algo que eu nunca tinha feito assim com você especificamente nesse encontro, pacificamente, desse jeito, especificamente nesse horário. Caraca, Então a gente está o tempo inteiro se ajustando criativamente, né? Então, se você aceita a emoção que está aparecendo, você, você entende e tem consciência do que está acontecendo no mundo com você.

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Desconhecido

E você pode ter buscar novos recursos para estar ali com essa situação. Mas aí tem uma coisa que é interessante ela só insegurança, porque a paralisação, a fuga está muito ligada a insegurança também, até a própria luta. Desde o animal que está com medo, ele luta melhor do que o animal que está com raiva porque ele está lutando pela sobrevivência dele, né?

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Desconhecido

Então a gente tem que pensar uma coisa em relação a insegurança, que é a prudência, a diferença entre o se arriscar ou se pôr em risco. Ou eu não vou pegar algo que está cristalizado em mim, que tem aqui, que eu tenho um apego, tenho um carinho por essa forma de lidar com essa situação, por mais disfuncional que seja, eu lido sempre com isso.

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Desconhecido

Não, não abro mão. Mas eu não vou pegar esse cristal, eu vou quebrar ele. Cara, que absurdo! Está quebrando a parte de você tem. Tem uma frase da. Acho que da Clarice Lispector. E eu acho que é dela mesmo. Não é dessas invenções que botam tudo atribuído a tudo. Ela é o puro bom, tudo é agora esse lugar.

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Desconhecido

E aí é uma que ela fala nunca, eu não sei. Nunca conserte, nunca tire um defeito de um edifício. Você não sabe nunca. Você não sabe qual é o defeito que o sustenta, né? Então você não sabe qual é o defeito ou a imperfeição que sustenta esse edifício que sustenta você. Para você pegar isso e jogar fora e falar não, pronto, agora eu vou fazer de outro jeito.

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Desconhecido

Cara, tem uma constituição nisso, né? Tem uma edificação que foi sendo construída ao longo da vida para você chegar onde você está hoje. Então é preciso ter prudência nesses movimentos, né? Então eu não vou chegar de um dia para o outro e mudar completamente. Eu imagino que você não é vida. Fale isso já vivido. Se eu falo você não vai, porque você não vai dar conta, não é?

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Desconhecido

A gente sempre fala que toda transformação ela tem que ser gradual, né? Mudança de comportamento é largar um vício, por exemplo. Tudo isso exige tempo, até porque o tempo do corpo ele é lento. O tempo da mente talvez seja um pouco mais rápido para a gente, mas o tempo do corpo, ele é lento. A biologia é devagar, né?

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Desconhecido

E aí você fazer mudanças muito radicais, Você geram choques que para gente são ruins. Eles agravam os doshas. Na linguagem do Ayurveda é mais impressionante assim, porque na sociedade que a gente vive hoje, eu não sou psicólogo. Eu vejo muitos pacientes que estão com depressão, ansiedade, as duas coisas não conseguem se mexer e me narram assim Cara, eu tenho ouvido cada vez mais.

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Desconhecido

É exatamente isso. Mateus Eu sinto uma pressão no peito que parece que é uma dificuldade de respirar, que é um sintoma que a gente atribui. A ansiedade comumente é. E eu fico sempre tentando entender. Mas porque o que está acontecendo? Me conta um pouquinho como é que a sua rotina? E ao sentar e conversar com os pacientes e perguntar como é que você vive?

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Desconhecido

A narrativa da pessoa me deixa sem ar. Eu também fico com um aperto no peito só de ouvir a pessoa falar o que ela está fazendo, falou. Como é que o que você faz tanto? Por quê? Por que tem essa pressa toda? Por que é tão intenso? Por quê? Porque são cinco cursos on line, duas pós graduações e mais não sei quê.

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Desconhecido

Aí, filhos e 08h00 de trabalho por dia. Tipo assim, a gente não é um bicho que consegue fazer tanta coisa assim. E agora eu estou no Japão, Eu estou aqui em Sapporo, em Hokkaido, e aqui é muito intenso também. É bizarro como as pessoas bagunçando a cidade. As pessoas não param um segundo. É um trabalho intenso. Todo mundo que eu converso fala que é uma cultura de trabalho, que ela é meio que ela vai te apertando também.

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Desconhecido

E o Brasil, por outro lado do mundo, mas é considerado um dos países mais ansiosos do mundo hoje em dia. Eu queria. Estou falando tudo isso para te perguntar de onde você acha que está vindo tudo isso? Como é que você lida com isso? Por exemplo, quando a pessoa chega para você na clínica, fala Olha em seguran ça medo do desconhecido, vazio.

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Desconhecido

Sinto tudo isso. Sim, sim, sim. É aí que eu faço. Sabe como é? Qual o próximo passo que eu dou? Eu acho interessante que você trouxe isso nessa pessoa que vai faz um monte de coisa e está em todo lugar e está fazendo tudo ao mesmo tempo. E eu acho que um dos caminhos que acontece muitas vezes também é o não fazer nada no sentido de uma outra pessoa que tem um lugar ali de ansiedade, de angústia, de medo, que é o que ela não faz nada.

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Desconhecido

Eu fico no sofá o dia inteiro, porque se for fazer, precisa ser assim. Então eu prefiro que não seja. Eu prefiro só que vai para o outro oposto, aí vai para o outro oposto. A gente falando dos opostos, os opostos. Então imagina a ideia integrar esse que fica no sofá com isso, que está correndo em tudo, entender que pode ficar no sofá e pode fazer as coisas.

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Desconhecido

Mas, por exemplo, tem um caso muito interessante e aí que pegar. Mas de um caso que eu tive há um tempo, de um cliente que falou eu fico no sofá o dia inteiro e eu não sai do sofá e tal. E aí eu dentro de casa pra ela, eu falei amanhã você vai ficar no sofá o dia inteiro, você não vai sair do sofá.

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Desconhecido

E aí, com isso que que eu estou fazendo? Estou criando a consciência nela, Disso. Então ela entra em contato, ela percebe e ela e ela entra. Aí ela começou a ficar angustiada, falar Não, não quero ficar no sofá agora que ela começou a sair do sofá, né? Hoje é um caso super interessante. Falei vamos para um outro lugar super distinto.

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Desconhecido

Mas o primeiro passo é criar consciência disso. Então, quando a pessoa chega pra mim falando eu tenho, eu estou com angústia, eu estou com medo. E angústia é inerente à condição humana. Segundo o existencialismo, a angústia, inclusive, ela é importantíssima na existência humana. Ela mobiliza o ser humano, ela mobiliza essa pessoa de alguma forma. E é interessante sim, porque eu falo curiosamente, eu como um palhaço.

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Desconhecido

Eu Olha que você falo que bom que você está com tudo isso, porque é isso. Daí a possibilidade de mudança. Isso que você está me trazendo, o vazio. Pensa só se você tivesse todo preenchido e não tivesse vazio nenhum, você não tinha lugar para incluir nada assim. Então é uma coisa que eu falo aqui que você tem nas mãos.

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Desconhecido

Ah, não tenho nada. Então você pode fazer tudo, porque se eu tenho um copo e eu estou com o copo na mão e aí lê se como o copo. Uma vida já muito elaborada, um daqueles mecanismos de defesa que eu trouxe. Uma das formas de resposta e tudo mais. Se eu tenho um copo, eu não consigo mais apertar sua mão com essa mão aqui.

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Desconhecido

Mas eu seguro, coopta as pessoas, segura o copo até não deixa e está cheio de água e ele está cheio de água. Se ele está cheio de água, eu não posso botar suco, eu não posso botar. Então, assim, a gente está o tempo inteiro se agarrando nas coisas. Então se chega uma pessoa para mim com um vazio existencial no consultório, com uma angústia no consultório, falo Cara, que incrível!

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Desconhecido

Vamos ver que que a gente pode usar, Como é que a gente pode usar isso? A gente chama até de salto criativo. Quando a pessoa sai de um momento de angústia e vai para algum lugar porque é um salto, porque ela aperta, aperta, aperta, a angústia está apertando até que ela voa. Ela está trava. Não é um passo, mas dentro disso é.

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Desconhecido

Aos poucos a gente com prudência, num lugar seguro. Vamos lá atrás para mim, vem aqui, vamos experimentar aqui no consultório, vamos olhar aqui no consultório antes de você levar para o mundo. Ah, mas eu sou uma pessoa que não grita. Sou muito presa aos rótulos. Não sou uma pessoa quieta, sou uma pessoa quieta, Sou uma pessoa quieta, Cara, Se está sentando na cadeira da pessoa quieta mesmo se você levantar aqui, que acontece?

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Desconhecido

Aí eu pergunto se você levantar aqui, o que acontece? A pessoa não sei. Ah, eu posso me comunicar melhor. Falei Nossa, que assustador, né? E ela é isso porque é muito assustador para a pessoa fazer algo diferente. Então ela chega ali com algum lugar e aí se ela levanta da cadeira, fica vazio, angustia. E é exatamente esse trabalho.

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Desconhecido

Às vezes você precisa levantar de uma cadeira para deixar ela vazia, vir o vazio, deixar o seu rótulo durante a vida toda. Às vezes essa pessoa foi quieta desde três anos de idade, de seis meses. Quer esse bebê não chora, O fulano é muito quietinho, o fulano ou o contrário, o fulano, a peste ou seja, sempre. O que quer dizer se desapegar disso?

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Desconhecido

Talvez, no âmbito existencial, seja algo enorme, um trabalho de vida. Por isso uma angústia muito grande. Por isso, o vazio existencial. Se eu fui sempre o quieto, se eu fui sempre a peste pegando esses dois, como é que eu vou ser outra coisa? Como é que é? Aí o trabalho é você pode ser outra coisa no consultório, numa clínica, no seu terapeuta com o seu médico e aos poucos, buscando prudência para se sentir mais seguro e fazer com melhor amigo.

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Desconhecido

E esse amigo, cara? Fala cara, está quieto assim porque eu sempre fui muito pilhado, Está quieto, Está bem? Não, cara, Eu tenho trabalhado na terapia, fica mais quieto e está tudo bem comigo. Está tudo certo. Só que é isso. A gente precisa de ajuda. Você está bolado. Isso é muito interessante. Como existe um toma lá, dá cá, social também.

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Desconhecido

Eu me coloco nessa posição de oratória de professor nas lives, por exemplo, e durante meia hora, 01h00 eu estou aqui dando aula e aí eu estou fala, ativo e tudo mais. Muitas pessoas que me conhecem pelas redes sociais acham que eu sou assim 24 horas por dia e aí quando me encontram na minha vida normal, eu sou muito mais quieto, reflexivo, fico mais escutando os outros.

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Desconhecido

E aí a pessoa acha que eu estou chateado ou que mudou alguma coisa, ou cadê o Cadê aquele Matheus? Então você é assim mesmo? Então cadê aqui então? Então é interessante porque eu estou colocando uma camada em cima do que está falando que é tem a percepção da pessoa sobre ela e a obrigação que ela sente de ocupar essa cadeira que ela mesma se coloca nessa cadeira.

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Desconhecido

Mas também tem, de certa forma, e eu acho importante você falar isso, o ambiente seguro para a experimentação, porque tem uma cobrança social também, né? Eu vejo como, numa cultura como a japonesa, a expectativa que as pessoas têm de comportamento uns dos outros e a pressão que se coloca no comportamento do outro. Se você tenta sair um pouco desse lugar que você mesmos colocou, aí você tenta pisar fora dele.

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Desconhecido

Vem um policial do comportamento, fala assim você tá muito diferente, você mudou muito, você não era assim, Não é O que está acontecendo com você. Você fala Calma, calma, calma, deixa que eu volto, eu volto. E aí a pessoa meio que abre mão até inclusive da experimentação. Então tem um papel ali, Ou melhor, eu acho que é óbvio que tem.

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Desconhecido

Eu queria que você falasse um pouquinho como é que o ser humano dialoga com a sociedade dentro desse processo. Porque você está falando? Eu acho que eu escuto de uma perspectiva bem individual. Eu tenho um lugar, eu sou a peste, eu sou quietinho, eu vou no consultório e você fala vamos dar mais pluralidade para sua expressão. Você se colocou dentro de uma caixinha de expressão e você, como ser humano, tem o potencial de se expressar da forma como você quiser.

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Desconhecido

Na verdade, você que é quietinho, pode ser falador, é só você exercitar isso, falar você quer falar ou pode ser está o quetinho, É só ficar quieto, respirar um pouco. Mas como é que a gente pode lidar melhor com o social? Quando eu sou quietinho e exercito a fala e as pessoas viram e falam? Menina que se preza não fala desse jeito, tipo, não usa essa roupa ou não se comporta de tal maneira e aí a sociedade vai te atacar.

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Desconhecido

Acho que com as mulheres muito mais do que com a gente, mas a gente atocha dentro de um papel social que você precisa cumprir. Fala um pouquinho sobre isso? Sem dúvida. Sim. Acho que quando você fala e discurso, a pessoa quieta, só eu treinar e falar mais. Mas. Mas não é só isso, porque você precisa ser acolhido por isso.

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Desconhecido

E aí vem a sociedade, porque somos seres sociais, estamos sempre em sociedade. Por isso que eu trago a ideia de um lugar seguro, porque esse lugar seguro, ele vai ser uma mini sociedade para você, uma mini sociedade que vai te autorizar ser diferente e te autorizando a ser diferente. Você se fortalece Quando você se fortalece, você consegue levar para o mundo, mesmo que o mundo não autorize tanto.

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Desconhecido

Mas a ideia é que você vai se fortalecendo dentro disso, porque às vezes o mundo não vai autorizar e você vai precisar assim mesmo, a gente ver. Dentro disso a gente vê um monte de coisa, né? Famílias que te colocam nesse lugar. E se você muda o seu papel, a família não vai aceitar que você mude. Como assim?

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Desconhecido

Você sempre foi quieto que está falando agora? É só que aí essa pessoa ela vai buscar um lugar seguro, que não vai ser a família, porque a família tá se provando o lugar, não seguro, inseguro, né? Então, para experimentar esse desconhecido, experimente num lugar onde você possa ser até o momento que você vai poder falar para sua família Eu sou assim, eu também sou assim e não é.

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Desconhecido

Não preciso da sua autorização para isso. Isso é um fortalecimento gradativo. Pelo que você está falando que quando você falou que você foi fazer teatro e tudo mais, eu vejo como muitas pessoas encontram no teatro, no uso, a gente dá workshops, por exemplo, e aí é assim. Tem sete anos já. Eu acho que eu dei meu primeiro workshop de Ayurveda e é interessante por que eu ia da Índia para o Brasil para dar esses cursos, então era o maior rolê para dar os cursos e os alunos.

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Desconhecido

Eles chegavam sempre animados para me conhecer e para aprender comigo. Mais até o final do processo eles percebiam a verdade do que era mais relevante naqueles encontros, que não era me encontrar mais, encontrar o coletivo. E depois, no finalzinho dos workshop, eu sempre perguntava para os alunos e alunas qual foi a coisa mais incrível desse final de semana ou dessa semana e tal e tal?

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Desconhecido

E todo mundo sempre ali, sempre. Ao longo dos últimos sete anos, sempre falava. O mais incrível foi ter conhecido pessoas que nem eu. O mais incrível foi saber que eu não estou sozinha. O mais incrível foi ver que eu não sou a louca, porque muitas das pessoas a gente está com mais de 300 pessoas aqui na Live agora com a gente.

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Desconhecido

Muitas de vocês são a pessoa mais esquisita da sua família. A pessoa que é vegetariana, a pessoa que se preocupa com a saúde, estuda e o veda. Então, assim, dentro de um desses 300 aqui que estão aqui, todo mundo é meio parecido. Mas a que fechou a Live, a pessoa volta para a vida. Ela é a mais estranha de todas e a pressão disso é muito pank para uma pessoa.

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Desconhecido

Eu lembro de eu, adolescente, eu não bebia e eu continuo meio que sem beber. Hoje em dia bebo muito raramente e eu ouvi muito. Quando eu era adolescente também beberam, falou Não, não gosto, pô, Não confio em quem não bebe. No tipo assim você não é confiável porque você não tem esse comportamento, como se fosse um empurrão para eu me adequar o comportamento que era esperado de mim.

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Desconhecido

Eu virei vegetariano com 15 anos, vegetariano, isso aí. E é aí uma confusão que você com certeza deve ter passado, porque na nossa cultura é muito bizarra. Da sua sexualiza dade com o seu comportamento. E eu acho uma bizarrice Você é vegetariano, você deve ser gay. Como é que tem a ver uma coisa com a outra? Por que as pessoas pegam você Uma perspectiva de comportamento, uma expectativa de comportamento?

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Desconhecido

Se você nos coloca dentro disso aqui, a sociedade meio que te ameaça, te julga pela janela. E eu tenho uma personalidade que não tem um parafuso. E eu sempre fui. Não, eu sou assim e dane se o que você acha. E hoje em dia a gente tem ouvido a venda, tem essa plataforma toda mais levou muitos anos para eu estar nessa posição, mas eu vim desse lugar de segurança desde a adolescência.

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Desconhecido

Como é que uma pessoa dessas 300 que está aqui, ali pode lidar com isso tudo? Porque fazer terapia pode ser muito legal, criar ambientes seguros pode ser muito legal, mas a pressão individual de ocupar o espaço acostumado, como você está falando muito bem, já é muito forte a pressão social e a punição social por você tentar desocupar esse lugar também é muito forte.

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Desconhecido

Então, assim, qual é a esperança? Alexandre? É interessante você usar isso dentro desse lugar da esperança que é a esperança. Ela é a substantivação do verbo esperar. Então é a ideia de você esperar que algo aconteça e dentro disso que a gente está falando, a gente está falando mais na ideia de que o que você pode fazer em relação a isso?

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Desconhecido

Então não é só o esperar, é preciso fazer algo em relação a isso. E, infelizmente, pessoas, desculpem, desculpem, mas é um pouco isso. É claro. Você vai ter, dentro dos aspectos, situações mais desafiadoras, situações mais tranquilas que você possa buscar aqui. É importante que você tenha um lugar de retorno, uma casa de retorno. Você tem uma casa no sentido simbólico de uma casa confortável e segura, e que o problema é você ficar só dentro do quarto, Então, primeiro expor a sua casa.

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Desconhecido

Eu gosto muito de pensar um terreno, a vida como um grande terreno. Você já tem um terreno que você já descobriu, você já sabe ali onde é a área de pantanosa que você não gosta de andar porque você se atola. Você já sabe onde é a área do parquinho que você gosta de ir. Você está dentro disso. Você tem as fronteiras, os seus limites, os limites desse terreno.

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Desconhecido

É preciso que você vá andando no limite desse terreno aos pouquinhos e vendo Caramba, eu posso andar um pouco mais aqui. Olha só, É possível que é possível que depois desse pântano tenha uma área linda, mas é preciso atravessar espantando. Às vezes é assim. Dentro disso, eu estou dizendo que é bom ter momentos de angústia, de momentos difíceis.

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Desconhecido

É que você tem os recursos. Você pode buscar os seus recursos para estar nesses momentos, integrar esses momentos a você. E aí, como você disse, como é que a sociedade entre sozinho? É sempre muito mais difícil? Porque o ser humano é um ser sociável, né? Então, tendo pessoas que estão com a gente, está num grupo, como você disse, que se olhe.

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Desconhecido

Fala cara, o mais importante foi me foi, tem gente aqui. E é o que acontece nos workshops de palhaçaria de clown, terapia que eu uso, que eu levo. As pessoas falam cara, é tão bom ver que tem uma pessoa que tem a mesma questão que eu. E eu faço um exercício muito profundo. É o momento de ver essas, essas similaridades entre as pessoas, né?

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Desconhecido

E aí eu faço perguntas mais profundas dentro disso. E aí as pessoas se unem, falam caraca, eu também, cara, que eu também. Então, assim, tá dentro disso, não está sozinho nesse lugar, como a gente diz. E aí ter uma esperança? Sim, necessariamente a gente vai estar esperando algo que aconteça, mas estar no momento presente também é algo muito potente para isso.

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Desconhecido

Porque se a gente está sempre no futuro, pensando sempre na esperança, na expectativa, a gente deixa de fazer. Agora a gente deixa de pensar agora como a ideia do palhaço, que é também um dos conceitos do palhaço, que é o que ele vivencia. O presente, né? Então, se eu sinto medo agora, o que me ameaça? Se eu sinto alegria agora?

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Desconhecido

O que me me dá? No que me dá prazer? Então, se conhecer, como eu disse, um terreno, conhecer a própria casa é muito importante. Antes de você começar a explorar. Então eu sei se eu sei o que me faz bem dentro da minha própria casa, dentro do meu corpo, dentro do que eu tenho recursos para fazer. Se eu preciso daquilo, algum momento eu tenho ali, eu consigo abrir aqui minha despensa, pegar algo para comer, me alimentar de algo.

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Desconhecido

Agora tem uma frase que meu terapeuta fala que eu gosto muito, gosto e odeio quando ele fala isso, que eu tenho vontade de ir embora, mas ele fala o movimento muitas vezes é em direção a angústia. E aí você. E aí eu fico irritado com ele, eu falo Porra, não, já sei, Mas cacete, se tem angústia, tá vendo movimento em alguma coisa?

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Desconhecido

Nem que seja uma percepção interna de um não desejo de. Uma percepção interna de que algo está errado. Sabe assim, cara, que algo está errado e que eu preciso mudar alguma coisa nisso. Isso já é parte da mudança. A percepção e o sentimento já é parte da mudança.

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Desconhecido

Não sei se eu percebi isso, mas só porque eu não. Eu acho que pelo contrário, eu acho. E é tão importante porque assim a gente tem essa e assim eu falo isso muito. Eu acho que eu não sei essa frase do Krenak ou de quem que é, mas para todos os problemas há uma resposta comunidade de certa forma, sentar num meio com uma galera que está querendo o que você está querendo.

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Desconhecido

Se você está querendo melhorar sua saúde, se junta com pessoas. Estão querendo melhorar a própria saúde, que fica mais fácil para você. Aquela coisa do Alcoólicos Anônimos, você está tentando parar de beber, tem que parar de frequentar o bar que você está no bar e você e a nossa galera do yoga, do Ayurveda tem uma coisa de super poderes não, eu vou e eu vou meditar no meu primeiro chacra e vai dar tudo certo.

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Desconhecido

Eu falo Não, não, não, não, não tinha pra quê. Vai criar uma situação para você se lascar, entendeu? Tipo, é bem melhor você entender quais são as limitações que você tem e você entender que se você está tentando fazer mais yoga, andar com a galera do yoga para você ver, daqui a pouco sai com o tapetinho na mão.

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Desconhecido

Daqui a pouco você está fazendo um cachorro invertido. Você nem sabe como é que aquilo começou. Então você se circular de pessoas que também estão tentando chegar no lugar para onde você está tentando ir é muito importante. Agora, dentro dessa comunidade, você criar espaço social para o perrengue, para o sofrimento. É muito importante, porque a gente também tem uma construção de linguagem, muitas vezes, de que se eu sou teu bróder, eu vou te apoiar.

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Desconhecido

Na hora que você estiver triste eu vou falar não fica assim não, cara. Bola pra ferrou, bora levantar e tal e tal e te apoiar e puxar você para o chão, para a felicidade. E muitas vezes o que você está dizendo que eu estou ouvindo do que você está dizendo é, às vezes você vai precisar só que eu esteja do teu lado enquanto você tá no perrengue, cara Matheus, ou na merda que eu falo, tudo bem, mas eu vou sentar aqui do teu lado, Vamos ficar na merda junto E veja eu tentar tirar você do lugar que você está emocionalmente complicado.

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Desconhecido

Você às vezes só precisa mesmo de companhia. Na verdade, você tem que me dizer às vezes o que é que você precisa, né, cara? Você me quer aqui? Quer que eu vá embora? Volto daqui a 15 minutos, manda uma mensagem. Mas eu percebo como edifícios, às vezes para gente como um impulso. Eu já cansei de entrar em live.

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Desconhecido

Eu tô dando o meu exemplo muitas vezes que eu acho que isso é importante para as pessoas, para a gente quebrar essa esse mito de perfeição também se aproximar um pouco e é raro eu entrar numa live. Eu não tá legal de ter acontecido alguma coisa. Morreu alguém. Teve uma vez que eu perdi uma paciente, por exemplo, e eu estava péssimo.

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Desconhecido

Eu tinha feito o compromisso de vir para live. Eu vim para Live péssimo e eu falei para as pessoas Olha, eu tô péssimo hoje porque aconteceu isso, isso, isso, mais eu estou aqui e eu assumi esse compromisso Alive, eu quero estar aqui. São quisesse eu tinha ido embora. Cara, é a quantidade de pessoas que me mandou mensagem depois, meio que dizendo não fica assim, não é a natureza da vida.

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Desconhecido

Todo mundo morre um dia foi pra um lugar melhor, virou uma estrela no céu. Eu falo bróder, não, cara, Tipo eu estou. Se eu estou triste, de repente eu estou. É bom ficar triste, negar emoções que são negativas e ficar o tempo inteiro forçando nessa sensação positiva o tempo inteiro. Um problema pode ser um problema também. Fale um pouquinho sobre isso, falei.

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Desconhecido

Tipo, como é que a gente cria espaço para o ruim também, digamos assim? Porque eu acho que eu botei o tema da Live de como lidar com insegurança, medo, desconhecido, vazio existencial, tem essas coisas, tem cura e eu acho que muitas vezes a pessoa vem pra lá com uma atuação de cara. Você vai me dar três técnicas que quando eu tô com medo, vou respirar de um jeito.

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Desconhecido

Quando eu estou inseguro, eu vou bater no peito. Quando eu estou com vazio, eu vou pensar num mantra e aí eu vou me sentir bem, entendeu? Mas dentro desse processo todo. Qual é o lugar de marinar nessas sensações? Existe esse lugar? É interessante. Vou pegar só o que você trouxe do título do Tem Cura e eu acho que é muito interessante que a gente fala do Curado.

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Desconhecido

Tem o queijo curado, o queijo curado e o queijo que fica ali apodrecendo às vezes ali. Então assim tem um pouco relação, né? Então a gente pensa a necessidade de pensar um pouco nesse sentido. Eu não vou te dar a cura, mas eu vou inverter um pouco a lógica disso, dizendo que eles são importantes. A insegurança é importante que está te dizendo alguma coisa.

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Desconhecido

O medo do desconhecido é importante porque ele está te protegendo de não morrer, de não, né? É o vazio existencial importante que ele está abrindo espaço pra algo que venha também, né? Mas dentro disso que você trouxe, eu acho que é muito interessante a gente poder olhar que a gente denota e coloca um teor negativo em emoções. Só que elas não são negativas, né?

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Desconhecido

Elas não estão ali. Então, por exemplo, uma coisa que que eu digo se chega alguém pra mim falando cara, eu sou uma pessoa péssima, eu sou um mentiroso. Eu falou e tá. Então eu vou assumir que aquela pessoa é aquilo mesmo. Eu não vou fingir. Não, não é não. Você fala a verdade. Não, eu estou mentindo Se o cara tá me dizendo, a gente sabia como fala isso.

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Desconhecido

Você é ótimo, amigo, Você é maravilhoso, Você é incrível. Semanalmente lá fora, não sei se essa pessoa chega pra mim, Tá assumindo que mente. Eu vou acreditar que essa pessoa sabe mais dela, mais sobre ela do que eu sei sobre ela. Então, sei lá, eu preciso gritar Beleza, vamos gritar junto, já que eu já abri janela do consultório pra gritar junto, já dei almofada pra bater, já soquei só camuflada.

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Desconhecido

Eu quando era mais novo, quando era pequeno, fazia terapia a minha, a minha psicóloga botava aquelas bolas de pilates para eu chutar, pra botar raiva pra fora e era incrível eu sair aliviado. Ai, ai, que incrível! O que eu fiz? Eu olhei pra raiva, eu não neguei ela. Eu integrei uma parte minha, né? Então, dentro disso, eu acho que é muito importante que a gente assuma como você assumiu a sua vulnerabilidade de ter perdido uma pessoa querida e ter integrado isso e não fingindo que nada aconteceu, né?

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Desconhecido

Então, eu acho que é um pouco desse lugar de entender que eu não vim trazer cura pra cá, mas como lidar? O que eu trago aqui é uma inversão de lógica. Vamos ver que a insegurança, o medo e o vazio, eles são importantes para a gente e eles constituem a nossa existência e que. Fazem parte de tudo isso que a gente busca.

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Desconhecido

Eu imagino que dentro da medicina oriental tenha muito isso. A gente vê o próprio, a própria questão de terapia. Ela é muito influenciada pelo zen budismo, pelo budismo, pelo taoísmo, que tem essa prática, inclusive do próprio vazio, do silêncio, dessa prática meditativa, da consciência da respiração, de estar nesse movimento. Sim, eu acho que uma das coisas que eu preciso falar aqui que você fala sobre essa ideia de sempre vendo positivo é não, não mintam para si mesmos.

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Desconhecido

Se você está sentindo alguma coisa, dê valor àquilo. Dê valor. Essa emoção, essa sensação. E eu acho que é um equilíbrio interessante entre eu mesmo não entendo. Bom, eu não sou psicólogo, mas eu sei que tem um equilíbrio aí importante entre eu poder aceitar e honrar a sensação e ao mesmo tempo não construir uma casa ali e morar ali para sempre.

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Desconhecido

Se eu disse aquilo ali não é algo que me que me é equilibrado ou saudável, ou eu estou com medo. Então isso está me dizendo que eu deveria ficar trancado dentro de casa e não sair nunca mais. Sabe? Não, mas eu quero sair. Esse medo ele está me gerando sofrimento. Eu gostaria de ir no casamento da minha filha, mas eu não vou porque eu tenho medo de avião.

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Desconhecido

Então o medo. Ele está servindo sim como uma ferramenta de sobrevivência, porque avião é uma lata, 800 quilômetros por hora no céu. Então é natural ter medo de avião. Mas ao mesmo tempo ele pode estar me bloqueando de alguma coisa que eu quero na minha vida. Então eu acho que esse equilíbrio é que é delicado, porque quando a gente fala honra o seu medo, a pessoa fala então tá bom, então tranca a porta e nunca mais eu saio e falo com ninguém, porque eu tenho medo de todo mundo.

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Desconhecido

Não, não, não, não como é, mas está te gerando sofrimento. Tá, Eu queria ser livre, mas você tá querendo ser livre. Tem que botar movimento aí dentro desse processo. Então eu estou te ouvindo falar um pouco de honrar o sentimento e um pouco de olhar pra ele e botar movimento de repente. Ou fazer como você falou, falou, faz alguma coisa assim.

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Desconhecido

A ideia é, por exemplo, a gente pensar na palavra coragem, né? Eu gosto muito de ver que coragem! Medo e desejo. Você falou tem o casamento da minha irmã e eu vou pegar avião. Se você tem mais desejo que medo, você vai. Você acaba indo, né? Então é um é realmente uma balança. E é claro, aqui a psicologia.

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Ela não é uma ciência exata, não tem como. Mas uma coisa que eu gosto muito de pensar é que essa ideia da angústia, do medo, mas principalmente da angústia em si, é uma ideia de que nós somos livres para tomar nossas, de fazer nossas escolhas. E a partir do momento em que a gente começa a botar nossas escolhas no mundo, a gente é responsável por elas.

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Então uma pessoa fala para mim ah, não tem mais jeito e eu não vou fazer mais nada. Eu falei Tá bom, escolha sua. Então eu não posso fazer nada aqui. Então tá, Tá bom, tá bom, Tudo bem, tá tudo bem. Ou então eu falo então não tem mais jeito mesmo, né? Porque aquela pessoa tá tomando uma decisão e eu acho que eu, enquanto terapeuta, eu preciso ser.

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Eu preciso aceitar a escolha daquela pessoa. Você quer a pessoa chega pra mim e fala Eu vou ficar paralisado no meu medo, na minha casa, me protegendo de tudo o que acontece. Eu falo tudo bem, é uma escolha sua. Você tem escolha. Tô mentindo? Não estou? Você tem isso aí como espaço para terapia, porque a gente não está aqui pra tratar todo mundo.

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Tipo, eu não estou aqui para todo mundo. Tem que seguir o Ayurveda ou Ayurveda para pegar uma pessoa que está num estado de sofrimento e encaminhar ela para um lugar de felicidade, de saúde. Mas se a pessoa fala assim Matheus, eu tomo só coca cola, é como batata frita e essa é a minha vida, Eu gosto disso. Só assim eu não vou ficar batendo na porta.

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A pessoa já conheceu a palavra do Ayurveda e mudando a vida de todo mundo. Mas o curioso é que quando eu falo é uma escolha, sua pessoa fala, a pessoa reflete, olha, às vezes ela fica uma semana em casa, ela volta e fala Eu não quero fazer essa escolha para a minha vida, porque ela fez, eu deixei ela experimentar e aí ela viu o cara Não, não é isso que eu quero.

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Então até dentro disso a pessoa precisa se colocar assim. O elefante precisa saber que é um elefante para ele poder fazer os ajustes criativos dele. Ele não pode pensar que ele é uma águia e que ele vai voar porque ele não tem essa capacidade. Ele precisa saber que ele não vai voar porque ele tem um peso que ele tem.

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Então uma pessoa precisa se colocar no lugar dela para poder mudar de fato, né? É um pouco isso. Você precisa vivenciar a tristeza de uma perda para você elaborar esse luto, você precisa se colocar nesse lugar. Você precisa entender Por isso que eu falo, a pessoa se coloca nesse lugar que ela falou que queria fazer essa escolha. Não, eu vou ficar para depois ela voltar e falar Não, eu não gostei desse lugar.

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Falar Tá bom, tudo bem, você tem todo o direito de não gostar desse lugar e você tem todo o direito de fazer outra escolha. E eu estou aqui para você poder fazer a escolha que você quiser. Assim, na medida do ético e claro, constituição dentro da Constituição.

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Total? Não, Isso é muito maravilhoso. Eu acho que a pessoa ter e tomar controle e assumir gerência sobre o próprio processo. Tipo, eu preciso querer melhorar. Para começo de conversa, senão não adianta, senão fica parecendo que essas lides ou os conteúdos que a gente coloca são imposições assim. E todo mundo deveria raspar a língua. Não tá feliz com a tua língua?

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Fica com a tua língua, entendeu? Eu estou aqui para ajudar a pessoa que diz assim Mateus Olha minha língua não tá legal, O que que eu faço? Opa, não, você é ouro! Vamos abrir essa porta e vamos atravessar ela Agora, se você está feliz com isso aí que está acontecendo na sua vida, quem sou eu para te dizer que você deveria aceitar a palavra do Ayurveda na sua vida?

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Então é lindo. Eu acho que é ter essa possibilidade que você está trazendo, do tipo você tem um lugar de vazio, por exemplo, de medo, de insegurança. Você honra esse lugar, você está feliz, Você quer ir para esse lugar? Não, não quero. Quero sair daí. Então existe um caminho também para você ressignificar. Se empoderar disso tudo é dar próximos passos.

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Esses temas para mim são tão incríveis assim. Que bom que vai ter um congresso inteiro de saúde mental daqui umas duas semanas. Eu botei o link para vocês que estão aqui na Live agora, se vocês quiserem conhecer mais o trabalho do Alê arroba Alê, ponto Gnattali com vocês não ajuda esse sobrenome também né? Mas eu botei o link, eu botei o link do Alê aqui na descrição desse vídeo no youtube para você está?

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Então se quiser vai na descrição do vídeo que tem o link do Instagram dele. Lá o Leo fala um pouquinho para as pessoas sobre como é que você trabalha, porque de repente alguém assistiu isso aqui, falou você falou que você dá curso, workshop de palhaçaria, Quero fazer essa parada. Então vamos para a reta final. Se você puder deixar uns últimos possibilidades para quem quiser continuar estudando contigo, tá?

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Maravilha! Então, cara, eu acho que tem um lugar muito interessante, porque a gente vem falando como fazer isso, então como que a gente vai buscar esses ajustamentos criativos para momentos de insegurança em momentos de medo do desconhecido? Um dos trabalhos de um trabalho que me ajudou muito, que transformou a minha vida e que eu gosto de proporcionar às outras pessoas, é o trabalho de clown terapia.

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E é um pouco por esse caminho. Assim, é por meio de brincadeiras, de exercícios lúdicos, algo que assusta muitos adultos. E eu falo um pouquinho isso na minha palestra do Congresso. Quem quiser e tiver interesse em saber melhor como que é esse lugar do lúdico. Na minha palestra eu exploro mais esse tema, mas é muito importante assim, a gente ter a possibilidade do brincar, né?

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E não só do brincar, porque é um jogo sério, a gente leva a sério, né? Então, se eu pego um copo e vou fingir que é outra coisa, é um chapéu. Aí no meio, a gente começa a rir e começa a brincar. Isso brevemente é algo muito simples, mas é um trabalho em grupo que eu proponho. Até por conta disso que a gente estava falando.

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A gente falou disso aqui o tempo inteiro. Se a gente tá falando que o ser, o ser humano, ele vive em comunidade, o grupo é importantíssimo. O próprio desenvolvedor da Gestalt Terapia, ele fala, ele fala que o trabalho em grupo é muito mais potente que o trabalho individual num processo terapêutico. E eu acredito muito nisso. Sim, o trabalho em grupo é realmente muito potente, então eu eu proponho esses workshops.

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São workshops aí que a gente vai desde conversas até jogos, exercícios até experimentações individuais em dupla e jogos e exercícios para que cada um aprenda e conheça sobre si mesmo, se aceite dentro dessas imperfeições do palhaço, se veja como um esquisito no meio de esquisitos, então não tem ninguém esquisito. Se é todo mundo esquisito, não tem ninguém esquisito.

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Quem vai chegar Um grupo de palhaço muito engraçado que ele vê alguém, se diz normal na rua e fala Porra, vai você está perdendo, porque o melhor é ser esquisito. Quando você é esquisito, é muito melhor porque você pode fazer dancinha esquisita. Você pode falar de uma vizinha esquisita. Agora a gente fala e pronto, não tem problema nenhum.

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E nem aí para as pessoas que estão vendo porque é o cara. Isso é tão divertido para mim. Você é tão importante para mim. Ou então o choro, fazer a birra, fazer o sabe? Assim o palhaço faz abrigo a criança. Eu uso exatamente esse termo na palestra do Congresso. O palhaço faz a birra igual a criança e às vezes o adulto precisa fazer birra, só que não tem espaço.

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Fazer birra então, é o meu trabalho, ele é em grupo. Dentro desse processo a gente trabalha e tem workshop de 08h00, de 04h00 de workshop on line. Eu dependendo vou soltando aí quando tiver, geralmente no Rio de Janeiro. Mas se tiver gente de São Paulo querendo, também pode ter em São Paulo. É só juntar um grupo aí que a gente, já com grupos formados, pode fazer o workshop em São Paulo.

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A gente vai vendo e os interessados, A princípio, no Rio de Janeiro, a gente tem um workshop terapêutico, que é uma chapa de 08h00. E aí, dentro dessas 08h00 de começo, meio e fim, a gente faz um trabalho super bonito e online. Eu tenho aí mais espaçado e são alguns encontros, né? Para não ficar um online inteiro, cansa muito.

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A gente faz alguns encontros e aí dentro disso é um pouco esse caminho. Assim que que eu trabalho, que é o ter recursos, né, pra lidar com isso tudo que a gente falou, né? É buscar recursos dentro disso. Sim, Maravilhoso! Bom, é o link para o perfil do atleta na descrição desse vídeo no YouTube. Daqui a duas semanas começa o congresso da venda de Medicina Integrativa, no Setembro Amarelo.

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Então o Congresso Inteiro de Saúde Mental. Vão ser mais de 50 palestras para vocês livre, abertas e gratuitas nas redes sociais. Dúvida BEDA e o Alê é um dos palestrantes, inclusive para vocês que estão no Instagram especificamente, se você escrever aí convida 20 24. A gente manda o link com todas as informações para vocês. Tem o link na bio, essas coisas todas.

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Alê, cara, brigado pelo carinho, pelo seu tempo por vir, por participar do Congresso, por construir esse esse conhecimento maravilhoso. Acho que todo mundo devia fazer o workshop de clown uma vez na vida, assim tipo entrar em contato com o seu ridículo. E eu acho que é isso, entender assim cara, eu sou isso aqui, se quiser me ama desse jeito, tá ligado?

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Tipo, porque não dá para eu passar minha vida inteira tentando ser outra coisa pra agradar um bando de gente, sabe? Não faz sentido. Então, assim, eu acho que todo mundo devia experimentar esse troço uma vez na vida. Sigam lá o perfil do Alê para saber mais. Cara, obrigado. Um grande abraço para você. Eu que agradeço, cara! Valeu mesmo pelo convite.

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É um prazer estar aqui e falar sobre o que eu gosto, que eu amo, que me movimenta, que eu escolhi para me movimentar e para o prazer. Sou aí batesse para o. Que bom! Um beijo para todo mundo! Esse foi o projeto para do episódio 960 e VRÁ e terça feira eu tô de volta! Beijo para vocês! Até a próxima!

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Desconhecido

Tchau, tchau, beijo. Valeu.

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O.